1968 - Da polêmica ao consenso
Em maio de 1968 uma série de protestos abalou a França e o ocidente. O movimento liderado por estudantes, e logo acompanhado por organizações de esquerda e por anarquistas, provocou distúrbios e violência. O objetivo inicial das manifestações era pressionar o governo do general Charles de Gaulle por mais liberdade. Num segundo momento, a confusão ganhou ares revolucionários, embalados pelo fantasma do stalinismo.
O jornal O Povo deste domingo trouxe uma matéria abordando o tema: O ano das revoluções. A iniciativa é boa e pertinente, mas o problema é que as autoridades e os personagens ouvidos para compor o texto sempre convergem, quando muito discordando apenas em tópicos irrelevantes e superficiais. Ironicamente, 1968 gera mais consenso que polêmica. O ano que muitos querem como símbolo da pluralidade virou objeto da mais convencional unanimidade.
Em linhas gerais, 1968 é retratado nas universidades, na imprensa e nos livros como um marco que representa a resistência contra toda forma de opressão e a favor da liberdade e dos direitos das minorias. A moda agora também é atribuir ao período as raízes da militância ecológica de hoje. Como diz o psiquiatra Victor da Silva Chaves, tudo não passa de mistificação para glorificar uma ideologia formada pela confluência de várias correntes do pensamento, como o estruturalismo, desconstrutivismo, a Escola de Frankfurt e o marxismo. Não por acaso, gente como José Dirceu e Dilma Rousseff sempre se fogem das evidências das acusações que lhes pesam no presente alegando o passado dos anos 60. Eles sabem da aura que santidade atribuída a essa época.
Fazer de 68 uma reação angelical contra a hipocrisia do mundo é dar aparência de humanismo a um projeto de combate a todos os valores que fazem a civilização cristã. O lema Paz e Amor dos hippies nunca foi uma súplica pelo fim da violência e pela fraternidade, mas um apelo disfarçado à idolatria da ociosidade e da luxúria.
É sintomático de que uma crise cultural está no ar quando os jovens, inexperientes e inseguros, é que passam a liderar uma sociedade. Sim, eles são facilmente manipuláveis, e foi isso o que aconteceu em 68, mas a idéia de que a juventude possui uma pureza idealista é tão infantil que somente pode prosperar entre os próprios jovens, geralmente arrogantes, e entres os que desejam usá-los. Quem nunca ouviu alguém mais velho, geralmente esquerdista, dizer que a atual geração é mais preparada e consciente que a dos seus pais? É truque, mas funciona.
O legado de 68 foi o abuso das drogas (e o conseqüente incremento do narcotráfico), a promiscuidade sexual, a contestação sem embasamento, a devassidão dos costumes, a transformação de taras pessoais em causas coletivas. Por isso quando você ouvir alguém falar sobre a falta de respeito aos valores fundamentais, como a família e a religião, a honestidade (traduzida no conceito de que os fins não justificam os meios), o trabalho e a responsabilidade, a paz como estabilidade e controle, saiba que a degradação destes ganhou o status de “luta” contra a opressão lá em 68.
Mas isso ninguém debate, pois quem o fizer corre o risco de ser taxado de conservador ou reacionário. E assim o ano das revoluções virou o ano da mesmice.





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Domingo, 18 Maio, 2008 às 11:49 am em


Vanderlei, mas uma noticia da Fortaleza sem lei…
quero ver a luizianne lins fazer publicidade disso…
A Fortaleza Bela foi incluída na lista negra de 945 municípios que perderam verba de transporte escolar. Não prestou contas do dinheiro público de 2007 até 15 de abril de 2008… Inadimplência, o motivo. A partir de maio fica sem receber os repasses federais do PNATE (Programa Nacional de Apoio ao Transporte Escolar), orçamento do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
87 cidades saíram da lista na semana passada. Enviaram a prestação de contas no final dos acréscimos. Nem isso Luizianne Lins fez. Deve estar mesmo mais preocupada se tem gelo para enxugar no balde do que com qualquer outra coisa…
Outras três capitais brasileiras na lista. Além da Fortaleza Bela, Vitória (ES), Recife (PE) e Porto Alegre (RS). O Josias em seu blog considerou isso um acinte! Boris Casoy considerará uma vergonha! A turma da Luizianne Lins, entre uma festa e outra, vai desconsiderar, é besteira!
Assim caminha Fortaleza, da merenda escolar para o transporte escolar…
Na lista negra do FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO, além da Fortaleza Bela, mais 23 cidades do Ceará… A secretaria estadual da Educação não poderia ter soltado um grito de alerta para os prefeitos inadimplentes?
1. PREFEITURA MUNICIPAL DE ALTO SANTO
19 Maio, 2008 às 5:37 am2. PREFEITURA MUNICIPAL DE ARARIPE
3. PREFEITURA MUNICIPAL DE BANABUIU
4. PREFEITURA MUNICIPAL DE BEBERIBE
5. PREFEITURA MUNICIPAL DE CASCAVEL
6. PREFEITURA MUNICIPAL DE CHAVAL
7. PREFEITURA MUNICIPAL DE DEPUTADO IRAPUAN PINHEIRO
8. PREFEITURA MUNICIPAL DE EUSEBIO
9. PREFEITURA MUNICIPAL DE GROAIRAS
10. PREFEITURA MUNICIPAL DE IBARETAMA
11. PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAIÇABA
12. PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPAGE
13. PREFEITURA MUNICIPAL DE JIJOCA DE JERICOACOARA
14. PREFEITURA MUNICIPAL DE MARCO
15. PREFEITURA MUNICIPAL DE MILAGRES
16. PREFEITURA MUNICIPAL DE MOMBAÇA
17. PREFEITURA MUNICIPAL DE MORAÚJO
18. PREFEITURA MUNICIPAL DE NOVA RUSSAS
19. PREFEITURA MUNICIPAL DE PACUJA
20. PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMACIA
21. PREFEITURA MUNICIPAL DE PARAMBU
22. PREFEITURA MUNICIPAL DE PINDORETAMA
23. PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTANA DO ACARAU