Combater a violência contra a mulher não significa defender o aborto
Diário do Nordeste – Ministra defende políticas para as mulheres e incentivo ao emprego e à igualdade no mercado de trabalho – A violência fomentada pelo machismo, que persiste no País, é o principal problema enfrentado pelas mulheres brasileiras, que também sofrem com a falta de oportunidades de trabalho, um sistema educacional discriminatório, que reproduz estereótipos; e a carência de políticas que assegurem seus direitos sexuais e reprodutivos (grifo meu). A avaliação é da ministra Nilcéia Freire, titular da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), vinculada à Presidência da República.
É verdade que o machismo, associado a covardia, pode desencadear violência criminosa que deve mesmo ser combatida. Disso ninguém duvida. No entanto, é bom lembrar que isso não tem nada a ver com “direitos sexuais e reprodutivos”. Aí saímos das regras de convivência para as concepções ideológicas. Uma das maneiras de convencer o público a aderir a uma causa polêmica é associá-la com uma outra de aceitação geral. Trata-se de uma manipulação da linguagem, um turque antigo. Alguém é a favor da violência? Não. Portanto, vinculando o termo violência a qualquer outro, como por exemplo, a proibição do aborto, estamos forçando uma conclusão falsa por analogia: proibir o aborto é uma violência, quando, na verdade, a violência consiste no contrário, na interrrupção da vida. No caso dos “direitos reprodutivos”, é comum associá-los a idéia de liberdade. Quem é contra a liberdade? Mas é importante salientar que falam apenas da liberdade dos reprodutores (abostistas), diga-se, e não dos reproduzidos (abortados). Por isso, é preciso separar as coisas.
Toda essa conversa da ministra Nilcéia tem um objetivo claro, prevista nos documentos produzidos pelo PT: a legalização do aborto em qualquer circunstância e a qualquer momento. Nesse caso, assumem a imprecisa forma retórica de políticas que assegurem os tais “direitos sexuais e reprodutivos”. Sendo mais claro, é o direito de mães e pais arrependidos fazer controle de natalidade matando crianças. Sinceramente, não sei onde esses são direitos cerceados no Brasil. Todos são livres para fazer o que quiserem, até filhos, mas no caso de uma gravidez, ou seja, de uma terceira vida, todos são obrigados a arcar com as consequência do fizeram. O nome disso é responsabilidade, e querer eliminar uma vida para garantir a imprevidência de outras pessoas, é assassinato. É simples ou não é?
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