Brasil, sil, sil, sil….
Site da Veja:
Mundo não vê Brasil como uma potência
Uma pesquisa realizada pela Fundação Bertelsmann, uma das mais respeitadas da Alemanha, revela como o papel do Brasil no cenário mundial é visto de maneira diferente por brasileiros e por estrangeiros. Entre os brasileiros, 13% dos entrevistados disseram acreditar que o país já é uma potência mundial; cerca de 30% apostam que a nação alcançará tal estágio em 2020. Entre os estrangeiros, porém, essa expectativa cai: 5% vêem o Brasil como potência e 11% acham que ele o será até 2020.
O levantamento foi feito com cidadãos dos Estados Unidos, Europa, Japão e de quatro economias emergentes: China, Brasil, Índia e Rússia – o famoso grupo conhecido pela sigla “Bric”. No total, 9.000 pessoas foram entrevistadas, das quais 1.500 no Brasil.
Blog do Wanfil
François VI, o conde de La Rochefocault, dizia que nós nos julgamos pelo que acreditamos ser capazes de fazer, mas que somos julgados pelo que já fizemos. Penso que o mesmo vale para as nações. O Brasil de hoje, o que não desiste nunca das propagandas oficiais, revive uma reedição moderada do ufanismo que reinou no país durante o milagre econômico dos anos 70, a época do “ame-o ou deixe-o”. A diferença é que não experimentamos milagre algum na atualidade. E é isso o que mostra a pesquisa acima.
O Brasil é uma espécie de Ferroviário no palco das nações. Todos simpatizam com ele. Ambos não incomodam e hostilizam ninguém. Nunca são campeões no que realmente interessa. Muito do que as pessoas pensam sobre o Brasil é fruto de propaganda política vitaminada por uma imprensa colaboracionista. O bio-combustível não vai substituir o petróleo e mudar o mundo a curto prazo (se acontecer, as nações que investem bilhoes de dólares em pesquisa e educação tomarão a frente do negócio); o Fome Zero Mundial que Lula propôs, com a pitoresca sugestão de tributar o comércio de armas, não passa de conversa fiada; o clube dos países em desenvolvimento, liderado pelo Brasil, Índia e China não vai andar, pois ìndia e China não precisam de nós; e a revolução política que a esquerda latino-americana promove sob a liderança de Cháves e Lula não resiste a uma “cala a boca” europeu. Não quero parecer chato, mas se não tivermos os pés no chão, vamos viver eternamente como Policápio Quaresma: ufanistas e tolos, vivendo de glórias falsas, enquanto os problemas reais crescem diante de todos.
