Polêmica dos carros blindados: Incoerência entre discurso e ação revela uma conduta ética

O jornalista Eliomar de Lima, um dos profissionais mais bem informados do Ceará, afirmou em seu blog que a compra dos carros blindados pela Prefeitura de Fortaleza gerou uma “polêmica de pneu furado”, por entender que a discussão em torno desse assunto “é besteira”. Eliomar defende que a compra é necessária e que eventuais constrangimentos para a prefeita decorrem da contradição do discurso da petista. Leia mais.

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Sobre o caso, não se trata de superdimensionar uma ação administrativa. O importante para a crônica política é não menosprezar os aspectos éticos envolvidos. A questão não se resume aos aspectos técnicos da aquisição de carros blindados. Isso, na verdade, chega a ser secundário. Eu mesmo, embora não considere a compra uma prioridade, entendo que a mesma pode ser defendida sob o argumento de proteção dos agentes públicos eleitos.

Apontar contradições não é fazer celeuma, É UM DEVER do jornalismo. Não posso exigir que um político seja coerente com o discurso adotado no passado, mas devo apontar qualquer discrepância entre suas idéias e suas ações. O que não pode é uma figura pública dizer uma coisa e depois fazer outra, como se isso fosse muito normal. A incoerência deve ser denunciada quantas vezes forem necessárias, como demonstrativo de certo padrão de conduta ética. Quando cobrado em razão de compromissos esquecidos, o presidente Lula sempre repete: “Não me peçam para ser irresponsável”. Ninguém nunca pediu. Ele é que dizia que cobrar inativos era inconstitucional, e que grevista não deveria ter salário cortado. Se depois de eleito mudou de opinião, então não reclame da crítica. O mesmo vale para Luizianne.

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