Colaboração do leitor
Este post é uma colaboração do estudante de jornalismo Güs Vieira, da Agência FA7. O blog agradece o apoio.
Cargos de confiança e corrupção
Há quase dois anos, em meio à crise do mensalão, o governo Lula prometeu reduzir o número dos chamados “cargos de confiança”. Esses cargos públicos, preenchidos por indicação política, representam a porta de entrada para a corrupção. [E para o aparelhamento da máquina por um partido].
Por esse motivo, os países desenvolvidos se empenham cada vez mais em reduzir e controlar esses cargos. Enquanto França e Reino Unido, possuem 500 e 700, respectivamente, cargos desse tipo, o Brasil disponibiliza nada menos que 21.440 vagas para apadrinhados políticos. E esse número vai aumentar.
Recentemente o governo não só anunciou a criação de mais 660 cargos, como pretende reajustou em até 139% os salários dos ocupantes destes postos. Economistas e analistas políticos condenam o loteamento de cargos por vários motivos. O custo é alto: R$528 milhões a mais por ano, a partir de 2008. Além disso, afastam os técnicos e funcionários de carreira de carreira, geralmente mais leais às necessidades da população do que a padrinhos políticos. [Não custa lembrar que o PT cobra um "dízimo" ao seus filiados que ocupam cargos de confiança].
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