Carnaval em Fortaleza: Se fosse o Juraci…

Site Ceará Agora:
Arquibancadas: Defensoria Pública convoca vítimas
A Defensoria Pública do Estado está convocando as vítimas do acidente envolvidas com a queda de parte das arquibancadas montadas na Avenida Domingos Olímpio, durante o carnaval de rua em Fortaleza. As pessoas que não têm condições de pagar um advogado irão receber orientação júridica para entrar com a ação de reparação de danos. No acidente, aproximadamente 29 pessoas ficaram feridas. Leia mais.

Blog do Wanfil
O ditado reza que às vezes se faz pouco barulho por nada. Em Fortaleza é o contrário. É pouco barulho para tanto problema. Imaginem se o acidente ocorrido durante uma “festa popular” tivesse acontecido enquanto o ex-prefeito Juraci Magalhães estivesse conferindo o carnaval na Sapucaí, no Rio de Janeiro. Quantos parlamentares e advogados ligados a entidades não governamentais já não teriam aparecido cobrando justiça. Artur Bruno, Luizianne Lins, Chico Lopes e JoãoAlfredo, encabeçariam um movimento para prestar apoio às pobres vítimas do descaso oficial. Tudo de graça, só por amor ao povo. De quebra, um time de bravos procuradores os acompanharia.

Quantos sociólogos, historiadores e cientistas sociais, não estariam revoltados com o desdém e com a discriminação dos poderosos em relação aos festejos de origem africana e indígena. Muitos não hesitariam em falar em preconceito. Outros, cheios de criticidade, lembrariam da luta de classes e diriam que no Fortal isso não aconteceria, pois lá brincam as elites. Artistas e poetas colheriam assinaturas para protestar com elegância. E Juraci, coitado, seria o mensageiro da desgraça e do horror aos belos ideais igualitaristas, o aríete de um ódio que sabotaria, ele mesmo e não seus adversários, a “festa do povo”.

Mas o que acontece quando os líderes dessas entidades que se autodenominam representantes da sociedade civil é que estão no poder? Nada. Silêncio. A Defensoria Pública está de parabéns por fazer, vejam só, o seu papel, sem precisar ser acionada por esses grupos. Que os demais órgãos de controle e vigilância também possam agir pelo senso de dever, sem se importar com partidos ou eleições.

No mais, a oposição na Câmara fala em CPI. Perdem tempo. Primeiro, não conseguirão aprová-la, segundo, existem as instituições que podem investigar o caso. O negócio, para não ficar esperando, é provocá-las. No campo político, interessante mesmo seria ver os nobres vereadores pedir esclarecimentos sobre COMO FORAM PAGAS AS DESPESAS DA PREFEITA DURANTE O CARNAVAL NA CIDADE MARAVILHOSA. Em tempos de cartão corporativo, transparência nunca é demais.

Turismo?

Notinha do Alan Neto, no O Povo:
Revéillon da Prefeitura. Luizianne Lins, gritou bem alto que queria entrar o ano com pé esquerdo. Referia-se a sua posição politica. O castigo veio rápido. O festival de fogos foi aquele fiasco. Depois, a arquibancada da Domingos Olímpio arriou enquanto ela saracoetava na Sapucaí. Recomenda-se a Prefeita refazer a promessa. Aliás, se a arquibancada não caisse quem adivinharia onde a Loura estava durante o Carnaval? Leia mais.

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Toda a celeuma em torno da suposta sabotagem no caso da arquibancada evitou uma questão importante. As passagens para Luizianne ir ao Rio de Janeiro foi paga com dinheiro público? Se foi, qual a justificativa? Quantas pessoas foram? Onde se hospedaram?

Sabem como é, depois dos escândalos sobre o mal uso do cartão corporativo, quanto mais transparência, melhor.

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