Ilusões
No dia dois de setembro passado publiquei um post com o título: O PAC no Ceará e o canto da sereia do marketing governamental (clique aqui para ler) – Na ocasião, com base numa matéria do Diário do Nordeste, alertei para o fato de que o Plano de Aceleração do Crecimento – PAC, até agora não passa de uma grande peça de propaganda. Segundo a reportagem, a secretária de Planejamento e Gestão do Ceará, Silvana Parente, confirmou que ainda não houve liberação de recursos do PAC para o Ceará, nem sequer há expectativa de quando algum dinheiro virá.
Nesta quinta, no mesmo Diário do Nordeste, a jornalista Nathália Lobo informa: Fortaleza é a 12ª contemplada [pelo PAC da segurança]. Vejam trecho: “Fortaleza agora é a 12ª cidade brasileira a integrar o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), que ficou conhecido como PAC da Segurança. A informação foi confirmada ontem de manhã, ao Diário do Nordeste, pelo chefe da Guarda Municipal, Arimá Rocha.”
O problema está nos antecedentes
Hoje em dia, ninguém pode ser contra o aporte de recursos para combater a violência. Parabéns à Prefeitura de Fortaleza. No entanto, é preciso destacar alguns fatos:
1) O Governo Federal não possui critérios técnicos para liberar recursos públicos, dinheiro do povo;
2) Sem critérios técnicos e definições transparentes, o espaço para que interesses e pressões políticas se sobreponham ao interesse social é grande. A liberação dos recursos é anunciada logo após as pesquisas de opinião demonstrarem o desgaste da prefeita, que corre risco de não se reeleger nas próximas eleições;
3) Fora isso, é bom lembrar que o PAC original não saiu do papel. TOMARA QUE O PAC DA SEGURANÇA NÃO TERMINE COMO A SIDERÚRGICA, A REFINARIA, O METROFOR E A TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO – NADA ALÉM DE UMA ILUSÃO.