Intervenção grosseira

Do site do Cláudio Humberto:

Vejam aí a confirmação do que eu disse no post “Compostura”, sobre a visita de Lula ao “companheiro Chávez” na Venezuela. Já imaginaram se Bill Clinton, no exercício da presidência dos EUA, estando no Brasil em viagem oficial, fizesse campanha para FHC? O mundo desabava, e com razão, diga-se. Pois é, segundo Kant, a ética deve ser universalizada, isto é, não pode restringir-se à circunstâncias específicas. Ou falando no popular: não pode haver dois pesos e duas medidas.

Conselho eleitoral da Venezuela critica Lula – O diretor do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Vicente Díaz, chamou de “intervenção em assuntos internos” as declarações do presidente Lula em favor do presidente-candidato Hugo Chávez ontem, na inauguração de ponte na fronteira. Os jornais de oposição venezuelanos reproduziram a irritação de Díaz: “O presidente do Brasil não deve vir opinar sobre as eleições na Venezula, é intervenção grosseira, porque as eleições são entre venezuelanos, não queremos aqui nem os Estados Unidos, nem cubanos, brasileiros ou espanhóis opinando sobre temas estritamente venezuelanos”. Para o diretor do órgão fiscalizador do processo eleitoral da Venezuela, “declarações como essas sobre campanhas eleitorais têm conseqüências gravíssímas (…) se não ganhar o candidato que Lula apoiou, haverá ruído na relação entre países”, afirmou Díaz. Chávez é candidato à reeleição em 3 de dezembro.

Debilidade institucional

Coluna Política, por Fábio Campos, no O Povo:

A “debilidade institucional” do PSDB é uma marca do tucanato cearense. Não há instâncias. Sem elas, não há um partido. A “instância” é o líder que detém a caneta. Assim foi com Tasso Jereissati. As fidelidades eram mantidas não em cima de uma linha partidária, mas baseado no poder que emanava do controle das verbas e das ações administrativas. Não foi à toa que os tucanos cearenses quase sempre se recusaram a entrar no debate das idéias. O debate público. No poder, abriram mão do confronto de idéias. Não se dispuseram a “disputar” as posições do que se convencionou chamar de opinião pública. Daí, o peso da comunicação era exclusivamente voltado para a publicidade, geralmente via TV.

É verdade. Mas é bom não perdermos de vista que essa “debilidade institucional” não é privilégio de um partido ou de um estado da federação apenas, e sim de todo o sistema político-partidário nacional. Nem o PT, que é a mais orgânica e sofisticada dessas agremiações, conseguiu imunidade completa contra o caciquismo. A mão-de-ferro de José Dirceu expulsou Heloísa Helena, e Luizianne Lins não foi junto porque conseguiu a “instância da caneta” municipal.

No entanto, é preciso reconhecer que pelo menos o PT possui uma rede mínima de agentes e formadores de opinião, prontos a debater temas à luz de seus interesses. Da psicologia social até a ecologia, do apoio ao aborto até a Teologia da Libertação, o PT possui grupos que posicionam a sigla e divulgam idéias. Já o PSDB não; contentando-se em ver o debate político apenas como disputa eleitoral. Sem idéias, não existe debate, e o monólogo de um partido pode causar miragens que não correspondem à realidade.

Imprensa e poder

Charge do Angeli, na Folha de SP desta terça.

Intervenção grosseira

Do site do Cláudio Humberto:

Vejam aí a confirmação do que eu disse no post “Compostura”, sobre a visita de Lula ao “companheiro Chávez” na Venezuela. Já imaginaram se Bill Clinton, no exercício da presidência dos EUA, estando no Brasil em viagem oficial, fizesse campanha para FHC? O mundo desabava, e com razão, diga-se. Pois é, segundo Kant, a ética deve ser universalizada, isto é, não pode restringir-se à circunstâncias específicas. Ou falando no popular: não pode haver dois pesos e duas medidas.

Conselho eleitoral da Venezuela critica Lula – O diretor do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela, Vicente Díaz, chamou de “intervenção em assuntos internos” as declarações do presidente Lula em favor do presidente-candidato Hugo Chávez ontem, na inauguração de ponte na fronteira. Os jornais de oposição venezuelanos reproduziram a irritação de Díaz: “O presidente do Brasil não deve vir opinar sobre as eleições na Venezula, é intervenção grosseira, porque as eleições são entre venezuelanos, não queremos aqui nem os Estados Unidos, nem cubanos, brasileiros ou espanhóis opinando sobre temas estritamente venezuelanos”. Para o diretor do órgão fiscalizador do processo eleitoral da Venezuela, “declarações como essas sobre campanhas eleitorais têm conseqüências gravíssímas (…) se não ganhar o candidato que Lula apoiou, haverá ruído na relação entre países”, afirmou Díaz. Chávez é candidato à reeleição em 3 de dezembro.

Debilidade institucional

Coluna Política, por Fábio Campos, no O Povo:

A “debilidade institucional” do PSDB é uma marca do tucanato cearense. Não há instâncias. Sem elas, não há um partido. A “instância” é o líder que detém a caneta. Assim foi com Tasso Jereissati. As fidelidades eram mantidas não em cima de uma linha partidária, mas baseado no poder que emanava do controle das verbas e das ações administrativas. Não foi à toa que os tucanos cearenses quase sempre se recusaram a entrar no debate das idéias. O debate público. No poder, abriram mão do confronto de idéias. Não se dispuseram a “disputar” as posições do que se convencionou chamar de opinião pública. Daí, o peso da comunicação era exclusivamente voltado para a publicidade, geralmente via TV.

É verdade. Mas é bom não perdermos de vista que essa “debilidade institucional” não é privilégio de um partido ou de um estado da federação apenas, e sim de todo o sistema político-partidário nacional. Nem o PT, que é a mais orgânica e sofisticada dessas agremiações, conseguiu imunidade completa contra o caciquismo. A mão-de-ferro de José Dirceu expulsou Heloísa Helena, e Luizianne Lins não foi junto porque conseguiu a “instância da caneta” municipal.

No entanto, é preciso reconhecer que pelo menos o PT possui uma rede mínima de agentes e formadores de opinião, prontos a debater temas à luz de seus interesses. Da psicologia social até a ecologia, do apoio ao aborto até a Teologia da Libertação, o PT possui grupos que posicionam a sigla e divulgam idéias. Já o PSDB não; contentando-se em ver o debate político apenas como disputa eleitoral. Sem idéias, não existe debate, e o monólogo de um partido pode causar miragens que não correspondem à realidade.

Imprensa e poder

Charge do Angeli, na Folha de SP desta terça.

Compostura

Do Blog do Eliomar, extraído do Jornal Nacional ontem.

Lula ataca mídia e endossa a reeleição de Hugo Chávez

Essa é do presidente Lula, ao falar nesta segunda-feira durante visita à Venezuela, tendo ao lado o presidente desse país, Hugo Chávez:
- Quando fui a Caracas (em 2003) e vi a televisão, voltei ao Brasil dizendo a mim mesmo que jamais havia visto meios de comunicação agredindo um presidente da República como você foi agredido. Jamais imaginei que isso poderia ocorrer no Brasil e ocorreu o mesmo, querido companheiro.
Eis Lula dando uma forcinha a Chávez, por sinal, candidato à reeleição.

Comentário do Wanfil

Lula mais uma vez confunde o privado com o público. A opinião pessoal do cidadão Luís Inácio não pode se sobrepor à sua condição de governante, e portanto, de representante da nação. Em ocasiões oficiais, o presidente fala em nome do governo brasileiro, investido da institucionalidade do cargo que ocupa. Sem contar que o fato de o presidente do Brasil ir fazer campanha num país vizinho é uma inconveniência diplomática, um desrespeito aos cidadãos Venezuelanos, pois se trata de interferência indevida, de intromissão que fere a soberania daquele povo, agravada pelos ataques gratuitos e inapropriados feitos à imprensa e à oposição Venezuelana. É preciso ter mais compostura.

Outra coisa. Quem agrediu Lula? Quando? Qual foi a agressão? Foram mentiras? Quais? O presidente generaliza quando não especifica as acusações que faz. Dessa forma, a credibilidade de todos veículos e profissionais de imprensa comprometidos com a vigilância do poder também ficam sob suspeição.

Piadinha

Do site do Cláudio Humberto:

Pensando bem……o presidente Lula está cada vez mais esquerdista. Perdeu todos os braços-direitos que tinha: Zé Dirceu, Palocci, Gushiken…

Compostura

Do Blog do Eliomar, extraído do Jornal Nacional ontem.

Lula ataca mídia e endossa a reeleição de Hugo Chávez

Essa é do presidente Lula, ao falar nesta segunda-feira durante visita à Venezuela, tendo ao lado o presidente desse país, Hugo Chávez:
- Quando fui a Caracas (em 2003) e vi a televisão, voltei ao Brasil dizendo a mim mesmo que jamais havia visto meios de comunicação agredindo um presidente da República como você foi agredido. Jamais imaginei que isso poderia ocorrer no Brasil e ocorreu o mesmo, querido companheiro.
Eis Lula dando uma forcinha a Chávez, por sinal, candidato à reeleição.

Comentário do Wanfil

Lula mais uma vez confunde o privado com o público. A opinião pessoal do cidadão Luís Inácio não pode se sobrepor à sua condição de governante, e portanto, de representante da nação. Em ocasiões oficiais, o presidente fala em nome do governo brasileiro, investido da institucionalidade do cargo que ocupa. Sem contar que o fato de o presidente do Brasil ir fazer campanha num país vizinho é uma inconveniência diplomática, um desrespeito aos cidadãos Venezuelanos, pois se trata de interferência indevida, de intromissão que fere a soberania daquele povo, agravada pelos ataques gratuitos e inapropriados feitos à imprensa e à oposição Venezuelana. É preciso ter mais compostura.

Outra coisa. Quem agrediu Lula? Quando? Qual foi a agressão? Foram mentiras? Quais? O presidente generaliza quando não especifica as acusações que faz. Dessa forma, a credibilidade de todos veículos e profissionais de imprensa comprometidos com a vigilância do poder também ficam sob suspeição.

Piadinha

Do site do Cláudio Humberto:

Pensando bem……o presidente Lula está cada vez mais esquerdista. Perdeu todos os braços-direitos que tinha: Zé Dirceu, Palocci, Gushiken…

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