O assunto da moda agora é mudar a legislação para acabar com a violência e o crime de uma canetada só. Ótimo, as coisas podem e devem ser aprimoradas, tudo bem, nada contra. Mas, convenhamos, o problema no Brasil é o não cumprimento da legislação, que gera impunidade. Relembrando: os mensaleiros foram reeleitos, Palloci conseguiu imunidade e por isso não está na cadeia, Lula foi eleito com dinheiro sujo, conforme a confissão do seu marqueteiro Duda Mendonça, Valdomiro Diniz sumiu, e a ciosa Polícia Federal não descobriu nem descobrirá de onde veio o dinheiro do dossiê fajuto e dos dólares da cueca. Como dizer a um “adolescente desprotegido” que fumar maconha é errado? Uma república democrática tem como instrumento normativo máximo a constituição, e todos - t o d o s - devem cumprí-la. No entanto… Vejam essas acintosas declarações do presidente Lula, transcritas no blog do Reinaldo Azevedo.
“Reconheço a justeza de todos os pleitos bolivianos”. “Eu não esqueço que somos chefes de Estado de países soberanos, que precisamos agir como chefes de Estado, cada um em defesa de seu país; mas, antes de ser presidente da República, tu, na Bolívia, e eu, aqui no Brasil, nós éramos companheiros no movimento sindical, e não podemos permitir que essa nossa primeira relação seja diminuída porque hoje somos presidentes”.
Entenderam? O presidente da Bolívia - país apto a produzir apenas artesanato - Evo Morales, ordenou a expropriação (roubo) das instalações da Petrobrás naquele país, que eram investimentos legais feitos com o dinheiro dos contribuintes brasileiros, gerando emprego e transferindo tecnologia para os nossos vizinhos. Não satisfeito, Morales impôs ao Brasil um aumento de preço no gás à revelia dos contratos assinados. E qual a nossa reação? Foi a que vimos acima. Diferentemente das privatizações, onde os interessados compram por um preço fixado, investem na ampliação dos serviços e pagam impostos, a agressão de Morales e a pusilanimidade de Lula é que configuram entreguismo. Em nome da soberania da Bolívia, Lula confessa, publicamente, que interesses anteriores e alheios à sua condição de Chefe da Nação orientam o seu governo. As ações de Estado, portanto, se submetem às ações políticas de companheiros. Por lei, a incumbência da defesa dos interesses nacionais é do Presidente da República, que não podem ser definidos por considerações de natureza particular. Mas no Brasil, a lei, para alguns, é apenas um detalhe.
A América Latina, sob a liderança dos bons companheiros Fidel, Chavez e Lula, caminha na contramão da história. Estatização, falta de investimentos, corrupção, enfraquecimento das instituições democráticas, redes de assistencialismo populistas, ineficiência econômica, tudo isso é o prelúdio de um tempo de autoritarismo e mais pobreza.
Para terminar, leiam o comentário de Azevedo.
“Se vocês querem ter uma dimensão do tamanho e da importância do Brasil no mundo, peço que façam um exercício: imaginem um presidente americano, qualquer um, que dissesse dever mais fidelidade à sua condição anterior do que à Presidência da República. No dia seguinte, o Congresso proporia uma moção de impeachment. E ele iria pra casa. No Brasil, faremos o quê?”.