Em Fortaleza, a situação pauta a oposição

O Duque de La Rochefoucauld (1613-1680). Observador arguto dos costumes, foi um dos primeiros a revelar a decadência da aristocracia moderna . Ele dizia: “Apenas confessamos os pequenos defeitos para persuadir os outros de que não temos os grandes.”

Na política, quando alguém confessa um erro, ou um crime, é sempre para esconder um outro maior. Os ataques feitos por Ségio Novais à Prefeitura, seguidos de uma deliberada omissão da bancada governista (ver post abaixo), se encaixam nessa lógica. Na manobra, cabe assinalar que os poucos vereadores da oposição foram pautados pela situação. Caíram na armadilha e nem perceberam. Os aliados de Luizianne jamais dariam munição aos inimigos se não fosse justamente essa a intenção inicial. Obviamente, as balas são de festim. Quando a oposição concorda com o fato de que setores da Prefeitura não funcionam por conta de alguns burocratas, termina apenas por endossar o argumento de que basta substituí-los para solucionar o problema, reduzindo uma questão de visão política a uma simples troca de cadeiras. Ora, cabe aos opositores denunciar a impostura, não preservá-la. A inoperância da gestão Fortaleza Bela é responsabilidade exclusiva da prefeita Luizianne Lins. Mais do que isso, é a prova da inexistência de um projeto viável para a cidade. Como disse hoje em sua coluna o jornalista Fábio Campos, não se sabe ainda o que eles pretendem, nem existem novidades do ponto de vista urbanístico.

Em Fortaleza, a situação pauta a oposição

O Duque de La Rochefoucauld (1613-1680). Observador arguto dos costumes, foi um dos primeiros a revelar a decadência da aristocracia moderna . Ele dizia: “Apenas confessamos os pequenos defeitos para persuadir os outros de que não temos os grandes.”

Na política, quando alguém confessa um erro, ou um crime, é sempre para esconder um outro maior. Os ataques feitos por Ségio Novais à Prefeitura, seguidos de uma deliberada omissão da bancada governista (ver post abaixo), se encaixam nessa lógica. Na manobra, cabe assinalar que os poucos vereadores da oposição foram pautados pela situação. Caíram na armadilha e nem perceberam. Os aliados de Luizianne jamais dariam munição aos inimigos se não fosse justamente essa a intenção inicial. Obviamente, as balas são de festim. Quando a oposição concorda com o fato de que setores da Prefeitura não funcionam por conta de alguns burocratas, termina apenas por endossar o argumento de que basta substituí-los para solucionar o problema, reduzindo uma questão de visão política a uma simples troca de cadeiras. Ora, cabe aos opositores denunciar a impostura, não preservá-la. A inoperância da gestão Fortaleza Bela é responsabilidade exclusiva da prefeita Luizianne Lins. Mais do que isso, é a prova da inexistência de um projeto viável para a cidade. Como disse hoje em sua coluna o jornalista Fábio Campos, não se sabe ainda o que eles pretendem, nem existem novidades do ponto de vista urbanístico.

Aliados criticam gestão municipal. Não é crise, é ação planejada.

O Povo - Coluna Poítica, por Fábio Campos. Em seguida, um breve comentário do Wanfil.

SÉRGIO NOVAIS ATACA E BASE ALIADA ACATA - Sintomáticas as declarações do vereador Sérgio Novais (PSB) que, sem citar nomes, considerou “inapto” uma parte do secretariado da Prefeitura de Fortaleza. (…) Mais sintomático ainda foi a falta de reação dos vereadores da base aliada da prefeita. Na sessão de ontem, não houve quem defendesse a gestão diante do ataque. (…) O fato sinaliza potencial crise no momento em que Luizianne Lins chega à metade de seu mandato. (…) Quando Sérgio Novais fala em inaptidão e emperramento pode-se traduzir para inoperância da máquina. Do ponto de vista de projeto, ainda não se sabe exatamente o que a Prefeitura pensa da cidade. Não se sabe ao certo que cidade é pretendida.

Como é que é? O companheiro Ségio Novais critica setores da Prefeitura de Fortaleza na imprensa e a base aliada de Luizianne não diz nada? Nem sequer acha estranho? Hum. Isso tem cheiro de ação planejada e coordenada. No momento em que fornecedores passam a cobrar a administração municipal publicamente, fato que evidencia problemas de caixa e que geralmente ocorre quando negociações anteriores não produziram resultados, justamente quando deveriam defender o próprio governo, os aliados da prefeita assumem o papel de críticos construtivos. Adiantam-se e assumem o papel que caberia à oposição, de forma a dar verossimilhança à tese de que a inoperância da atual gestão é causada pela incompetência de um ou outro secretário. Fica então, para os mais apressados, a impressão de que basta substituí-los para que a coisa finalmente ande. O problema não seria falta de planejamento, mas simplesmente de má execução, de operacionalidade. De quebra, ainda conseguem preservar, na medida do possível, a prefeita. São profissionais.

Prefeitura de Fortaleza atrasa pagamentos

No O Povo desta quinta.

Fornecedores atrasados - A Prefeitura de Fortaleza está atrasando o pagamento de prestadores de serviço e fornecedores. A questão foi confirmada por aliados da prefeita Luizianne Lins (PT). Para o coordenador político da Prefeitura, Waldemir Catanho, os atrasos são “mais ou menos rotineiros” em finais de ano. (…) Para o líder da prefeita na Câmara, vereador Guilherme Sampaio (PT), os gastos com Saúde, que se intensificaram no último ano com a multiplicação das equipes do programa Saúde da Família (PSF), pressionaram o Orçamento, se fazendo necessária uma readequação. (…) Já a oposição na Câmara criticou a situação. “Há um caos na administração da cidade. Nós já vínhamos alertando para a falta de planejamento e problemas na gestão. Se ela (Luizianne Lins) não conseguiu nem executar o que prometeu no Orçamento Participativo, demonstra problemas”, afirmou o vereador Carlos Mesquita (PMDB), citando a reportagem do O POVO, do último dia 25, que demonstrava que a atual gestão só executou 22% do que foi previsto pelo OP.

Business is business

Por Arlen Medina, ontem à noite no blog do O Povo

Em Sampa, com os gringos - O senador Tasso Jereissati está indo neste momento para São Paulo. Às 20 horas, no Masp, ele terá um encontro com David Rockfeller, um dos homens mais ricos do mundo e presidente do Conselho das Américas. Rockfeller é o entrevistado desta semana das Páginas Amerelas de Veja e é irmão do ex-vice-presidente americano, Nelson Rockfeller (gestão Gerald Ford). Na comitiva estarão Willian Rhodes, chefe do Citibank; Craig Herkert, diretor do Wal Mart para a América Latina e Brian O´Neill, chefe de negócios do banco J.P.Morgan. Tasso fará a abertura, amanhã, da plenária do Conselho das Américas. Na palestra, “Aspectos Políticos e Econômicos do Brasil”.

Deixando um pouco as paixões partidárias de lado, é difícil imaginar que o governador eleito Cid Gomes feche as portas para o senador Tasso Jereissati. Os contatos, o prestígio e a capacidade de influir nos círculos financeiros, conferem ao senador tucano um valor estratégico sedutor para o pragmatismo governamental. O jornalista e magnata Assis Chateaubriand dizia que tão importante quanto ter dinheiro, era passar a impressão de que o dinheiro dos outros também andava perto dele. A expressão vai de memória, mas é isso.

Aliados criticam gestão municipal. Não é crise, é ação planejada.

O Povo - Coluna Poítica, por Fábio Campos. Em seguida, um breve comentário do Wanfil.

SÉRGIO NOVAIS ATACA E BASE ALIADA ACATA - Sintomáticas as declarações do vereador Sérgio Novais (PSB) que, sem citar nomes, considerou “inapto” uma parte do secretariado da Prefeitura de Fortaleza. (…) Mais sintomático ainda foi a falta de reação dos vereadores da base aliada da prefeita. Na sessão de ontem, não houve quem defendesse a gestão diante do ataque. (…) O fato sinaliza potencial crise no momento em que Luizianne Lins chega à metade de seu mandato. (…) Quando Sérgio Novais fala em inaptidão e emperramento pode-se traduzir para inoperância da máquina. Do ponto de vista de projeto, ainda não se sabe exatamente o que a Prefeitura pensa da cidade. Não se sabe ao certo que cidade é pretendida.

Como é que é? O companheiro Ségio Novais critica setores da Prefeitura de Fortaleza na imprensa e a base aliada de Luizianne não diz nada? Nem sequer acha estranho? Hum. Isso tem cheiro de ação planejada e coordenada. No momento em que fornecedores passam a cobrar a administração municipal publicamente, fato que evidencia problemas de caixa e que geralmente ocorre quando negociações anteriores não produziram resultados, justamente quando deveriam defender o próprio governo, os aliados da prefeita assumem o papel de críticos construtivos. Adiantam-se e assumem o papel que caberia à oposição, de forma a dar verossimilhança à tese de que a inoperância da atual gestão é causada pela incompetência de um ou outro secretário. Fica então, para os mais apressados, a impressão de que basta substituí-los para que a coisa finalmente ande. O problema não seria falta de planejamento, mas simplesmente de má execução, de operacionalidade. De quebra, ainda conseguem preservar, na medida do possível, a prefeita. São profissionais.

Prefeitura de Fortaleza atrasa pagamentos

No O Povo desta quinta.

Fornecedores atrasados - A Prefeitura de Fortaleza está atrasando o pagamento de prestadores de serviço e fornecedores. A questão foi confirmada por aliados da prefeita Luizianne Lins (PT). Para o coordenador político da Prefeitura, Waldemir Catanho, os atrasos são “mais ou menos rotineiros” em finais de ano. (…) Para o líder da prefeita na Câmara, vereador Guilherme Sampaio (PT), os gastos com Saúde, que se intensificaram no último ano com a multiplicação das equipes do programa Saúde da Família (PSF), pressionaram o Orçamento, se fazendo necessária uma readequação. (…) Já a oposição na Câmara criticou a situação. “Há um caos na administração da cidade. Nós já vínhamos alertando para a falta de planejamento e problemas na gestão. Se ela (Luizianne Lins) não conseguiu nem executar o que prometeu no Orçamento Participativo, demonstra problemas”, afirmou o vereador Carlos Mesquita (PMDB), citando a reportagem do O POVO, do último dia 25, que demonstrava que a atual gestão só executou 22% do que foi previsto pelo OP.

Business is business

Por Arlen Medina, ontem à noite no blog do O Povo

Em Sampa, com os gringos - O senador Tasso Jereissati está indo neste momento para São Paulo. Às 20 horas, no Masp, ele terá um encontro com David Rockfeller, um dos homens mais ricos do mundo e presidente do Conselho das Américas. Rockfeller é o entrevistado desta semana das Páginas Amerelas de Veja e é irmão do ex-vice-presidente americano, Nelson Rockfeller (gestão Gerald Ford). Na comitiva estarão Willian Rhodes, chefe do Citibank; Craig Herkert, diretor do Wal Mart para a América Latina e Brian O´Neill, chefe de negócios do banco J.P.Morgan. Tasso fará a abertura, amanhã, da plenária do Conselho das Américas. Na palestra, “Aspectos Políticos e Econômicos do Brasil”.

Deixando um pouco as paixões partidárias de lado, é difícil imaginar que o governador eleito Cid Gomes feche as portas para o senador Tasso Jereissati. Os contatos, o prestígio e a capacidade de influir nos círculos financeiros, conferem ao senador tucano um valor estratégico sedutor para o pragmatismo governamental. O jornalista e magnata Assis Chateaubriand dizia que tão importante quanto ter dinheiro, era passar a impressão de que o dinheiro dos outros também andava perto dele. A expressão vai de memória, mas é isso.

Sina

Os Retirantes - Cândido Portinari - 1944

A imagem do povo nordestino está intrinsecamente ligada à penúria. E não é por acaso, como bem denunciou Portinari na série de telas Os Retirantes. Vejam a imagem acima. Cobiçadas por urubus, figuras esquálidas de uma família numerosa esperam por um milagre. A única expectativa de criaturas assim é a misericórdia alheia. Mas isso não constitui uma fatalidade, antes, é fruto de escolhas erradas, do descaso e da incompetência. Imaginar um nordeste autônomo, viável economicamente, independente politicamente, é algo que não combina com a sina dos retirantes. Conceder isenção fiscal para trazer indústrias para o nordeste? “Que coisa horrível”, reclamam nos centros mais desenvolvidos, “é a guerra fiscal predatória; vamos acabar com essa farra”. E pronto. Políticas de combate às desigualdades regionais que é bom, nada. Tem sido assim e continua sendo assim. Dentro dessa imagem consolidada de que somos eternos pedintes incapazes, o assistencialismo vigora como benefício consolador. A indústria da seca funcionou baseada nessa lógica perversa que escraviza e não gera riquezas. “Para quê uma siderúrgica no Ceará, se eles já têm o Bolsa Família? Ainda querem mais?”.
O Brasil se acostumou a ver o Nordeste como um ente inferior, eternamente necessitado da ajuda dos mais prósperos, ou dos menos pobres. E mesmo quando um estado nordestino trabalha no intuito de se emancipar, poupando para aplicar em infra-estrutura e capacitação, desenvolvendo projetos de geração de renda, estabelecendo parcerias e fechando contratos, mesmo quando tudo isso é feito, as contrapartidas contratuais do governo federal são confundidas como concessão, como favor caridoso. E uma vez tomados por dádiva superior, esses contratos deixam de ser obrigação para se transformarem, presunçosamente, em ações optativas, submetidas apenas ao crivo da oportunidade, como se fossem esmolas. “Desculpe, não tenho nada hoje, deixe para uma outra vez”. É isso o que está acontecendo com o caso da siderúrgica.
Em certas situações, a humilhação não precisa ser uma agressão ostensiva; pode ser apenas uma sutil negativa. Cabe aos cearenses lembrar aos seus arrogantes parceiros que não estão suplicando bondades, mas cobrando, e exigindo, que se cumpra a palavra empenhada num acordo firmado. E não custa lembrar que promessa de camapanha é uma forma de contrato moral. Não somos mais retirantes. É preciso ter altivez.

Crise do gás

Por Érico Firmo, no O Povo de hoje.
Negociação travada ameaça siderúrgica - Terminou sem resultado a rodada de negociações entre a Petrobras, o governo do Estado e os investidores da usina siderúrgica do Ceará, a Ceara Steel. Após uma conversa tensa e difícil, no Rio de Janeiro, os representantes do governo e dos investidores reconheceram que o resultado não foi bom. Eles avaliam que a instância técnica em que o assunto está sendo tratado já se esgotou e, agora, solicitaram uma nova reunião para levar a questão diretamente ao presidente da estatal, Sérgio Gabrielli.

Já a audiência que o coordenador da bancada cearense no Congresso Nacional, Inácio Arruda (PCdoB), teria ontem com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi adiada. A previsão é que o encontro, para o qual foi convidada toda a bancada do Ceará, ocorra amanhã, às 18 horas, mas a agenda da ministra ainda não está confirmada.

Esse jogo de empurra visa transformar uma questão política (desenvolvimento regional) em mero entrave técnico. Além de fazer cortina de fumaça para o fato de que houve quebra de contrato unilateral, por parte da Petrobras. De que adianta falar com Sérgio Gabrielli ou Dilma Rousseff? É óbvio que ambos agem respaldados. Se não fosse assim, já teriam sido desautorizados. Ademais, não foram Gabrielli e Dilma que prometeram os investimentos na siderúrgica, foi Lula, chefe deles, quando pedia votos aos cearenses. Os representantes do Ceará deveriam declarar publicamente que não aceitam mais essa ministra como interlocutora. O Ceará está sendo tratado pelo governo federal como pedinte, e não como credor de uma dívida. Parece que eles ainda não perceberam a gravidade da situação. Sem a siderúrgica, ficaremos inviabilizados economicamente. Ou Lula cumpre o que prometeu, ou as lideranças políticas do estado, unidas, voltam e denunciam o estelionato eleitoral para o povo.

Cofre vazio

Por Fábio Campos, na coluna Política, do O Povo desta quarta.

OS COFRES - Fortes os rumores de que a Prefeitura de Fortaleza enfrenta sérios problemas de caixa. Dois fornecedores, que não quiseram expor seus nomes, procuraram a Coluna para reclamar de atrasos. A Prefeitura conseguiu que a Câmara aprovasse remanejamento de verbas.

Sina

Os Retirantes - Cândido Portinari - 1944

A imagem do povo nordestino está intrinsecamente ligada à penúria. E não é por acaso, como bem denunciou Portinari na série de telas Os Retirantes. Vejam a imagem acima. Cobiçadas por urubus, figuras esquálidas de uma família numerosa esperam por um milagre. A única expectativa de criaturas assim é a misericórdia alheia. Mas isso não constitui uma fatalidade, antes, é fruto de escolhas erradas, do descaso e da incompetência. Imaginar um nordeste autônomo, viável economicamente, independente politicamente, é algo que não combina com a sina dos retirantes. Conceder isenção fiscal para trazer indústrias para o nordeste? “Que coisa horrível”, reclamam nos centros mais desenvolvidos, “é a guerra fiscal predatória; vamos acabar com essa farra”. E pronto. Políticas de combate às desigualdades regionais que é bom, nada. Tem sido assim e continua sendo assim. Dentro dessa imagem consolidada de que somos eternos pedintes incapazes, o assistencialismo vigora como benefício consolador. A indústria da seca funcionou baseada nessa lógica perversa que escraviza e não gera riquezas. “Para quê uma siderúrgica no Ceará, se eles já têm o Bolsa Família? Ainda querem mais?”.
O Brasil se acostumou a ver o Nordeste como um ente inferior, eternamente necessitado da ajuda dos mais prósperos, ou dos menos pobres. E mesmo quando um estado nordestino trabalha no intuito de se emancipar, poupando para aplicar em infra-estrutura e capacitação, desenvolvendo projetos de geração de renda, estabelecendo parcerias e fechando contratos, mesmo quando tudo isso é feito, as contrapartidas contratuais do governo federal são confundidas como concessão, como favor caridoso. E uma vez tomados por dádiva superior, esses contratos deixam de ser obrigação para se transformarem, presunçosamente, em ações optativas, submetidas apenas ao crivo da oportunidade, como se fossem esmolas. “Desculpe, não tenho nada hoje, deixe para uma outra vez”. É isso o que está acontecendo com o caso da siderúrgica.
Em certas situações, a humilhação não precisa ser uma agressão ostensiva; pode ser apenas uma sutil negativa. Cabe aos cearenses lembrar aos seus arrogantes parceiros que não estão suplicando bondades, mas cobrando, e exigindo, que se cumpra a palavra empenhada num acordo firmado. E não custa lembrar que promessa de camapanha é uma forma de contrato moral. Não somos mais retirantes. É preciso ter altivez.

Crise do gás

Por Érico Firmo, no O Povo de hoje.
Negociação travada ameaça siderúrgica - Terminou sem resultado a rodada de negociações entre a Petrobras, o governo do Estado e os investidores da usina siderúrgica do Ceará, a Ceara Steel. Após uma conversa tensa e difícil, no Rio de Janeiro, os representantes do governo e dos investidores reconheceram que o resultado não foi bom. Eles avaliam que a instância técnica em que o assunto está sendo tratado já se esgotou e, agora, solicitaram uma nova reunião para levar a questão diretamente ao presidente da estatal, Sérgio Gabrielli.

Já a audiência que o coordenador da bancada cearense no Congresso Nacional, Inácio Arruda (PCdoB), teria ontem com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi adiada. A previsão é que o encontro, para o qual foi convidada toda a bancada do Ceará, ocorra amanhã, às 18 horas, mas a agenda da ministra ainda não está confirmada.

Esse jogo de empurra visa transformar uma questão política (desenvolvimento regional) em mero entrave técnico. Além de fazer cortina de fumaça para o fato de que houve quebra de contrato unilateral, por parte da Petrobras. De que adianta falar com Sérgio Gabrielli ou Dilma Rousseff? É óbvio que ambos agem respaldados. Se não fosse assim, já teriam sido desautorizados. Ademais, não foram Gabrielli e Dilma que prometeram os investimentos na siderúrgica, foi Lula, chefe deles, quando pedia votos aos cearenses. Os representantes do Ceará deveriam declarar publicamente que não aceitam mais essa ministra como interlocutora. O Ceará está sendo tratado pelo governo federal como pedinte, e não como credor de uma dívida. Parece que eles ainda não perceberam a gravidade da situação. Sem a siderúrgica, ficaremos inviabilizados economicamente. Ou Lula cumpre o que prometeu, ou as lideranças políticas do estado, unidas, voltam e denunciam o estelionato eleitoral para o povo.

Cofre vazio

Por Fábio Campos, na coluna Política, do O Povo desta quarta.

OS COFRES - Fortes os rumores de que a Prefeitura de Fortaleza enfrenta sérios problemas de caixa. Dois fornecedores, que não quiseram expor seus nomes, procuraram a Coluna para reclamar de atrasos. A Prefeitura conseguiu que a Câmara aprovasse remanejamento de verbas.

O Ceará não é pedinte, é credor

Blog do O Povo.

Audiência de Inácio com Dilma é adiada
Prevista para discutir hoje de manhã o problema da siderúrgica no Ceará, a audiência do coordenador da bancada cearense no Congresso, Inácio Arruda (PCdoB), com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi adiada. O motivo alegado foi um compromisso da ministra com o presidente Lula. O encontro ficou agendado para quinta-feira. A bancada cearense está reunida neste momento.


Quem tem prestígio é outra coisa. Dilma Rousseff deixou claro que tem coisas mais importantes a fazer do que dar curso ao cumprimento das promessas feitas pelo seu chefe na campanha eleitoral. Quando sobrar um tempinho, talvez ela faça o favor de ouvir as lamentações de Inácio Arruda. Uma desmoralização. O Ceará está sendo tratado como pedinte, e não como credor de um compromisso firmado.

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