Do blog do Mino Carta
“CartaCapital [conta] com fidelidade canina à verdade factual, como a mídia transformou um crime comum em crime político no seu propósito de atingir Lula na campanha para as passadas as eleições. Trata-se, obviamente, do assassínio de Celso Daniel, que os patrões dos meios de comunicação e seus jornalistas trataram de atribuir a uma quadrilha orquestrada pelo PT. Leiam as conclusões finais da polícia, ao cabo de uma investigação excepcionalmente bem conduzida.”
Não li a matéria. Sei apenas que Carta Capital é um veiculo declaradamente lulista. Nada contra; não duvido da “fidelidade canina” da revista. Por isso entendo que Carta acuse de golpista ou de interesseiro os que discordam do seu ponto de vista. É interessante como Mino Carta, Marco Aurélio Garcia, Lula, José Genoíno e Zé Dirceu têm pensamentos parecidos sobre o papel da mídia na democracia brasileira. Para eles, ela só atrapalha, excetuando-se Carta Capital. Celso Daniel não era um qualquer. Era mais forte do que Palocci, por exemplo. E prefeito de Santo André, numa gestão marcada por desvios de dinheiro público, ou seja, corrupção. Mas não foi a imprensa ou a oposição que denunciaram o seu assassinato como crime político. Foram os irmãos de Celso Daniel. Seus parentes afirmaram categoricamente que o motivo do crime foram divergências quanto a destinação do dinheiro roubado. Bom, parece que as investigações concluiram que a teoria de crime político foi pura fantasia. Ou maldade. As autoridades não conseguem descobrir onde dois meliantes petistas conseguiram uma mala de dinheiro para comprar um dossiê fajuto, mas sobre esse intrincado assassinato, segundo Mino Carta, não há sombra de dúvida, foi crime comum. Para alguns casos, tanta eficiência, para outros…
Gostaria de fazer uma sugestão de pauta para a Carta Capital. Como tudo não passou de fofoca, é lícito supor que as mortes de oito pessoas ligadas ao caso – do graçom ao legista – foi mera coincidência, com pequena probabilidade de se repetir. Qual a chance de tantas pessoas que se viram num mesmo dia morrerem em circunstâncias esquisitas?
Affonso Romano de Sant’Anna é um dos maiores poetas brasileiros em atividade. A poesia abaixo foi publicada nos anos 80. Como podemos ver, os bons textos permanecem sempre atuais; não envelhecem nunca.
A Implosão da Mentira
Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente
mentem. Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.
(…)
(…)
E assim cada qual
mente industrial? mente,
mente partidária? mente,
mente incivil? mente,
mente tropical?mente,
mente incontinente?mente,
mente hereditária?mente,
mente, mente, mente.
E de tanto mentir tão brava/mente
constroem um país
de mentira
diária/mente.
Do blog do Mino Carta
“CartaCapital [conta] com fidelidade canina à verdade factual, como a mídia transformou um crime comum em crime político no seu propósito de atingir Lula na campanha para as passadas as eleições. Trata-se, obviamente, do assassínio de Celso Daniel, que os patrões dos meios de comunicação e seus jornalistas trataram de atribuir a uma quadrilha orquestrada pelo PT. Leiam as conclusões finais da polícia, ao cabo de uma investigação excepcionalmente bem conduzida.”
Não li a matéria. Sei apenas que Carta Capital é um veiculo declaradamente lulista. Nada contra; não duvido da “fidelidade canina” da revista. Por isso entendo que Carta acuse de golpista ou de interesseiro os que discordam do seu ponto de vista. É interessante como Mino Carta, Marco Aurélio Garcia, Lula, José Genoíno e Zé Dirceu têm pensamentos parecidos sobre o papel da mídia na democracia brasileira. Para eles, ela só atrapalha, excetuando-se Carta Capital. Celso Daniel não era um qualquer. Era mais forte do que Palocci, por exemplo. E prefeito de Santo André, numa gestão marcada por desvios de dinheiro público, ou seja, corrupção. Mas não foi a imprensa ou a oposição que denunciaram o seu assassinato como crime político. Foram os irmãos de Celso Daniel. Seus parentes afirmaram categoricamente que o motivo do crime foram divergências quanto a destinação do dinheiro roubado. Bom, parece que as investigações concluiram que a teoria de crime político foi pura fantasia. Ou maldade. As autoridades não conseguem descobrir onde dois meliantes petistas conseguiram uma mala de dinheiro para comprar um dossiê fajuto, mas sobre esse intrincado assassinato, segundo Mino Carta, não há sombra de dúvida, foi crime comum. Para alguns casos, tanta eficiência, para outros…
Gostaria de fazer uma sugestão de pauta para a Carta Capital. Como tudo não passou de fofoca, é lícito supor que as mortes de oito pessoas ligadas ao caso – do graçom ao legista – foi mera coincidência, com pequena probabilidade de se repetir. Qual a chance de tantas pessoas que se viram num mesmo dia morrerem em circunstâncias esquisitas?
Affonso Romano de Sant’Anna é um dos maiores poetas brasileiros em atividade. A poesia abaixo foi publicada nos anos 80. Como podemos ver, os bons textos permanecem sempre atuais; não envelhecem nunca.
A Implosão da Mentira
Mentiram-me. Mentiram-me ontem
e hoje mentem novamente. Mentem
de corpo e alma, completamente.
E mentem de maneira tão pungente
que acho que mentem sinceramente.
Mentem, sobretudo, impune/mente.
Não mentem tristes. Alegremente
mentem. Mentem tão nacional/mente
que acham que mentindo história afora
vão enganar a morte eterna/mente.
(…)
(…)
E assim cada qual
mente industrial? mente,
mente partidária? mente,
mente incivil? mente,
mente tropical?mente,
mente incontinente?mente,
mente hereditária?mente,
mente, mente, mente.
E de tanto mentir tão brava/mente
constroem um país
de mentira
diária/mente.
Ceará
Diário do Nordeste: Deputados se unem pela siderúrgica
O Estado: Paz ou revoada no ninho tucano
O Povo: Siderúrgica: muita conversa, nenhuma decisão
Brasil
Folha: Pior atentado deixa 161 mortos no Iraque
Estadão: Governo reduz R$ 12 bi em impostos para empresas
Globo: Menor pode ter confessado crime para proteger irmão
Ceará
Diário do Nordeste: Deputados se unem pela siderúrgica
O Estado: Paz ou revoada no ninho tucano
O Povo: Siderúrgica: muita conversa, nenhuma decisão
Brasil
Folha: Pior atentado deixa 161 mortos no Iraque
Estadão: Governo reduz R$ 12 bi em impostos para empresas
Globo: Menor pode ter confessado crime para proteger irmão