O MST é uma máquina de sugar recursos públicos. Isso todos sabem. Como eles gastam esse dinheiro é que são elas. Cerca de 250 manifestantes invadiram a reitoria da Universidade Estadual do Ceará – UECE, exigindo a liberação de verbas para um programa de “alfabetização” de adultos. Leiam trecho de matéria assinada por Tiago Braga, do O Povo:
O vice-reitor da Uece, João Nogueira Mota, explica que o dinheiro ainda não foi liberado porque há um item incorreto na prestação de contas da primeira parcela. De acordo com ele, os recibos foram feitos de maneira errada e os recursos só poderão ser repassados caso haja a modificação desses recibos de acordo com o que exige a Secretaria da Fazenda (Sefaz). “Os recursos públicos não podem ser deliberados de qualquer maneira. Se não prestar conta de forma correta e a fiscalização descobrir, quem vai pagar é a instituição que liberou os recursos”. (…) A coordenadora estadual do setor de educação do MST, Lucilene Lemos, (…) afirma que caso seja necessário o grupo vai assumir o compromisso de trazer os recibos corretos até a data estabelecida pelo reitor.
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Experimente, caro leitor, entregar uma declaração de imposto de renda com 1 centavo não explicado, e veja o que lhe acontece. Já para a educadora do MST, “caso seja necessário”, ela pode fazer o favor de dizer como gastou o dinheiro dos contribuintes. Como assim caso seja necessário? O que será que ensinam nas escolas do MST? Ora, se invadir e roubar propriedades privadas lhe é permitido ao arrepio da lei, com o devido apoio da omissão das autoridades fundiárias, prestar contas do uso de dinheiro público é que não deve ser problema para o movimento. Isso não cheira bem. Sugestão: O Ministério Público poderia ajudar o MST a conferir essas contas.
Espero que o reitor da UECE, Jáder Onofre, entre na Justiça com um pedido de reintegração de posse, sob pena de prevaricação. Sabem como é, a universidade é pública. Não pode ser privatizada por movimentos populares.
O poeta Francesco Petrarca (1304-1374), um dos maiores nomes da literatura universal, passou ridículo ao ser agraciado com uma coroa de louros no Capitólio, em Roma. Foi convencido por Cola di Rienzo, político que sonhava em restaurar o Império Romano em pleno século 14. O gênio não salvou Pertrarca dos vexames da vaidade. Imaginem o que pode acontecer com alguém tão vaidoso quanto, mas bem menos talentoso e preparado….
Da
Folha Online desta quarta:
Lula diz em MT que tem duas orelhas para escutar vaias e aplausos – (…) Em Cuiabá,
o presidente disse que as pessoas que estão vaiando “são os que ganharam muito dinheiro neste país” no governo Lula. “Aliás, a parte mais pobre é que deveria estar mais zangada, porque ela teve menos do que eles [os que ganharam dinheiro] tiveram. É só ver quanto ganharam os banqueiros, é só ver quanto ganharam os empresários”, comentou.
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Lula acusou o golpe. Se as vaias não o preocupassem, as viagens para o sul do país não teriam sido canceladas e substituídas pelo nordeste, onde a massa assistida pelos programas federais (e menos informada) lhe é mais receptiva. Como resultado, os discursos de Lula passam a ter um conteúdo mais agressivo, estilo campanha eleitoral, variando entre acusações à oposição e o apelo a uma divisão de classses: os ricos contra os pobres. Tal qual como no mensalão.
Desse vez, no entanto, o presidente se atrapalhou. Tradicionalmente, esse tipo de retórica chavista sugere que os ricos reclamam das perdas que tiveram em função dos ganhos que o governo concedeu aos mais pobres. A elite não suportaria justiça social. É o tipo de mentira que costuma a dar ibope, especialmente se o emissor for um líder populista. O inusitado é que o truque seja revelado pelo próprio mágico. Foi Lula quem admitiu que os ricos nunca ganharam tanto dinheiro como no seu governo. Por algum motivo, segundo o presidente, isso os incomoda ao ponto de fazê-los organizar vaias. Faz sentido uma conversa dessas? Claro que não! Mas o presidente, na ânsia de posar de vítima, com a vaidade ferida, passa recibo e fala bobagens.
Notem, por último, a mensagem imbutida no discurso. Os pobres é que deveriam reclamar, disse Lula. A idéia subjacente é a de que a classe média não possui legitimidade para protestar. Como os partidos de esquerda é que dominam os movimentos ditos sociais, somente eles conseguem organizar eventos de massa. Se o Planalto sentir necessidade, aciona seus comandos políticos para realizarem passeatas a favor de Lula. Como Chavez na Venezuela. É populismo barato.