Ícone frágil

Dia corrido, noite também. Vida de blogueiro é assim: pesquisar e escrever nos intervalos. Consegui a imagem ao lado no blog Astrogyldo, do meu amigo e colega de faculdade Antino Silva. Não sei quem é o autor (vou pesquisar quando sobrar um tempinho), mas o trabalho deveria figurar entre as melhores obras da iconoclastia mundial. De fato, o orifício no tronco do boneco parece um tiro. É incrível como os regimes totalitários procuram amenizar a imagem de intolerância sediando as Olimpíadas – querem sugar o espírito da amizade. Hitler também apostou na idéia antes de declarar guerra ao mundo. Mau presságio, não? Sobre o Antino, ele é um jovem otimista e boa praça, sempre disposto a fazer amigos. A polêmica, ele deixa comigo. Assim, gostaria de fazer, com todo carinho, um pequeno reparo no texto dele: “A China está se consolidando como uma potência econômica mundial. Pena que riqueza não acompanha liberdade. O país ainda tem em seu subconsciente anos e anos de repressão gerada por um “pseudo-comunismo”. Não Antino, a questão é mais sensorial mesmo: os chineses sentem é na PELE o peso da repressão contra a liberdade de expressão. E não se trata de “pseudo-comunismo”, é comunismo real! “Pseudo” é o discurso da igualdade plena. A prática mesmo, isso a História e mais de 100 milhões de cadáveres no século 20 provam, é a da violência. O que acontece na China não é mero desvio acidental, é a regra do comunismo. Uma doutrina que se quer humanista mas cujas experiências SEMPRE terminam em ditaduras sanguinárias, tem um óbvio problema de concepção. E isso precisa ser dito.

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