A elite sindical e a nova classe social
Sobre as contas privadas de Lula pagas com dinheiro do fundo partidário (leia mais aqui), resolvi republicar parte de um texto que escrevi em outubro do ano passado, para indicar a leitura de um livro que se encaixa bem na realidade brasileira atual.
A Nova Classe, de Milovan Djilas. Esse livro ninguém lê na universidade, afinal, é a revelação factual de que alguns líderes do progressismo, sempre cheios de amor e solidariedade, querem mesmo é se dar bem. Um estudo (e um relato) feito por alguém que viveu dentro da cúpula socialista do leste europeu.
O país hoje é governado por uma elite sindical arrivista, meio encantada com o universo dos vinhos caros e das roupas de grife proporcionados pela máquina pública - esse fenômeno já foi registrado pelo iugoslavo Milovan Djilas, dissidente soviético e desafeto de Stálin, que escreveu o livro A Nova Classe. Esses “burgueses” do capital alheio (é como são chamados por Reinaldo Azevedo), são dependentes das benesses propiciadas pelo Estado, gozam de luxo e riqueza sem precisar demonstrar eficiência administrativa, basta-lhes a fidelidade partidária. Essa nova classe é formada por uma legião que abriga desde sindicalistas semi-analfabetos até professores doutores de universidades públicas, e a fonte que custeia seus delírios é a mesma.





Publicado
:
Domingo, 25 Maio, 2008 às 4:20 pm em


Wanderley, eu nunca achei a chave para essa equação: os fatos vergonhosos mais óbvios na política brasileira são os que menos conseqüência trazem para o aprimoramento das instituições.
27 Maio, 2008 às 2:06 pmNenhum mito reflete melhor o trabalho do jornalismo do que Sísifo. Sinceramente, parabéns pelo trabalho. Eu não conseguiria carregar a mesma pedra tantas vezes.