Segurança pública é… cada um por si e Deus por todos

O noticiário ferve. Assaltos a bancos e a carros-forte a qualquer hora do dia ou da noite. Balas perdidas matando inocentes. Cenas de pais chorando a perda de filhos, desolados e desesperados diante de câmeras de TV e de fotógrafos. Cenas que se repetem em Fortaleza, no Riode Janeiro, em Recife, em São Paulo, por todo o país.

Segundo dados da ONU, no Brasil 50 mil pessoas por ano morrem vítimas da violência. O número, evidentemente, é maior, uma vez que não estão computados aí os desaparecimentos ou os cemitérios clandestinos. É brutal. É guerra aberta. Policiais sem treinamento, sem equipamentos ou nível educacional e mal remunerados, reagem por instinto durante combates com criminosos. Poucas cadeias. Isso mesmo, poucas cadeias! E mais inocentes morrendo.

Apesar disso, nas próximas eleições, não se enganem, o debate político voltará a priorizar questões econômicas. Quem deu mais? Quem ajudou mais? As privatizações foram boas ou más? Pagamos o FMI! Crise, que crise? Enquanto inocentes morrem mais e mais.

Escrevi hoje no Twitter: rezo todo dia para não cruzar o caminho de um bandido. Rezo mesmo. E por minhas filhas e minha família. Essa é a garantia que resta. Sei que muitos gostam de aproveitar o ensejo das discussões sobre violência para falar sobre as “causas” sociais do crime. E aí ficamos naquela conversa de que todos somos culpados e que os marginais são vítimas da sociedade. Isso é uma tremenda injustiça com os pobres. Existe é impunidade! O crime é tolerado. Nesse ambiente deturpado é que bandidos do colarinho branco ou do pé descalço se sentem à vontade para agir.

Para fingir que algo está sendo feito, as autoridades providenciam grupos de discussão no final de seus mandatos, realizados em hotéis devidamente protegidos por seguranças particulares. Sobre isso, leiam os posts:   Como não resolver problemas e parecer eficaz e Como não resolver problemas e parecer eficaz 2.

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