07 Fev

Distribuição de preservativo nas escolas: Papel do Estado?

O texto a seguir foi publicado no blog do Reinaldo Azevedo. Fala da distribuição de camisinhas e de uma cartilha que “ensina” sexo nas escolas públicas, destinadas a um grupo que varia de jovens de 13 (!) - isso mesmo, 13 - a 19 anos. É uma questão sobre a qual vale à pena refletir. Muitos acham que não devemos fechar os olhos para o que já acontece, que esses jovens irão inevitavelmente praticar sexo irresponsável, e que o melhor seria as autoridades encaminhá-las para o que elas consideram ser o melhor. Mas a discussão não se limita a isso. Há uma questão de caráter, moral e função do Estado subjacente no projeto. Os termos utilizados na cartilha, conforme a denúncia de Azevedo, são constrangedores e agressivos. Confiram alguns trechos.

“Quando o governo anunciou a disposição de instalar máquinas para distribuição de camisinhas, escrevi aqui (…) que se tratava de incentivo ao sexo, não à prevenção. (…) Em vez de combater a gravidez precoce e a Aids, a iniciativa traz o risco potencial de provocar o aumento de ambas. (…)Opus-me a essa história de distribuir camisinhas, antes de tudo, porque é contraproducente. Mas não só. A educação sexual cabe à família, não ao Estado.”

“Ok, senhores progressistas, deixo então seus filhos, filhas, irmãos, irmãs, sobrinhos, sobrinhas, netos e netas expostos à cartilha que o governo federal pretende distribuir nas escolas (veja nota abaixo). Deixo suas crianças entregues à clarividência moral do PT e de Luiz Inácio Lula da Silva.”

“[Na] cartilha sexual [os jovens] lerão (…) coisas assim:- O beijo é como chocolate por “aguçar todos os sentidos” e “liberar endorfinas”. E tem uma vantagem: “queima calorias”, ao contrário do doce.- Há espaço na cartilha para o estudante — de 13 a 19 anos, reitero — relatar suas “ficadas”. E o governo federal ensina que ficar compreende “beijar, namorar, sair e transar”.- O pênis com a camisinha é chamado de “O pirata de barba negra e de um olho só [que] encontra o capuz emborrachado”. A associação entre pênis e pirata merece um estudo…- O uso dos verbos no imperativo não deixa a menor dúvida: “Colocar o preservativo pode ser uma excelente brincadeira a dois. Sexo não é só penetração. Seduza, beije, cheire, experimente!”. A cartilha de Lula é pornografia pura e simples.”

“Quem se dirige a crianças e adolescentes nessa linguagem tem problema. Precisa se tratar. Se algum adulto, na minha presença, referir-se a sexo, nesses termos, com as minhas filhas no ambiente, leva um tapão na orelha. Leva um pé no traseiro.”

“E o que a representante do governo pensa de os pais eventualmente reprovarem a iniciativa oficial? Ela não reconhece o pátrio poder nesse caso e expropria esses idiotas de qualquer direito. Diz ela: “O foco é o jovem, não a eventual censura que possa vir de um pai. A realidade é essa, ficar, hoje, é parte da vida de muitos jovens, e o caderno é para anotações pessoais”.”

Para ler o texto completo, clique aqui.

Uma Resposta para “Distribuição de preservativo nas escolas: Papel do Estado?”

  1. Wanderley Filho escreveu:

    Olá,

    Sou psicóloga,psicoterapeuta sexual e educadora sexual. Escrevi o livro SEXO SEM FRESCURA, no sentido de, contribuir para a educação que é negada, visto ser íntima.Escrevi de forma simples que ajuda ao indivíduo na CONSTRUÇÃO DO SEU CONHECIMENTO.
    Transpus para o livro, parte,do que ensino/trabalho com o paciente.
    E meu livro ensina sim como SENTIR ORGASMO e como CONTROLAR A EJACULAÇÃO. Jovens podem e devem ser SEM SUSTO. Teoria antes de prática.

    Agora, o seu comentário aqui disponibilizado,sobre a TAL CARTILHA, me assustou.Até porque, eu percebo ser a energia sexual…..SAGRADA. Não devemos ensinar sobre PRAZER SEXUAL,RITUAL SEXUAL, impondo frases de ÉPOCAS, porém, usar uma linguagem natural,misto da cultura mundial, sem no entanto ser VULGAR.
    Eu percebo, também, no nosso país a FALTA DE RESPEITO a todo processo humano relacionado À SEXUALIDADE E SEXO. É um tema sempre explorado com
    banalização, vulgarização. Uma fábrica de CEGOS, guiados por muitos cegos.

    Me perdoem, os profissionais que ousaram fazer tal CARTILHA, mas…….quando alguém se propõe a fazer algo, e este alguém é o GOVERNO, eu pressuponho,devesse ser e estar MELHOR ORIENTADO por profissionais da área específica, no caso EDUCADORES SEXUAIS,( estudiosos talvez da SBRASH que pesquisa há anos o comportamento sexual do brasileiro, e suas interfaces).
    Não temos uma cultura religiosa que COBRE do cidadão as posturas que os dogmas IMPÕEM. Somos livres.Temos a ciência, que socorre, propiciando também explicações Somos adultos, e sabemos como cada ser humano, na sua individualidade e privacidade/intimidade sexual, se comporta, e se direciona em busca do prazer, e mais, sabe-se que todo comportamento sexual é resultado da história EMOCIONAL INDIVIDUAL.

    Ensinar sim, sobre O QUE É, COMO CONTROLAR, COMO FAZER PARA SENTIR O PRAZER, a IMPORTÂNCIA da MATURIDADE EMOCIONAL,da RESPONSABILIDADE EMOCIONALe SOCIAL para a vida SEXUAL individual, também o como usar a ENERGIA SEXUAL para crescimento espiritual; COMO USAR CORRETAMENTE- respeitando a fragilidade e incapacidade de defesa do objeto desejado.

    A religião fez o papel ORIENTADOR do comportamento humano no meio social.Quando surgiu a escola, muito do ensinado através das religiões passou a ser papel EDUCATIVO.Com o crescimento demográfico, o ESTADO criou normas,leis.
    Se cabe ao ESTADO,À IGREJA ou à FAMÍLIA a educação sexual, isto me parece item para SEMINÁRIO ou tese de pesquisa. A verdade é que todos três, continuam se OMITINDO, e temos o que aí está.
    Mas impor as palavras através de piadinhas, é criar uma anti-cultura, é reforçar a VULGARIDADE e manter o DESCONHECIMENTO sobre ENERGIA SEXUAL.

    Abraços,
    Marízia Bonifácio

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