Mídia golpista?
O assunto do momento no mundo político é a entrevista que José Dirceu, ex-presidente do PT e ex-ministro da Casa Civil, deputado cassado e braço direito (ou esquerdo) de Lula, concedeu à revista Piauí, da Editora Abril. Ainda não li a publicação, que chegou às bancas hoje, mas um breve apanhado de jornais, blogs, colunistas e sites que se revezam na publicação de trechos da entrevista, serve de amostra para ilustrar os motivos para tanto alarde. Por enquanto é difícil dizer quais os objetivos de Dirceu e quem são os seus alvos reais. Até agora é certo que o homem forte do petismo disse:
1) Que Delúbio Soares (ex-tesoureiro) arrecadava dinheiro com empresários e o distribuía em malas para correligionáros que hoje se fazem de escandalizados (o mesmo crime de PC Farias, ex-tesoureiro do presidente Collor);
2) Que a sede do PT no Rio Grande do Sul foi comprada com dinheiro de caixa 2;
3) Que Lulinha, o filho milionário de Lula, “pegava pesado”. Que ao conversar com o presidente sobre os investimento da Telemar na empresa de Lulinha, ouvira a seguinte resposta: “Você vai ficar enchendo meu saco por causa do Lulinha, Zé Dirceu”?
4) Que Heloísa Helena votou contra a cassação do ex-senador Luiz Estevão (DF) “por motivos impublicáveis”, (admitindo que o PT sabia da violação do painel de votação do Senado – ACM e José Arruda foram cassados no episódio).
Se fosse num país sério…
Recentemente a atleta americana Marion Jones, que conquistou cinco medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos de Sydney em 2000, admitiu ter feito doping, perdeu as medalhas, para tentar evitar ser condenada à prisão. Fez isso porque sabia da possibilidade da punição. E Dirceu? Fala em caixa dois, lobby, quebra de decoro, despreocupado da vida. Sabe como funcionam as coisas no Brasil.

