Cuidado com os europeus!

Folha Online:
Brasil sobe uma posição e ocupa 6º lugar na economia mundial, diz Bird – O Brasil ganhou uma posição e agora ocupa o sexto lugar na economia mundial, segundo ranking do Banco Mundial, que divulgou nesta terça-feira os dados do PCI (Programa de Comparação Internacional), que analisa as economias de 146 países. Segundo explicação do Banco Mundial, o Brasil subiu de lugar por conta de uma nova avaliação. A paridade do poder de compra, expressa por meio dos valores das moedas locais e o que é possível comprar, tomou o lugar da chamada medida cambial, que apenas converte o PIB do país em dólares.

Confira o ranking do Banco Mundial segundo a capacidade de compra
1. Estados Unidos
2. China
3. Japão
4. Alemanha
5. Índia
6. Brasil, Reino Unido, França, Rússia e Itália
7. Espanha e México

Blog do Wanfil
Não sou economista, mas é preciso fazer algumas considerações antes de soltar rojões triunfantes. Essa “capacidade de compra” pode ser lida como “capacidade de endividamento” – algo facilitado pela oferta de crédito abundante, afinal, não temos tradição em poupança e a política econômica é a mesma há uns 15 anos. Assim, é grande a chance de que, no caso de uma abalo na economia mundial, possamos vir a ter um grande percentual de inadimplência – gente com a renda do mês comprometida com prestações (carros são vendidos em 99 meses), pega de surpresa com repiques inflacionários, ou demissão, por exemplo. Nesse caso, as circunstâncias que nos empurram podem virar uma armadilha.

Tudo bem, em economia, as projeções sempre manifestam desejos ou medos. Mas uma coisa não podemos negar. É muito estranho o Brasil ficar à frente da Finlândia, da Espanha, Holanda, Bélgica, e de tantos outros países famosos pela condição de vida. Estamos ganhando da Suécia, o país com a maior expectativa de vida do mundo!

Começo a temer uma invasão de pobres europeus em busca de “capacidade de compra” no Brasil, roubando nossos empregos e produtos.

Propaganda disfarçada

O Datafolha apresentou uma pesquisa feita em nove capitais. Vejam a manchete que o jornal O Povo deu:

Luizianne é a quarta prefeita mais popular do País

Se isso não for petismo disfarçado de jornalismo, não sei mais o que é. Somente uma cabecinha treinada nas artes daquilo o que eu chamo de “isenção engajada”, pode ser capaz de cunhar uma manchete tão distorcida: “Luizianne é a quarta prefeita mais popular do País”. Um exame lógico pueril e intuitivo já basta para denunciar a propaganda mal disfarçada, pois a base para o título foi uma pesquisa limitada a nove cidades, num universo de mais de cinco mil municípios ou 27 capitais. A tentativa de projetar um recorte pontual sobre um espaço irreal só pode ter nascido do desejo de criar uma notícia positiva.

A pesquisa revela outros dados, como a rejeição dos prefeitos das cidades pesquisadas. Luizianne é reprovada por 36% do eleitorado de Fortaleza, o segundo maior índice. Se as informações colhidas agora forem cruzadas com a pesquisa sobre as eleições do ano que vem, feita também pelo Datafolha, quando Moroni apareceu bem distante da prefeita (29 a 19%), aí a coisa complica para o projeto de reeleição de Luizianne.

Execução orçamentária no Ceará desmente aliados do Planalto

Site da Assembléia Legislativa do Ceará:
Lula Morais critica não aprovação da prorrogação da CPMF
O deputado Lula Morais (PCdoB) foi à tribuna da Assembléia Legislativa na manhã desta terça-feira (18/12) para criticar a não aprovação da prorrogação da CPMF. De acordo com o parlamentar, essa era uma contribuição importante e democrática que distribuiu renda no País. “Uma quantia de R$ 40 bilhões deixou de estar no Orçamento da União. A prorrogação era uma unanimidade entre os governadores. Eles solicitaram a seus senadores que votassem favoravelmente à CPMF”, disse ele. O deputado criticou ainda, especificamente, o voto do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) que, para ele, teve uma conseqüência negativa para o Ceará, “principalmente porque ele sempre se arvora de ter trazido recursos para o nosso Estado. Agora seu voto trouxe conseqüências negativas, porque retirou de nós R$ 500 milhões por ano”, condenou.
Leia mais.

Blog do Wanfil
Pois Jesus lhe dizia: Sai desse homem, espírito imundo. E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? Respondeu-lhe ele: Legião é o meu nome, porque somos muitos. (Marcos 5:8-9)

Lula Morais é do PCdoB, partido da base de sustentação de seu xará Lula da Silva. Lula Morais não é um homem apenas, mas uma legião. A rigor, o deputado representa um projeto de poder liderado no Brasil pelo Partido dos Trabalhadores, baseado nas teses de um esquerdismo ultrapassado no resto do mundo, mas forte na América Latina. Seu discurso de hoje é apenas a retransmissão local de um sinal nacional: enquanto Lula fala aos mercados como um democrata moderado e sem ressentimentos, seus aliados em todo o país – nas casas legislativas, nos executivos estaduais e municipais, na imprensa e nas escolas – espalham que o fim da CPMF foi uma ação das oposições contra o povo.

Lula Morais afirmou ainda que recursos vultosos e imprescindíveis deixarão de ser aplicados no Ceará por conta do voto de Tasso Jereissati, numa tentativa de se livrar das cobranças que recaem sobre o Executivo a que serve. Embora careça de lógica e de fatos que o corroborem, o discurso que o comunista reproduz revela intenções políticas bem visíveis: 1) transformar a derrota do governo numa derrota das oposições; 2) justificar a falta de investimentos no estado, como se o fim da CPMF fosse retroativo a 2002; 3) transferir o ônus dessa falta de investimentos para o senador Tasso Jereissati, identificado pelo eleitorado como um gestor eficiente; 4) insinuar que não há legitimidade nas decisões que contrariam o governo no legislativo; 5) fortalecer a simbologia exsitente no discurso da luta de classes: eles, poderosos, contra nós, que somos perseguidos.

A estratégia vai funcionar? Bem, no caso do mensalão funcionou. Não é por acaso que o petismo é a maior força política que já existiu na história do país, controlando sindicatos, fundos de pensão, governos, partidos políticos etc. Se a oposição não souber denunciar o truque, se não buscar os meios de comunicação, a versão de que os males do país nasceram com o fim da CPMF pode colar em alguns setores.

Sobre as previsões de que investimentos deixarão de ser feitos por conta do dinheiro que faltará, publico abaixo trecho de um texto assinado pelo jornalista Fábio Campos, em 05 de setembro passado: “A manchete de capa da edição de anteontem do O POVO mostrou que, a quatro meses de acabar o ano, Lula investiu apenas 2% do Orçamento 2007 que cabe ao Ceará. Faltam 98%. Uma tapa em nossa cara. Os investimentos do Palácio do Planalto no Ceará são inversamente proporcionais à votação que o presidente Lula recebeu dos cearenses em 2002 e 2006.”Leia mais.

WordPress Themes