Feitos um para o outro

O cientista político brasileiro Mangabeira Unger, professor titular da Universidade Havard, nos EUA, foi convidado para a Secretaria de Ações de Longo Prazo, com status de ministro.

O site do jornalista Cláudio Humberto traz um artigo de Unger, publicado em 2005, na Folha de São Paulo. No texto, o provável ministro afirma categoricamente que o governo Lula é o mais corrupto da história do Brasil. Vejam o primeiro parágrafo:

“AFIRMO que o governo Lula é o mais corrupto de nossa história nacional. Corrupção tanto mais nefasta por servir à compra de congressistas, à politização da Polícia Federal e das agências reguladoras, ao achincalhamento dos partidos políticos e à tentativa de dobrar qualquer instituição do Estado capaz de se contrapor a seus desmandos.” Para ler a íntegra, clique aqui.

Roberto Mangabeira Unger gosta de posar de mentor intelectual de políticos. Primeiro foi Paulo Brossard, depois Leonel Brizola e por último, Ciro Gomes. Sua idéia é a de que somente governantes populares (ou populistas), podem quebrar os vícios cristalizados nos regimes democráticos e fazer, na marra, as reformas necessárias. Em outras palavras, ele acredita que o apoio popular autoriza a sobreposição do poder Executivo sobre o Judiciário e o Legislativo. Hugo Chaves iria amá-lo.

Lula chama Tasso para encontro. É hora de cobrar a dívida do presidente com o Ceará

Post do Blog do Eliomar

O senador Tasso recebeu o convite hoje pela manhã, durante telefonema do próprio presidente. Neste momento, ele está reunido com a executiva nacional do PSDB, em Brasília.
Antes de entrar para essa reunião, o tucano comentou o convite feito por Lula: “Achei de bom alvitre aceitar o convite como gesto de civilidade e polidez democrática. No entanto, não significa nenhum tipo de aproximação político-eleitoral. Significa a nossa vocação de estarmos sempre abertos ao diálogo”.


Autoridades reunidas em tom de civilidade é algo que não pode ser condenado, claro. O gesto de ambos sinaliza disposição democrática. Ótimo. Mas é bom o senador ir desconfiado. Faz cinco anos que o Ceará não vê uma, apenas uma, obra federal. O petista adora fazer seus interlocutores de meninos de recado, do tipo: “O presidente garantiu que a siderúrgica será instalada”, ou “Lula quer marcar uma reunião entre técnicos e parlamentares”. O negócio é cobrar quem prometeu. O sujeito angariou votos garantindo, com imagens na propaganda eleitoral, a viabilização da siderúrgica. Com omeu avô, descobri que para ser respeitado, é preciso se respeitar. E que a primeira regra para se respeitar, é fazer valer, sempre, a palavra empenhada.

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