Prenúncio de guerra
Episódios aparentemente aleatórios e desconexos são, na verdade, passos de um projeto cuidadosamente planejado. O objetivo: criar a União das Repúblicas Socialistas da América Latina. Isso mesmo! E não é brincadeira, não.
O presidente Hugo Chávez disse ontem que vai comprar armamento russo para proteger a Venezuela de um futuro ataque norte-americano. Para Chávez, a ação é necessária porque o serviço de informação norte-americano estaria planejando uma intervenção na Venezuela. Segundo Chávez, para impedir a reforma constitucional venezeuelana e a possibilidade da reeleição presidencial por tempo indeterminado. O presidente venezuelano anunciou que pretende comprar cinco mil rifles. Somente no ano passado, a Venezuela gastou mais de US$ 3 bilhões em armas russas.
Blog do Wanfil
Um país vizinho destina boa parte do PIB para gastos militares. Isso deveria preocupar as autoridades brasileiras. É verdade que o vizinho não nos parece hostil, mas a simples afirmação de que ele se prepara para guerrear com uma superpotência, é preocupante. Imaginem se o Canadá dissesse que pretende se armar por conta de um ataque alemão. Os EUA fariam de conta que isso não lhes interessa?
A Venezuela hoje gasta o que não pode com compra de armas, e mesmo assim não conseguiria fazer frente ao poderio militar dos EUA, nem se recebesse pagamento adiantado por todo o petróleo que tem em suas reservas. Três porta-aviões de uma única frota da marinha americana bastariam para acabar com as forças venezuelanas. Então, por que Chávez investe em armamento? Para uma luta impossível? É resposta é óbvia. O ditador tem outros planos, e os EUA são apenas um pretexto. Nessa cantiga sonsa, a Venezuela deixa de investir em produção para se tornar uma força militar regional. Sua força aérea já supera a brasileira.
Chávez hoje possui dois inimigos declarados: 1) A oposição (ou simpatizantes) em seu próprio país; 2) A Colômbia, que aceita ajuda americana para combater um dos principais aliados da esquerda latina: as FARC – organização de narcotraficantes marxistas que domina parte do território colombiano.
Se engana quem a Venezuela disputa com o Brasil o papel de “líder” do continente. Isso é determinado pela pujância econômica. No entanto, a passividade brasileira (e Argentina) apenas denuncia que tudo faz parte de uma ação entre “companheiros”. Chávez vai dissolvendo a democracia em seu país, utilizando uma popularidade conquistada com programas assistencialistas. Pesquisem o tema “Foro de São Paulo“. Toda essa movimentação foi prevista nas atas do grupo que leva esse mesmo nome, e que reúne os líderes da esquerda latino-americana, inclusive Lula e Fidel.
Os EUA podem ajudar a Colômbia contra uma ação militar da Venezuela? Não sei se eles dão essa importância para a América Latina. Mas a guerra no continente nunca esteve tão prenunciada. A desculpa é o combate ao imprerialismo ianque. No mundo real, Chávez não rasga um miserável contrato queseja com os americanos. Ele pode ser maluco, mas não é burro.
Nenhum Comentário
Nenhum comentário ainda.
Feed RSS dos comentários deste post. TrackBack URI