Questão de postura e transparência
“Essa combinação entre certo senador do Ceará, vereadores de oposição à administração do povo de Fortaleza e presidente de instituição pública que tem a prerrogativa de fiscalizar, não pode estar correta. Não vamos admitir nenhum tipo de chantagem ou interesses políticos eleitoreiros que tentam ofuscar a beleza da maior, mais tranqüila e segura festa popular e democrática da história de Fortaleza. Isso é apenas um sinal de que a campanha de 2008 já começou”. – Luizianne Lins (PT), sobre as denúncias de gastos elevados com a festa de reveillon, em resposta ao jornalista Fábio Campos, do O Povo.
As afirmações da prefeita nada explicam. Nem sequer entram no mérito da questão. A administração municipal ficou acuada com um simples questionamento. Afinal, como foi gasto o dinheiro do reveillon? Na falta de respostas convincentes, o Ministério Público deve agir. Assim espero. Reveladora mesmo, é a maneira como a prefeita argumenta. É notória a manifestação de uma disposição autoritária. Reparem que Luizianne afirma que a oposição é contra a “administração do povo de Fortaleza”. O velho eles, a elite, contra nós, o povo. O poder pode até emanar do povo, mas a responsabilidade é do gestor eleito e das instituições. Em certas situações, o pudor e a compostura são obrigações inerentes à posição que se ocupa.
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