O medo da rejeição

Site da revista Veja:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outras importantes autoridades brasileiras comemoraram nesta sexta-feira a independência do Brasil com um desfile que custou aos cofres públicos cerca de 2,2 milhões de reais, valor 41% maior ao do evento do ano passado. (…)

De acordo com explicações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, os gastos para o evento em que Lula e a primeira-dama Marisa Letícia desfilaram no Rolls Royce presidencial conversível aumentaram para dar “melhor organização” ao desfile e maior segurança à população. A verdade, no entanto, é que as grades de isolamento entre as autoridades e o público foram ampliadas e reforçadas, com a intenção de evitar que Lula fosse alvo de novas vaias, como aconteceu na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro deste ano.

Blog do Wanfil
Impressiona o temor que vaias causam em Lula. Creio que esta é uma expressão de vaidade, não aquela intelectual que o PT defenestrava em FHC, mas outra, de origem mais complexa, misto de complexo de inferioridade com desejo de poder.

O escritor Stendhal, expoente do realismo francês, escreveu o clássico “O Vermelho e o Negro”, onde narra as desventuras do anti-herói Julian Sorel. A personagem desejava ser aceito nos altos círculos da aristocracia, e por isso lutava para ascender socialmente, perseguido pelas lembranças do passado pobre. A ambição, o complexo e a vaidade, foram os princípios que governaram sua vida. Mais que tudo, Julian temia a rejeição daqueles que, no fundo, ele odiava.

Lula quer ser a encarnação da vontade popular, a expressão de um saber telúrico, surgido no nada. Ele anseia pela hegemonia, pelo aplauso servil. Tais metas também o fazem refém do medo de ser constrangido por vaias. E nós pagamos por isso.

Mineirinho desconfiado

Um avião, cheio de deputados e senadores, cai numa mata em Minas Gerais.
Um mineirinho que viu a queda foi até o local e enterrou todo mundo.
No dia seguinte, um helicóptero que procurava o avião desaparecido, ao ver
os destroços, pousou.

- Onde estão as pessoas que estavam no avião?
- Uai sô!!! Interrei tudo.
- Mas não podia, pois eram políticos importantes. E não tinha nenhum vivo?
- Óia!!! Inté discunfiei que tinha.
- Eu gritei: “TEM ARGUÉM VIVO AI? Uns 10 levantô a mão”.
- E onde eles estão?
- Uai!! Interrei assim mesmo, pruque du jeito que político mente…. numcreditei em ninhum deles…

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