Descompasso

Crescimento econômico na América Latina e no Caribe:
- Economia brasileira fica em 17º lugar
- Brasil supera apenas Suriname, Guiana, Bolívia e Equador

Ontem o presidente Lula falou em cadeia nacional de televisão. Lamentou o fim da CPMF, alertando sobre as supostas dificuldades que poderão prejudicar o Sistema Único de Saúde (SUS), e comemorou o crescimento econômico, que compensará as perdas de receita, anunciando um preíodo de prosperidade, coisa e tal. É claro que não poderia ser diferente. Nunca um presidente confessaria que a taxa de crescimento atual é resultado de uma herança deixada pelo antecessor, somado a um ambiente internacional favorável. No que diz respeito a parte que lhe cabe, ou seja, manter esse crescimento compatível com o resto do mundo (ou pelo menos com os vizinhos), a coisa muda de figura, e o descompasso entre o discurso e a realidade emerge desconcertante.

Pois bem. Hoje o Blog do Josias de Souza, jornalista da Folha de São Paulo, mostra que a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), entidade vinculada à ONU, divulgou um estudo sobre o desempenho econômico dos 34 países da América Latina e do Caribe. O Brasil ficou na 17ª colocação. O que obteve melhor desempenho foi o Panamá (9,5%), mais bem-posto no ranking do que a Argentina (8,6%), segunda colocada; e a Venezuela (8,5%), na terceira posição. O crescimento do PIB brasileiro ficará percentualmente acima apenas de Suriname (5%), Guiana (4,5%), Bolívia (4%) e Equador (2,7%).

Para ler a íntegra do documento da Cepal, em espanhol, clique aqui.

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