Inocentes úteis
Dica de filme: A Queda - As última horas de Adolf Hitler (Alemanha/2004). Baseado no relato da secretária do Füher. Obviamente, a figura do chefe a fascinava. A moça, boa e gentil, era, na sua passividade, uma agente do mal. Aliás, na cena final, a própria secretária, já idosa, afirma não ter certeza se sua indiferença era mesmo ingenuidade, pois, no fundo, ela sabia o que acontecia. Alugem, é imperdível.
A lembrança do filme veio a propósito de um artigo publicado no O Povo deste sábado, assinado pelo professor de Economia Política Francisco Teixeira (UECE/Unifor), com o título Economia Solidária. Eis o trecho que me chamou a atenção:
“A economia solidária tem história. Vem de longe, desde os tempos em que os socialistas utópicos acreditavam que poderiam construir uma comunidade de produtores associados em oficinas e fábricas, cooperando como consumidores e administradores de suas próprias atividades. Julgavam que assim poderiam combater a sociedade capitalista, construindo dentro dela uma forma diferente de sociabilidade. Não foram muito longe. Sem tomar o poder político, será inexeqüível construir uma sociedade dentro da sociedade, como assim argumentava Marx, em 1864.”
Sem tomar o poder político? Tomaram sim. Na ex-URSS, na China, no Cambodja, em Cuba… Será possível que as pessoas não entendam o mal causado pela doutrina socialista? Não lhes bastam os mais de cem milhões de cadáveres produzidos no século 20? Este blog, no post Catecismo do Mal, mostrou a essência da formação moral e intelectual do gurus dessa turma:
É como diria Natchaiev, autor do Catecismo Revolucionário que levou Lenin à tomada do poder na Rússia: “Para se chegar aos fins pretendidos, será necessário incrementar o escândalo, o vício e a delação. Tudo deverá ser reduzido ao mesmo denominador comum. Provocaremos convulsões e o fundamental será o povo acreditar que temos consciência dos nossos objetivos igualitários. Espalharemos incêndios, criaremos lendas, daremos armas aos conspiradores. Então começará a desordem! O mundo marchará numa confusão jamais atingida. As trevas cobrirão tudo e a Terra chorará seus antigos deuses!”
Como é possível que alguém defenda isso? Ora, simples. Muitos nem sabem que o fazem, como a secretária de Hitler. Mas é preciso denunciá-los. E a única forma de desmascarar um argumento falso é denunciar seu efeito enganador, não importanto as boas intenções de seus propagandistas.




