Investimentos: Ceará é solenemente ignorado por aqueles que, ano que vem, irão pedir o seu voto
Fábio Campos, na coluna Política do O Povo desta quarta, é de uma precisão cirúrgica na análise da ausência de investimentos federais no Ceará. Leiam trechos abaixo, e lembrem que políticas de longo prazo, como a de saúde, por exemplo, quando não possuem planejamento e recursos, começam a entrar em colapso. Em breve o Brasil e o Ceará especialmente, assistirão o que é uma herança maldita de verdade.
O Ceará velho de guerra a pão dormido e sem água
(…) A quatro meses de acabar o ano, Lula investiu apenas 2% do Orçamento 2007 que cabe ao Ceará. Faltam 98%. Uma tapa em nossa cara. Os investimentos do Palácio do Planalto no Ceará são inversamente proporcionais à votação que o presidente Lula recebeu dos cearenses em 2002 e 2006.
Vejam essa notícia veiculada na página do Jornal do Commercio (PE) na internet (ontem): “As negociações para a implantação de uma montadora da GM em Pernambuco foram citadas no discurso presidencial. (…) Consta que o governador Eduardo Campos, do mesmo PSB de Cid Gomes, já se reuniu com a direção da montadora, que teria pedido informações sobre a disponibilidade de gás natural para a produção de veículos, na nova planta. Sabe-se que não há gás disponível em um projeto desta envergadura. Porém, segundo o JC on line, “a saída para o impasse é a importação de gás, o GNL, a partir do terminal de regaseificação em Suape. O projeto já está decidido politicamente, mas não é anunciado para evitar ciumeira entre os demais estados do Nordeste”. Entenderam? É exatamente o mesmo gás que ainda não veio para viabilizar a siderúrgica do Ceará.
QUASE UMA DÉCADA SEM INVESTIMENTOS RELEVANTES – (…) Nossa representação política é fraca e incapaz de fazer valer as nossas necessidades. O Ceará não tem força política. A parte petista e da esquerda, sobre quem devem recair as maiores cobranças, é de uma debilidade lancinante. (…) Não há um só novo projeto ou obra federal de Brasília em nosso Estado. Só a repetição de promessas vazias. As últimas obras federais de relevo no Ceará estão completando uma década desde que foram iniciadas. O aeroporto foi em 1997, o Castanhão começou em 1998. O Pecém também é dessa época.