"Reconhecer é aprender, meu amor."
Aprendemos com Santo Agostinho que o exame individual da consciência precede qualquer transformação social.
Pois é. Não deu para atualizar o blog durante os festejos natalinos. Mas não foi só isso. Fiquei sem micro justamente nesse final de semana. Isolado do mundo. Como a hora é de fazer balanços pessoais, pensar em novas metas, planejar novos rumos e estratégias, tal imprevisto veio mesmo a calhar.
De qualquer forma, esse é um período do ano que nos toca, e sempre temos vontade de partilhar esperanças e votos de otimismo, sempre ficamos mais desejosos de um mundo melhor. Às vezes corremos o risco de pecar pelo excesso de sentimentalismo, a ponto de perdermos de vista os nossos limites, ou a proteção da sensatez. Fica aquela coisa: “Que os nossos corações possam espalhar a paz pelo mundo, e que a felicidade nos acompanhe todos os dias” etc, etc. Ou pior: “No próximo ano serei paciente e caridoso com nunca fui, doarei generosas somas…” Promessas, promessas. Mas para fazermos um mundo melhor, é necessário nos melhorarmos individualmente. Como vocês sabem, o indivíduo é a primazia do liberalismo. Assim é que, antes de querer transformar os outros à força, como certos humanistas do naipe de um Che Guevara queriam, é preciso mudar a si mesmo. E para isso, é importante reconhcermos nossas fraquezas.
Nas Confissões de Santo Agostinho, aprendemos que refletir sobre nós mesmos não é tarefa fácil como nos ensinam os manuais de auto-ajuda. A obra de Agostinho transcende o ato de fé e alcança as alturas do pensamento filosófico pertinente e duradouro. Para o Santo católico (religião que não comungo), o exame da consciência não pode valer-se de subterfúgios, de pequenas mentiras, de relativismos, pois se cremos em Deus, é certo que Ele, sendo infititamente perfeito, é onisciente e onipresente. Não há como enganar a Justiça Divina. Esconder nossos erros de nós mesmos, portanto, é inútil. Essa lógica permitiu a Santo Agostinho ser severo consigo mesmo, quando a maioria de nós somos complacentes em relação aos nossos defeitos.
É isso. obviamente eu não consigo fazer como Santo Agostinho. Faltam-me preparo analítico e estoicismo. Mas nesse Natal pensei que essa seria uma boa régua para tentar identificar os meus erros e medir a valia dos meus atos – que a rigor, são os únicos que posso realmente mudar. Como diz o roqueiro Nasi: “Reconhecer é aprender, meu amor”.
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Liberte-se pelo Amor: Encontre a Liberdade no Eterno Amor — 23/11/2009 @ 21:44
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