Homem da luta do povo
Duas propostas de emenda à Constituição – uma de iniciativa do senador Marco Maciel (DEM-PE) e outra do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) – que tratam da fidelidade partidária e do final das coligações proporcionais nas eleições em todo o Brasil, deixaram de ser votadas devido pedido de vistas do senador Inácio Arruda (PCdoB-CE).
As propostas, com pareceres favoráveis do relator Tasso Jereissati (PSDB-CE). Com o pedido de vistas, as matérias serão votadas somente depois do recesso parlamentar de julho, quando se espera a retomada da discussão e votação da reforma política.
Blog do Wanfil
O senador Inácio Arruda, eleito graças ao apoio do presidente Lula, tem se notabilizado pela atuação, digamos, pragmática. Já defendeu o senador Renan Calheiros (afirmou ser tudo uma questão meramente política), foi omisso no caso da siderúgica, e agora tenta postergar a reforma política.
Uma coisa é certa: o sistema partidário no Brasil não serve. Mas o PC do B de Inácio é contra as reformas por se beneficiar da frouxidão reinante, que permite que siglas inexpressivas dividam espaços com partidos maiores. Os partidos de aluguel, que servem apenas a interesses pessoais, existem porque pequenos partidos com tradição (PCDOB e PDT, por exemplo), não querem perder a boquinha, mesmo que não tenham voto.
Se a mensagem de um partido não desperta o interesse de uma parcela significativa da sociedade, que essa sigla se resigne com sua pequenez. Ou então que atualize suas propostas. Não pode é ficar como está. Ô Inácio!