Periculum in mora

Diário do Nordeste:
Tucanos fazem novo encontro de avaliação
O diretório municipal do PSDB promove amanhã mais um encontro para avaliar a viabilidade da pré-candidatura do secretário de Justiça e Cidadania do Estado, Marcos Cals, à Prefeitura de Fortaleza. Alguns tucanos cobram pressa na definição do rumo que o partido deve tomar na disputa deste ano. “É preciso que o partido tome essa decisão, senão fica difícil”, admitiu a presidente do PSDB na Capital, Tânia Gurgel.

Enquanto Cals continua resistente em aceitar o desafio, permanece a expectativa sobre um possível apoio do tucanato à senadora Patrícia Saboya (PDT), na disputa pela administração municipal. Em encontro pedetista no início do mês, ela revelou ao Diário do Nordeste que trabalhava para tentar atrair o apoio do PSDB à postulação dela.

Blog do Wanfil
Um dos mais conhecidos aforismos latinos é o “periculum in mora”, ou “o perigo da demora”. A expressão é usual entre operadorse do direito, mas em algumas circunstâncias, é perfeitamente adaptável à análise política. É o caso da (in)definição da candidatura do tucano Marcos Cals à Prefeitura de Fortaleza.

Usualmente, essas “consultas” são realizadas usada para referendar a decisão da cúpula partidária. Essa é a regra entre todos os partidos, inclusive o PT. Geralmente também, há uma sintonia entre o desejo das bases e a indicação dos dirigentes partidários.

Com Marcos Cals é diferente, pois não há decisão tomada. O Blog apurou que o fato de boa parte do eleitorado na capital ainda desconhecê-lo o aflige. Para ele, essa desvantagem só pode ser revertida com uma forte estrutura de campanha, especialmente no horário gratuito de televisão. Ou seja, Cals não aceita entrar apenas para ajudar a empurrar a eleição para um segundo turno.

Essa vacilação na hora de definir a candidatura própria fortalece a leitura de que os tucanos vêem a pedetista Patrícia Saboya como uma alternativa viável. Posição que reforça os receios de Cals. No entanto, alguns tucanos entendem que a candidatura própria é imprescindível para a sobrevivência do partido na capital, afinal, quem não aparece não é lembrado.

Enquanto isso, Luizianne ganha tempo para fazer campanha eleitoral. Por isso o velho lembrete: O perigo está na demora.

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