Patrícia trabalha candidatura com desenvoltura

Por Eliomar de Lima – O Povo Online:

Patrícia diz que se for candidata aceitará o apoio de Tasso
Ela afirmou [para a Rádio O POVO/CBN] que uma das mudanças que implantaria de imediato seria dar um fim à “partilha de cargos” em que se transformaram as seis Regionais. Optaria pelo critério técnico. Patrícia assegurou ainda que não terá problema algum se receber apoio do senador tucano Tasso Jereissati. “Caso ele queira me apoiar, ele estará do meu lado no palanque, sem precisar se esconder”.
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Na última quinta-feira, na Rádio Verdes Mares, a senadora criticou a falta de ação da atual gestão. Agora no O Povo/CBN ela diz que não aceita apoiadores secretos. Muitos acreditam que nas últimas eleições o ex-prefeito Juraci Magalhães tenha contribuido para a vitória de Luizianne. Não resta dúvida de que Patrícia escolheu a petista como alvo – e não poderia ser diferente, uma vez que ela deseja substituí-la. O que interessa agora é a forma de ação. Seu discurso busca focar a apatia administrativa, a incompetência gerencial e o loteamento político que marcam a administração municipal. Os escândalos e as acusações de superfaturamento foram cuidadosamente deixados de lado, provavelmente com base em pesquisas, e para não fazer da adversária uma vítima. Patrícia reforça essa estratégia tentando ligar sua imagem a de Ciro Gomes, ex-prefeito da capital bem avaliado pelapopulação e cabo eleitoral capaz de rivalizar com o próprio Lula em Fortaleza.

Ao não refutar um eventual apoio de Tasso, a pedetisda se adianta às possiveis críticas que Luizianne fará, assumindo de forma altiva sua relação política com o ex-governador. Reza a sabedoria política que, em eleição, nunca se deve recusar apoio. A ordem é somar. Patrícia pode conseguir os votos dos eleitores de Tasso e de Ciro, além de herdar os votos dos que se desiludiram com Luizianne. A prefeita, por sua vez, conta com a máquina, a estrutura do PT, o apoio de Lula e de Cid. Resta saber até onde o governador está disposto a levar essa parceria contra seus amigos e parentes. Até o momento, do ponto de vista estratégico e político, Patrícia é a candidata que vem trabalhando com mais desenvoltura.

Bancada dos bancos

Site do Cláudio Humberto:
MERCADANTE LIDERA ‘BANCADA DOS BANCOS’ – O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) é o líder disparado dessa “bancada”: recebeu recebeu R$ 1,6 milhão de quatro bancos privados. Ele está entre os políticos que decidirão sobre o aumento da CSLL, a Contribuição Social Sobre o Luco Líquido dos bancos. Um em cada sete parlamentares do Congresso receberam doações de bancos, incluindo o presidente do Senado, Garibaldi Alves (R$ 400 mil).

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É lícito um político receber doações de bancos e depois votar no parlamento matérias que dizem respeito a essas instituições? Se o repasse obedecer os dispositivos legais, com tudo devidamente registrado nos tribunais eleitorais e na Receita Federal, não tem problema. Faz parte do jogo em todo o mundo. Não pode é fazer como o Banco Rural, acusado de irrigar o esquema do mensalão. No mais, tudo correto, é tão legítimo como ser financiado por uma sindicato ou uma igreja. Candidatos financiados pela CUT representam interesses que nem sempre são os da sociedade. O negócio é ir para o debate e chamar a opinião pública. A fidelidade de um parlamentar nunca supera o seu instinto de preservação.

Quem criminalizava a relação entre bancos, empresas e políticos era o PT. Justamente o partido que mais arrecada entre esses entes. Quem demonizava os recursos oriundos das “classes dominantes” era o PT. Quem alegava alinhamento automático entre partidos e “especuladores”, era o PT. Quem imginava que o sistema financeiro abastecia somente o caixa de candidatos como Jorge Bornhausen, Rodrigo Maia, Sarney ou ACM Neto, se enganou. O senador Mercadante é o campeão da “bancada dos bancos”. O PT, todos sabem, é assim. Condena nos outros aquilo o que faz para ele mesmo. E ainda se orgulha disso.

Isso sempre foi assim, só que agora o truque não pode ser mais disfarçado. Nas eleições passadas, Renato Roseno acusou Cid e Lúcio de serem financiados por empresários, como se isso fosse crime. Mas acontece que Roseno ganhou espaço no comando de uma ONG que era financiada por instituições ligadas a bancos e empresas multinacionais. Nesse hora, o dinheiro não é ruim. Entenda mais no post Dinheiro não tem ideologia.

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