Sindicatos querem o seu dinheiro na marra!

Jornal O Povo: Sindicatos questionam mudanças – Aprovado na Câmara dos Deputados, na última quarta-feira, o fim do imposto sindical obrigatório, criado no Governo Vargas, começa a causar apreensão entre as centrais sindicais. Ontem, seis entidades decidiram pressionar o Senado a rejeitar a mudança.

Em seguida, o jornal entrevista o presidente da CUT-CE, Francisco Jerônimo do Nascimento:
OP – A CUT apóia a fiscalização dos recursos pelo Tribunal de Contas da União?
Jerônimo – Não podemos concordar com uma fiscalização dessas. Mesmo sendo o Estado o arrecadador de 10% dos recursos. Quem tem de fiscalizar os recursos dos trabalhadores é o trabalhador. O dinheiro é do trabalhador, não é do Estado. Leia mais.

Blog do Wanfil
O que dizer? Os barões do sindicalismo não querem abrir mão de gastar o dinheiro dos outros como quiserem. Sobre o assunto, vou apenas transcrever trechos do comentário feito ontem, pelo jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog:

O imposto rende nada menos de R$ 1,308 bilhão por ano: R$ 754 milhões dos trabalhadores, R$ 50 milhões dos autônomos e R$ 504 milhões das empresas. Hoje, um dia de trabalho de cada trabalhador formal é expropriado pelos “companheiros” sem que precisem tirar seu traseiro gordo da cadeira. O desconto é feito em folha. A emenda de Carvalho, ao tornar facultativa essa cobrança, obriga os sindicalistas, vejam que absurdo!, a se esforçar para filiar trabalhadores. O Imposto Sindical é herança do getulismo e resquício de relações fascistóides de trabalho. Onde já se viu o o estado operar a cobrança de um imposto para financiar entidades que, por natureza, têm de ser livres?

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Carlos Pannunzio (SP), partido que ajudou a aprovar o pagamento optativo do imposto, afirma “Nós somos contra destinar recursos do trabalhador — que poderiam ser aplicados em programas de capacitação e para aumentar o seguro-desemprego — para dirigentes de centrais fazerem política”. Na mosca! Mas, aí, os burgueses do capital alheio, a nova classe social que chegou ao poder, os mandarins do peleguismo serão obrigados a ir à luta. Acaba a mamata. Acaba o sindicato cartorial.

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