O show de jornalismo do Jornal Nacional e da Veja
Agora o Brasil conhece o decoro de Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, bem como a eficiência do Conselho de Ética da instituição.
Não fossem a Editora Abril, com a revista Veja, e a Rede Globo, com o Jornal Nacional, Renan e companhia não teriam com o que se preocupar. Curiosamente, esses são os veículos informativos mais criticados por certos setores, notadamente entre os apoiadores do governo federal. Toda vez que um ou outro insiste em investigar casos de corrupção, são acusados de parcialidade ou de golpistas.
Nas faculdades de comunicação, falar mal de Veja e do JN garante aos acusadores uma reputação de crítico independente. Da mesma forma, elogiá-los não pega bem, e o rótulo de moralista cínico é inevitável. Não que a revista e o telejornal não errem, ou não possam ser criticados. O problema é a predisposição para sempre fazer isso, automaticamente, apenas para reforçar a um discurso influente, o esquerdismo de resultados.
Para os que assumem essa postura, isento são Caros Amigos e Carta Capital, dois noticiosos que, não por acaso, são grandes anunciantes de propaganda governamental. A depender da qualidade e isenção da cobertura jornalística que fazem, os brasileiros pensariam, por absoluta falta de notícias, viver na Finlândia, o país com menor índice de corrupção no mundo. É fuga e servilismo. Veja e Globo neles.
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