O PAC no Ceará e o canto da sereia do marketing governamental

Ulisses e as Sereias, de Herbert James Draper (1863-1920). Os gregos já nos alertavam para o canto das sereias – a melodia agradável e hipnótica que arrasta os incautos para a desgraça. Ulisses, personagem da Ilíada e da Odisséia de Homero, amarra-se ao mastro do navio para não sucumbir à tentação fatal e cair no mar. O PAC também acena com promessas de redenção e felicidade, mas é preciso que estejamos amarrados aos mastros dos fatos, para evitarmos ilusões.

Matéria do Diário do Nordeste:
Não houve nenhuma liberação de recursos para o Estado do Ceará relacionados aos empreendimentos do Programa de Aceleração (PAC), do Governo Federal. A informação, noticiada pelo Diário do Nordeste, é confirmada pela secretária de Planejamento e Gestão do Ceará, Silvana Parente. Ainda não há expectativa de quando algum dinheiro virá.

Blog do Wanfil
Ora, ora. Não faltaram pompa, festa, discursos e salamaleques para o anúncio do PAC no Ceará. Somente o jornalista Themístocles de Castro e Silva (do O Povo), baseado no histórico de falta de investimentos nos últimos 5 anos, disse o óbvio: é tudo enganação. Quem for otário que acredite. Teremos, no máximo, liberação para pequenas manutenções, tipo a operação tapa-buracos no final de 2005 (os buracos continuam…). No governo do futuro do presente eterno, do novos amanhãs radiantes, promessas sobram, e recursos minguam.

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