Queremos conjugar no futuro do presente ou do pretérito?
Alguns futurólogos e adivinhos, de tanto viverem o futuro, esquecem-se do presente e do passado.
Leiam o post abaixo deste. O Brasil ficou para trás, se comparado aos países emergentes que fizeram as devidas reformas, exugaram suas máguinas administrativas e adotaram rígido controle de gastos. Agora leiam alguns trechos de um artigo publicado ontem, no O Povo, assinado pelo futurólogo e deputado federal José Pimentel (PT-CE), aquele que foi designado para operar um dos maiores estelionatos eleitorais da história, no papel de relator da reforma da Previdência, condenada e combatida pelo PT durante os anos de oposição. Com esse histórico de credibilidade, Pimentel anuncia novos amanhãs cheios de expectativas e previsões para investimentos que serão feitos pelo inconsistente Plano de Aceleração do Crescimento – PAC. Ou seja, em vez de dar satisfações sobre o que fez (no caso, pelo que não fez), o fiel deputado promete mais e muito. Notem que os discursos governistas vivem um eterno futuro do presente (investirá, fará, transformará), enquanto suas ações agonizam num frustante futuro do pretérito (cresceria, poderia, queria). O texto acusa como entraves para o crescimento justamente as medidas tomadas pelos países quem crescem, anuncia um fabuloso investimento em infra-estrutura de 504 bilhões de reais, e depois confessa que o Estado, que para precisa ser grande e forte, instirá apenas 67 bi, ficando o resto com a gananciosa… iniciativa privada.
ESTADO VOLTA A PLANEJAR E DEFINIR POLÍTICAS – Lula inicia o seu segundo mandato com o lançamento do PAC. É a volta do Estado que planeja, aponta caminhos, define políticas e incentiva novos investimentos. (…) A expectativa de investimento em infra-estrutura até 2010 é R$ 503,9 bilhões, sendo R$ 67,8 bilhões com recursos do Orçamento e o restante proveniente das estatais e da iniciativa privada. Somente em habitação serão investidos R$ 106 bilhões, beneficiando quatro milhões de famílias. O saneamento básico receberá R$ 40 bilhões em investimentos. Estão previstas as obras de integração do rio São Francisco a bacias hidrográficas do Nordeste, além de sua revitalização. Em todo o país, serão investidos R$ 274,8 bilhões em infra-estrutura energética. O Ceará receberá recursos para o Canal da Integração, duplicação da BR 222, Metrofor, reforma do Aeroporto Pinto Martins, Transnordestina, melhorias nos portos de Fortaleza e Pecém, além de projetos de biodiesel e gás natural. Em todo o país, serão recuperados 42 mil quilômetros de rodovias. Para ler o texto completo, clique aqui.
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