O senador Renan Calheiros, comentando sua disposição de ficar no cargo, fez uso da filosofia nascida da observação do coco e do coqueiro. Mas é preciso reconhecer que em matéria de metafísica coquiana, o alagoano não é páreo para o forrozeiro Messias Holanda (ver foto). Comparem!
“Rapaz, para tirar o coco, não basta balançar o pé, que ele não cai. Quem quiser, vai ter que subir no pé e retirar o coco com as próprias mãos” – Renan Calheiros, Brasília, 2007 .
Pra tirar coco
Eu quero me trepar no pé de coco
Eu quero me trepar pra tirar coco
Depois eu quero quebrar o coco
Pra saber se o coco é oco
Tem gente dizendo que eu sou louco
Que eu só falo em tirar coco
Realmente eu quero tirar o coco
Pra depois quebrar o coco
Pra saber se o coco é oco – Messias Holanda e Hamilton Oliveira, Ceareá 1981
Blog do Reinaldo Azevedo:
Criada a TV pública, por MP, que consumirá 1% da CPMF – Leiam esta nota do Estadão: “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou ontem a medida provisória que cria a rede pública de TV, chamada Empresa Brasil de Comunicação, com orçamento de R$ 350 milhões para 2008. Além de criticar os gastos, a oposição não vê relevância e urgência que justifique a edição de uma MP. A criação da TV será publicada hoje no Diário Oficial. A primeira transmissão está prevista para o dia 2 de dezembro, quando as emissoras de TVs abertas mudarão a transmissão do sinal analógico para digital. A TV pública será presidida pela jornalista Tereza Cruvinel. A MP terá que ser aprovada pelo Congresso, mas já estará em vigor desde hoje. A nova televisão será resultado da fusão da TV Educativa com a Radiobrás e deverá ter um conselho curador com 20 integrantes, sendo quatro ministros.”
Blog do Wanfil
Os defensores da CPMF alegam que o dinheiro arrecadado pela “contribuição provisória” que virou imposto é imprescindível. Que não se pode abrir mão de tanta grana sem prejudicar serviços essenciais ou programas assistencialistas. Mas vejam que o problema não é a arrecadação, e sim os gastos excessivos. O governo é uma máquina que não gera riqueza, ela as consome, via tributação. Por isso é imperioso que o corte de gastos esteja na ordem do dia de qualquer administração – dessa forma, desperdícios como essa TV não prosperariam. Façam uma pesquisa. Nos governos tucano e petista, a carga tributária aumentou sem que os serviços melhorassem, salvo os que foram privatizados. É o legado da tradiçãso patrimonialista brasileira, da fé incurável que temos no estatismo.