Para mudar um pouco de assunto (recebi pedidos), resolvi escrever sobre o último filme que assisti.
O Libertino (The Libertine)
2003/Inglaterra
Direção: Laurence Dunmore
Elenco: Johnny Depp, Samantha Morton, John Malkovich, Paul Ritter
Conta a história de John Wilmot (Johnny Depp), o Segundo Conde de Rochester, rebelde sem causa e escritor literário da restauração inglesa do século XVII, nascido em 1° de abril de 1647 e morto aos 33 anos de idade, em 26 de julho de 1680.
A intenção do filme é fazer de Rochester um revolucionário dos costumes sociais, mas fica claro que falta densidade ao personagem, que não passa de um hedonista inconsequente. As peças de Wilmot abusam das metáforas pornográficas na ânsia pueril de chocar o espectador por chocar. Na frente do Marquês de Sade, que nem sequer foi genial, o conde não passa de uma espécie de Alexandre Frota da nobreza inglesa.
No entanto, Rochester tem algo de moderno, isso não se pode negar. Sua determinação em fazer das próprias taras uma causa coletiva, lembra certos ativistas da liberdade sexual, ardorosos defensores de exibições em paradas e festivais comemorativos em que celebram fantasias pessoais. Para o Libertino, o que era íntimo e particular deveria ser público e ostensivo. E coitado de quem discordasse. Como se a pluralidade de idéias fosse possível sem a divergência.
O roteiro é fraco, mas o filme vale pelas atuações de Deep, cujo trabalho admiro muito (detesto a palavra fã, que me faz lembrar de carência afetiva) e de Samantha Morton. Para quem deseja uma reconstituição primorosa combinada com um dilema moral sério, é melhor alugar o velho “Ligações Perigosas”.
As paixões políticas não podem fazer de nós cidadãos masoquistas, ansiosos pela desgraça geral. Então, vamos torcer para que as coisas andem, que ainda é de graça.
Nota do site do Cláudio Humberto desta quarta.
“Obra retomadaAs obras da Transnordestina recomeçaram segunda (13) em Missão Velha (CE). A primeira fase da obra terá dez pontes e vai até Salgueiro (PE).”

Pinocchio
Escultura em madeira de Ceroli
Post do blog do Reinaldo Azevedo desta quarta. Com esses números, fica complicado dizer que Lula foi reeleito por conta de um sucesso econômico que simplesmente não existiu.
“O ABN Amro Asset Management reduziu a estimativa de crescimento de 3% para 2,9%.” FHC, no primeiro mandato, fez 2,57% (média). Só que enfrentou várias crises. Lula, em contraste, vive os melhores quatro anos do pós-guerra da economia mundial. (…) Aquilo que Lula vendeu nos debates como o “mais extraordinário ciclo vivido pela economia brasileira em 50 anos” — ai, ai! — terá produzido um crescimento 0,1% superior à média do primeiro mandato de FHC. Com uma diferença: aquele tinha tudo contra, incluindo o PT. Este teve tudo a favor, incluindo o PSDB.
Para mudar um pouco de assunto (recebi pedidos), resolvi escrever sobre o último filme que assisti.
O Libertino (The Libertine)
2003/Inglaterra
Direção: Laurence Dunmore
Elenco: Johnny Depp, Samantha Morton, John Malkovich, Paul Ritter
Conta a história de John Wilmot (Johnny Depp), o Segundo Conde de Rochester, rebelde sem causa e escritor literário da restauração inglesa do século XVII, nascido em 1° de abril de 1647 e morto aos 33 anos de idade, em 26 de julho de 1680.
A intenção do filme é fazer de Rochester um revolucionário dos costumes sociais, mas fica claro que falta densidade ao personagem, que não passa de um hedonista inconsequente. As peças de Wilmot abusam das metáforas pornográficas na ânsia pueril de chocar o espectador por chocar. Na frente do Marquês de Sade, que nem sequer foi genial, o conde não passa de uma espécie de Alexandre Frota da nobreza inglesa.
No entanto, Rochester tem algo de moderno, isso não se pode negar. Sua determinação em fazer das próprias taras uma causa coletiva, lembra certos ativistas da liberdade sexual, ardorosos defensores de exibições em paradas e festivais comemorativos em que celebram fantasias pessoais. Para o Libertino, o que era íntimo e particular deveria ser público e ostensivo. E coitado de quem discordasse. Como se a pluralidade de idéias fosse possível sem a divergência.
O roteiro é fraco, mas o filme vale pelas atuações de Deep, cujo trabalho admiro muito (detesto a palavra fã, que me faz lembrar de carência afetiva) e de Samantha Morton. Para quem deseja uma reconstituição primorosa combinada com um dilema moral sério, é melhor alugar o velho “Ligações Perigosas”.
As paixões políticas não podem fazer de nós cidadãos masoquistas, ansiosos pela desgraça geral. Então, vamos torcer para que as coisas andem, que ainda é de graça.
Nota do site do Cláudio Humberto desta quarta.
“Obra retomadaAs obras da Transnordestina recomeçaram segunda (13) em Missão Velha (CE). A primeira fase da obra terá dez pontes e vai até Salgueiro (PE).”

Pinocchio
Escultura em madeira de Ceroli
Post do blog do Reinaldo Azevedo desta quarta. Com esses números, fica complicado dizer que Lula foi reeleito por conta de um sucesso econômico que simplesmente não existiu.
“O ABN Amro Asset Management reduziu a estimativa de crescimento de 3% para 2,9%.” FHC, no primeiro mandato, fez 2,57% (média). Só que enfrentou várias crises. Lula, em contraste, vive os melhores quatro anos do pós-guerra da economia mundial. (…) Aquilo que Lula vendeu nos debates como o “mais extraordinário ciclo vivido pela economia brasileira em 50 anos” — ai, ai! — terá produzido um crescimento 0,1% superior à média do primeiro mandato de FHC. Com uma diferença: aquele tinha tudo contra, incluindo o PT. Este teve tudo a favor, incluindo o PSDB.
Por Paulo Sérgio Cordeiro, no site Ceará Agora.
“Não sou especialista em nada mas quero mexer em tudo. Quero ajudar o Ceará no que for possível”. Assim se referiu o deputado estadual e deputado federal eleito, Chico Lopes (PC do B), ao mandato que vai exercer nos próximos 4 anos na Câmara Federal.
Comentário do Wanfil
Analisando a assertiva do experiente parlamentar, podemos afimar que Lopes é especialista em dar pitacos sobre o que não entende.
Por Paulo Sérgio Cordeiro, no site Ceará Agora.
“Não sou especialista em nada mas quero mexer em tudo. Quero ajudar o Ceará no que for possível”. Assim se referiu o deputado estadual e deputado federal eleito, Chico Lopes (PC do B), ao mandato que vai exercer nos próximos 4 anos na Câmara Federal.
Comentário do Wanfil
Analisando a assertiva do experiente parlamentar, podemos afimar que Lopes é especialista em dar pitacos sobre o que não entende.