A hora da escolha
Diário do Nordeste
O governador Cid Gomes (PSB) está com dificuldade de montar a sua equipe em razão de algumas indicações de nomes feitas pelos partidos aliados que não correspondem com o perfil estabelecido por ele para o secretariado. Os correligionários fizeram indicações, mas não sabem em que cargos alguns deles podem ser aproveitados. O próprio Cid, segundo correligionários do PT, do PC do B, do PMDB e do PSB, não tem tratado especificamente sobre esse ou aquele cargo com nenhum dos dirigentes partidários.
Os critérios adotados para a composição da equipe de governo de Cid Gomes, serão a base moral da futura gestão. Se escolher acomodar interesses e disputas partidárias cedendo cargos de menor importância para aliados, ou então se lotear pastas para que líderes partidários indiquem nomes, Cid estará rifado. Perderá a autoridade de cobrar e de impôr suas próprias determinações. Por outro lado, se optar por um perfil técnico para compor o secretariado, arrisncando-se a descontentar esse ou aquele grupo de pressão, manterá o comando e garantirá a qualidade das ações governamentais. Dividir o poder com correligionários é legítimo e justo, mas deixar que uma secretaria vire objeto de barganha é a perdição da administração. Na esfera federal, o espaço de manobra para o chefe do executivo é menor, dada a complexidade das relações intitucionais. Mas no âmbito estadual, e ainda mais com uma Assembléia Legislativa que lhe é simpática, o governador Cid não deve ter outra coisa em mente, que não seja metas e resultados. No fim, esse será o seu trunfo político.
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