Venezuela no Mercosul. Muitos falam sobre democracia, poucos a defendem de fato
Ontem, quinta-feira (29), a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou o ingresso da Venezuela no Mercosul. Em linhas gerais, a maioria dos senadores da Comissão votou alinhada com o governo Lula para rejeitar o relatório do senador Tasso Jereissati, que recomendava a não permissão para a entrada na Venezuela no Mercosul.
Em seu parecer, Tasso disse o que todos sabem, mas que alguns, por afinidade ideológica, buscam relativizar: Hugo Chávez, o presidente venezuelano, vem implatando por etapas uma nova forma de ditadura. Sim. Veículos de imprensa que criticam o governo são atacados e alguns já tiveram concessões arbritariamente canceladas. Os juízes, após mudança nas leis (o presidente tem maioria), têm prazos de atuação que só podem ser renovados por – adivinhem -: Chávez. A última foi a criação de uma milícia do governo, no melhor estilo das SS nazistas.
Muito se falou sobre o assunto. Mas o fato incontornável é que existe um protocolo que define critérios para que um país possa entrar (ou ser expulso) do Mercosul. Não se trata de avaliar a situação a partir de simpatias pessoais ou conveniências de qualquer ordem.
Uma rápida lida no Protocolo de Ushuaia, que define as regras do Mercosul, deixa clara a situação:
A República Argentina, a República Federativa do Brasil, a República do Paraguai e a República Oriental do Uruguai, Estados Partes do MERCOSUL, assim como a República da Bolívia e a República de Chile, doravante denominados Estados Partes do presente Protocolo, acordam o seguinte:
ARTIGO 1 – A plena vigência das instituições democráticas é condição essencial para o desenvolvimento dos processos de integração entre os Estados Partes do presente Protocolo.
Nesse sentido, o parecer foi corretíssimo ao definir que a Venezuela, hoje, não contempla os protocolos do Mercosul. As instituições democráticas venezuelanas estão rendidas ao chamado “bolivarianismo”. O Senado brasileiro deveria ter protegido o protocolo, o que significa proteger o continente de novas aventuras caudilhescas, como é tradição na América Latina. Mas preferiu ceder aos caprichos ideológicos do PT, com o argumento de que o ingresso é importante do ponto de vista econômico. É assim mesmo que hoje esses “democratas” enxergam o mundo: se der grana, os outros valores que se danem.
Segue abaixo a lista da votação na Comissão de Relações Exterior. Sempre que você ouvir esses senhores falando sobre a importância da democracia, lembre de como eles votaram, para saber se suas palavras correspondem aos seus atos.
A favor do ingresso da Venezuela no Mercosul:
Eduardo Suplicy (PT-SP)
Antônio Carlos Valadares (PSB-SE)
João Ribeiro (PR-TO)
João Pedro (PT-AM)
Pedro Simon (PMDB-RS)
Francisco Dornelles (PP-RJ)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Paulo Duque (PMDB-RJ)
Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR)
Flavio Torres (PDT-CE)
Renato Casagrande (PSB-ES)
Inácio Arruda (PCdoB-CE)
Contra o ingresso da Venezuela no Mercosul:
Heráclito Fortes (DEM-PI)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
José Agripino (DEM-RN)
Arthur Virgílio (PSDB-AM)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)

Che Guevara, não obstante sua aura mítica e falsa de angelical protetor dos oprimidos (logo um totalitarista), foi – como é fácil constatar em qualquer biografia, mas em especial naquela assinada por Jon Lee Anderson -, um fracasso como gestor de qualquer tipo de emprendimento. Por isso Fidel, após ter nomeado o companheiro para comandar a economia cubana, o despachou na primeira oportunidade, primeiro para missões diplomáticas, depois para espalhar a revolução no Congo e na Bolívia. Os resultados nunca passaram de fracassos. Fidel sempre foi mais astuto.
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cozinha. Apesar de conpirar contra o seu desejo, com coragem e determinação o roedor procura realizar o seu projeto e encaminhar sua vocação. Para isso, num momento antológico, o ratinho enfrenta o crítico gastronômico Anton Ego, o mais severo e impiedoso da França. É uma lição de vida. Ratatouille, o pequenino roedor, prefere correr o risco do fracasso a se enconder debaixo da autopiedade, ou a culpar terceiros, governos e adversidades circunstanciais pela própria sorte. O ratinho assume a sua vida e as consequências de suas escolhas. No final do filme, Anton Ego, cuja voz é interpetrada pelo ator Peter O´Toole, rendido ao talendo culinário de Ratatoullie, faz um dos melhores monólogos da história do cinema, que reproduzo a seguir: