Hoje não falo mais de política ou de qualquer outro assunto que não vise a elevação espírito humano. Questões mais sublimes ocupam minha mente e o meu coração neste domingo. Há poucas horas recebi a notícia, impactante, que nos faz perceber o verdadeiro sentido da vida: Vou ser pai pela segunda vez. Minha casa será o abrigo de um novo ser, confiado por Deus aos cuidados meus e de minha esposa, mãe e mulher de grande valor, a quem amo e respeito.
Nesse momento, meu filho, ou filha, tem o tamanho equivalente a uma semente de maçã, algo próximo a 1mm. O embrião está seguro, revestido por duas membranas e uma grande estrutura em forma de balão – o saco vitelino, onde as células de sangue estão sendo produzidas. Nos lados do tubo neural já há tecidos chamados somitos, que posteriormente se tornarão músculos e demais estruturas.
Viram? Tenho assuntos a pesquisar e uma comemoraçã a fazer.
Ontem, sábado, passeatas em várias capitais foram realizadas para vaiar o governo Lula. A manisfestação em São Paulo, segundo o Estadão, reuniu cerca de 10 a 12 mil pessoas. Em Fortaleza, o local marcado foi a Praça do Ferreira. Os jornais locais não publicaram nada sobre o evento no Ceará. Nem antes, nem depois.
Neste domingo, a Folha Online destaca uma pesquisa do Datafolha, apontando que a crise aérea não afetou a popularidade de Lula. O levantamento, feito nos dias 1º e 2 de agosto, aponta que 48% dos brasileiros consideram que o governo Lula continua ótimo ou bom, o mesmo índice registrado em março.
O cruzamento das duas notícias, mais o movimento defensivo do governo federal, que demitiu o ministro da Defesa e o presidente da Infraero, indicam que o cenário político é bem mais complexo do que aparenta na sua superficialidade.
As passeatas contra Lula não contam com a organização de ONGs, partidos ou sindicatos. São movimentos espontâneos da classe média. E isso preocupa o governo, apesar das pesquisas. Na história do Brasil, sempre foi a classe média quem liderou as revoltas contra governantes. A popularidade do presidente, por enquanto, se sustenta em programas assistencialistas. Mas os processos de formação de opinião vão do centro para a periferia dos estratos sociais. A “contaminação” dessa insatisfação para outras classes é questão de tempo, se nada for feito para estancar o problema. A sorte de Lula é que a oposição não consegue canalizar esse sentimento, por incompetência e por falta de credibilidade.