Cid afirma que, com o fim da CPMF, vai faltar o que nunca houve – obras no Ceará

O Povo:
Cid diz que oposição foi “inconseqüente” – O governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), diz temer sobre o futuro do País e aponta a possibilidade de “retrocesso” no investimento em algumas áreas. No Ceará, ficam sob ameaça com o novo quadro investimentos de cerca de R$ 1 bilhão em obras –
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E a gora? O Ceará ficará sem as formidáveis e incríveis obras anunciadas para o futuro? Por conta disso estaremos condenados? Mas, passados cinco anos de governo Lula e um de Cid, irrigados pela fartura da CPMF, onde estão as obras erguidas? Em lugar nenhum. Aliás, qual a execução orçamentária deste ano no Estado? O governador deveria dizer que se o Planalto cortar o que prometeu gastar no Ceará, isso não será novidade alguma. Onde estão o metrô, a refinaria, a siderúrgica e as estradas? Não faltava ao governo a miraculosa CPMF…

A CPMF que jorrava nos cofres federais não fará falta ao Ceará. O que nos falta é peso político, é uma bancada atuante e organizada. Cid tenta compensar essa fragilidade mostrando solidariedade ao discurso do Planalto. Mostrar tanta solicitude a quem nos ignora é pedir para ser desprezado.

Opositores fazendo oposição?
Cid afirma que a oposiçõ foi rancorosa. Por inversão, melhor seria, então, que ela fosse amorosa. Oposição votando contra o governo? Que absurdo, não é? O governador está mal acostumado. Além do mais, é preciso ter mais respeito pelas normas democráticas e pelos adversários. A vitória da oposição foi legítima e legal, respeitando os trâmites e as normas, sem subterfúgios e trapaças.

Saúde, CPMF e o método analítico dedutivo

Durante a votação da CPMF, o presidente Lula enviou uma carta aos senadores, com o compromisso de aplicar na Saúde, 100% do arrecadado com o imposto. Ninguém acreditou, uma vez que o governo é conhecido por descumprir os acordos que ele mesmo propõe antes das votações. Ao mesmo tempo, qual o principal argumento da base aliada? Que a Saúde, cujo orçamento inclui o bolsa-família, será atingida pela rejeição a prorrogação da CPMF.

Obviamente, cruzadas as informações, falta lógica ao argumento, que contradiz a carta presidencial, conforme lembrou o prefeito César Maia (DEM-RJ), em seu ex-blog:

As mentiras do governo ficaram expostas e com assinatura de Lula, ao dizer que 100% da CPFM ia para a saúde. Então a CPMF não era a base do bolsa-família. Elementar meu caro Watson!

Seguindo o método analítico dedutivo imortalizado pelo detetive fictício Sherlock Holmes, de quem Watson era ajudante, fica a pergunta: Se a CPMF é vital para a Saúde, mas é desviada para outros fins, como a Saúde viveu até hoje sem ele? E por que o dinheiro que não vinha antes irá inviabilizá-la agora?

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