Segurança pública: Quem pressiona o governo estadual por soluções?

Periculum in mora” ou “O perigo está na demora” - já alertava o romano Tito Lívio.

Matéria de Capa do Diário do Nordeste, quinta-feira:
Roubo de veículos cresce 568% na Grande Fortaleza - De acordo com os números oficiais da Coordenadoria Integrada de Operações de Segurança (Ciops), 2.140 ocorrências de furtos de veículos foram atendidas nos primeiros seis meses deste ano. De roubos de veículos, foram 1.291 ocorrências. Se considerarmos os últimos oito anos, os índices só cresceram.

Outra matéria na mesma edição do Diário do NE
Governador dá aula para os mil novos soldados PMs – O governador Cid Gomes (…) proferiu uma aula inaugural para os mil candidatos aprovados no concurso para a PM. (…) O efetivo deverá ser empregado no projeto ‘Ronda do Quarteirão’ (…).

Blog do Wanfil
Não sou especialista em segurança pública, e para falar a verdade, não gosto deles. Parecem economistas: entendem do assunto mas nunca chegam a um consenso. O fato é que o número de mortes e crimes cometidos no Brasil é crescente e atinge níveis estarrecedores. O governo federal lavou as mãos e deixou o Ceará de fora do minguado
Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania).

Já o governador Cid Gomes não conseguiu ainda efetivar sua principal promessa de campanha, o badalado e multiforme “Ronda do Quarteirão” – que de policiamento comunitário (policiais com celulares em cada bairro), virou uma força especial (com carros importados e equipamentos tecnológicos de última geração).

De concreto mesmo é que vivemos de esperar. Sem oposição organizada, o governo estadual vai levando, e o resultado é esse estampado na capa do DN. A população nem sabe mais a quem apelar. Cid agiu com habilidade e conseguiu eliminar qualquer força mais expressiva que viesse a hostilizar ou mesmo fiscalizar sua gestão. É certo que não se pode cobrar de um governo a criação de adversários. Mas a ausência destes deve ser vista com desconfiança, pois o excesso de acordos e de acomodações, implica no risco de relaxamento ou de ilusões, na tomada de ações governamentais.

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