Morais ou da Silva: Todo Lula é igual?
O programa Jogo Político, apresentado pelo jornalista Fábio Campos, realizado por uma parceria entre a TV O Povo e a Assembléia Legislativa do Ceará, teve como convidados na noite de ontem (segunda) os deputados Tomás Filho (PSDB) e Lula Morais (PC do B). Infelizmente, não pude assistir ao programa inteiro, mas os cinco minutos em que o acompanhei bastaram para constatar que as semelhanças entre o comunista e o seu xará mais poderoso, o petista Lula da Silva, vão além do apelido.
Ao tecer comentários sobre a prometida refinaria da Petrobrás para o Ceará, Lula Morais se mostrou confiante no empreendimento, lembrando que a situação atual é diferente da refinaria anunciada em 1998 pelo então governador Tasso Jereissati (PSDB), junto com parceiros árabes que depois desistiram do negócio. Agora, disse Morais, estudos avançados e um compromisso oficialmente firmado validam a promessa. O apresentador Fábio Campos lembrou que a Petrobras já havia assinado acordos já no governo Lula da Silva e mesmo assim não os cumpriu. Nessa hora, Lula Morais lembrou que se tratava apenas de um protocolo de intenções e não de um contrato, e que isso invalidava a promessa. Vale dizer: Lula que é Lula, independente do sobrenome, só é confiável de posse de um contrato registrado em cartório. E Tasso em 1998? Tinha contrato assinado? Não. Mas e daí? Para algumas pessoas, são as circunstâncias que determinam as convicções… E olha que o tucano não fez da refinaria uma promessa de campanha, ao contrário do petista, que mais de uma vez se lambuzou de óleo em solenidades públicas.
Para Lula Morais a refinaria dos árabes era algo virtual, uma bravata, e para dizer que agora tudo é diferente e ainda ressaltar as qualidades empreendedoras do governo de Lula da Silva, oferece como elemento de comparação a refinaria da Petrobras que… não existe. Lula que é Lula, independente do sobrenome, não dá bola para bobagens como lógica.
O comunista cearense prosseguiu com suas considerações formidáveis. Para justificar a demora no começo da obra, ele alegou que o Porto do Pecém foi mal planejado, e que por isso a refinaria seria construída após um complicado processo de amadurecimento. Entenderam? Para mostrar que o que não existe é bom e maravilhoso - no caso, a refinaria - , Morais critica o que foi feito (e entregue) pelos outros - ou seja, o Porto. É a primeira vez que vejo a engenharia como metafísica. O que será, se um dia for, já é muito melhor do que o que há. Parece complicado, mas a culpa não é minha. É que esses Lulas são assim, cheios de soluções sabidas.






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Terça-feira, 2 Dezembro, 2008 às 9:53 am em

