Category: Comunismo

Veja lista dos 64 presos políticos que seguem em poder do regime castrista

Do site do Estadão (no post abaixo, vejam a foto dos humanistas cearenses que apoiam esse regime):

A reportagem do Estado obteve a lista dos 64 presos políticos que continuam detidos pelo regime cubano. A maior parte destes dissidentes foi presa em 2003 em uma onda de repressão desencadeada pelo regime de Fidel Castro. As penas variam entre 10 e 27 anos. Leia na edição do Estado desta quarta-feira, 17, a matéria completa sobre os ativistas detidos.

À época, eles foram acusados de trair a pátria a serviço dos EUA. A lista foi divulgada pela ilegal, porém tolerada, Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, ligada à oposição.

1.- Nelson Alberto AGUIAR RAMÍREZ

2.- Pedro ARGÜELLES MORÁN- Pre

3.- Víctor Rolando ARROYO CARMONA

4.- Mijail BARZAGA LUGO

5.- Oscar Elías BISCET GONZÁLEZ

6.- Margarito BROCHE ESPINOSA

7.- Marcelo CANO RODRÍGUEZ

8.- Juan Roberto DE MIRANDA HERNÁNDEZ

9.- Carmelo DÍAZ FERNÁNDEZ

10- Eduardo DÍAZ FLEITAS

11- Antonio Ramón DÍAZ SÁNCHEZ

12- Alfredo DOMÍNGUEZ BATISTA

13- Oscar Manuel ESPINOSA CHEPE

14- Alfredo FELIPE FUENTES

15- Efrén FERNÁNDEZ FERNÁNDEZ

16- Juan Adolfo FERNÁNDEZ SAINZ

17- José Daniel FERRER GARCÍA

18- Luis Enrique FERRER GARCÍA

19- Orlando FUNDORA ÁLVAREZ

20- Próspero GAINZA AGÜERO

21- Miguel GALVÁN GUTIÉRREZ

22- Julio César GÁLVEZ RODRÍGUEZ

23- José Luis GARCÍA PANEQUE

24- Ricardo Severino GONZÁLEZ ALFONSO

25- Diosdado GONZÁLEZ MARRERO

26- Léster GONZÁLEZ PENTÓN

27- Jorge Luis GONZÁLEZ TANQUERO

28- Leonel GRAVE DE PERALTA ALMENARES

29- Iván HERNÁNDEZ CARRILLO

30- Normando HERNÁNDEZ GONZÁLEZ

31- Juan Carlos HERRERA ACOSTA

32- Regis IGLESIAS RAMÍREZ

33- José Ubaldo IZQUIERDO HERNÁNDEZ

34- Rolando JIMÉNEZ POZADA

35- Librado Ricardo LINARES GARCÍA

36- Marcelo Manuel LÓPEZ BAÑOBRE

37- Héctor Fernando MASEDA GUTIÉRREZ

38- José Miguel MARTÍNEZ HERNÁNDEZ

39- Luis MILÁN FERNÁNDEZ

40- Nelson MOLINET ESPINO

41- Ángel Juan MOYA ACOSTA

42- Jesús MUSTAFÁ FELIPE

43- Félix NAVARRO RODRÍGUEZ

44- Jorge OLIVERA CASTILLO

45- Pablo PACHECO ÁVILA

46- Héctor PALACIOS RUIZ

47- Arturo PÉREZ DE ALEJO RODRÍGUEZ

48- Horacio Julio PIÑA BORREGO

49- Fabio PRIETO LLORENTE

50- Alfredo Manuel PULIDO LÓPEZ

51- Arnaldo RAMOS LAUZERIQUE

52- Blas Giraldo REYES RODRÍGUEZ

53- Alexis RODRÍGUEZ FERNÁNDEZ

54- Omar RODRÍGUEZ SALUDES

55- Marta Beatriz ROQUE CABELLO

56- Omar Moisés RUIZ HERNÁNDEZ

57- Claro SÁNCHEZ ALTARRIBA

58- Ariel SIGLER AMAYA

59- Guido SIGLER AMAYA

60- Ricardo SILVA GUAL

61- Fidel SUÁREZ CRUZ

62- Manuel UBALS GONZÁLEZ

63- Héctor Raúl VALLE HERNÁNDEZ

64- Antonio Augusto VILLAREAL ACOSTA

65- Orlando ZAPATA TAMAYO (Morto em fevereiro, após greve de fome de 85 dias)

Lula, Fidel e Raul Castro: os estadistas do humanismo comunista

Com muito alarde boa parte da imprensa noticiou que Lula começaria a fazer suas últimas viagens como presidente da República. Em alguns casos, dava até pra o tom meio nostálgico. Para muitos, Lula é um estadista internacional que mudou a geopolítica mundial.

Mas vejam só como os fatos às vezes costumam a implicar com essa empolgação retórica. Lula foi à Cuba visitar os ditadores e mentores da esquerda latino americana, Fidel e Raúl Castro. Uma observação: tem gente que acha que na ilha não existe oposição formal pelo fato de que todos amam o comandante, e que em agradecimento, dispensam caprichos como o direito ao contratidório. Essa turma não aceita a classificação de ditador para os Castro. Trata-se de cinismo ou de ato de fé, pouco importa.

Pois bem, o problema é que a chegada do presidente brasileiro coincidiu com a morte do prisioneiro político Orlando Zapata Tamayo após 85 dias de greve de fome. Zapata, 42 anos, um pedreiro de profissão, foi detido em 2003 e condenado a três anos de prisão por desacato. Na prisão, por sua atitude de desafio e confronto com as autoridades, foi submetido a vários julgamentos e acabou acumulando mais de 30 anos de prisão. A greve de fome começou no início de dezembro para protestar contra espancamentos sofridos na prisão de Holguín e para exigir um tratamento justo e ser reconhecido como um prisioneiro político.

Para a Anistia Internacional (AI), Zapata era considerado um “prisioneiro de consciência”. A União Europeia (UE) pediu a Havana que mostre mais respeito pelos direitos humanos.

Desculpas esfarrapadas e vergonhosas
O governo cubano, pasmem, responsabilizou os Estados Unidos. E Lula disse lamentar “que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome”.

Sobre essas declarações absurdas e criminosas – Lula, o estadista da galega,  coonesta abertamente com um regime violento, arbitrário, e ainda justifica seus atos de violência responsabilizando as vítimas -, sobre isso, vale a leitura do comentário de Arnaldo Jabor para o Jornal da Globo de quarta (25):

Os fatos agora podem ser manejados, tirados da cartola, jogados no lixo. As palavras hoje servem para soterrar os sentidos.

Raul Castro , o velho fascista cubano, disse que a culpa pela morte do Sapateiro Zapata é dos Estados Unidos. É, o prisioneiro morreu por culpa dos americanos e não pela repressão cubana que logo impediu na base da porrada protestos contra sua morte.]

Ai, Lula, que é especialista em transformar palavras em fatos e ocultar fatos com palavras, emendou de bate-pronto: “as pessoas precisam parar de fazerem cartas e depois dizerem que mandaram. Se tivessem pedido para mim para conversar, eu teria conversado”.

Em seguida, ele “reclama” do morto, dizendo que ele devia ter protocolado a carta. Imaginem o cara morrendo e protocolando a carta. Depois falou: “eu lamento que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome”.

Ai, fica difícil. Quer dizer que o morto de fome, além de ser assassinado pelos Estados Unidos, mentiu para o Lula que tinha mandado carta sem protocolo e também o sujeito relaxado esse Sapateiro se “deixou” morrer.

Que comentário pode ser feito sobre isso? Que a realidade é falsa. Só as versões mentirosas ou demagógicas são verdadeiras.

A morte do prisioneiro político Orlando Zapata Tamayo após 85 dias de greve de fome

Ócio criativo é no Terminal da Parangaba

Após a última mudança no secretariado da Prefeitura Municipal de Fortaleza, em junho do ano passado, a Secretaria de Esporte e Lazer de Fortaleza (Secel), capitaneada pelo professor Evaldo Lima, do Partido Comunista do Brasil, anuncia uma ação revolucionária, bem ao estilo programático da sigla, conforme noticia o site da Etufor.

É o Projeto Salão de Tabuleiro, iniciado hoje no Terminal da Parangaba, e que segue até o dia 20 próximo, oferecendo aos ”usuários de transporte coletivo (…) acesso a diversos jogos de mesa e tabuleiro, como totó, xadrez, dama, dominó, sinuca, ludo, futebol de botão, ping pong e gamão”.

Já imaginaram? O sujeito, enquanto espera o Paranjana 1, joga uma partida de totó para relaxar. O problema é que enquanto a partida segue, a fila aumenta e o alegre jogador poderá perder um assento no coletivo. Ou mesmo de perder o ônibus e ter que esperar mais uma hora. Mas essas são hipóteses que não devem desmerecer a ação. Afnal, a ideia é bam mais profunda, como explica a própria Secel:

“Os jogos promovem momentos de lazer e descontração, ao mesmo tempo em que trabalham a criticidade dos participantes. Para as Políticas Públicas de Lazer da Secel, o lazer inclui mais que um conjunto de atividades voltadas para a diversão e o descanso, sendo tratado como instância de formação e informação para as pessoas.”

É isso aí. Quer relaxar e ainda apurar seu senso crítico? Dê uma passadinha no Terminal da Parangaba.

Comissão da Verdade? Que verdade?

Artigo publicado no jornal O Estado

Nem a religião nem a ideologia podem escamotear a essência do terrorismo

Nem a religião nem a ideologia podem escamotear a essência do terrorismo

Aprendemos nas escolas que durante a ditadura brasileira, entre os anos 60 e 70, um grupo de angelicais jovens idealistas resolveu pegar em armas para restaurar a democracia no país.

Trata-se, com efeito, de uma impostura histórica. Vivíamos, de fato, um regime de exceção, mas nem todos que o combateram tinham os ideais democráticos como valor.

É bem provável que entre aqueles que optaram pela luta armada houvesse os que se imaginavam salvadores da pátria, mas pouco importa. Se um homem bomba explode a si e a terceiros, inclusive inocentes, imaginado servir a Deus, isso não muda a natureza do ato: terrorismo.

A essência doutrinária desses movimentos de “resistência” era inspirada e financiada pelos interesses mortíferos do stalinismo e do maoísmo. Queriam substituir a ditadura militar por outra ditadura de polo ideológico invertido: o comunismo.

Nessa guerra, o estado brasileiro agiu, por muitas vezes, de forma arbitrária. Disso ninguém duvida. Isso todos aprendem nas escolas. E nada justifica a ação dos militares. O que ninguém ensina nas salas de aula é que esses grupos de radicais esquerdistas também cometeram os seus crimes e torturas.

O fato de não terem logrado êxito, somado ao fim da ditadura militar, além da hegemonia cultural esquerdista nas chamadas ciências humanas, deu a esses terroristas o cenário ideal para recontar a história. Assim, ter sofrido violência não faz de um revolucionário totalitarista um santo, a menos que você esteja no Brasil.

Alguns desses agentes que tentaram impor a ditadura comunista no Brasil – (e isso já estava planejado antes do AI-5 – v. Jacob Gorender) – querem agora criar a “Comissão da Verdade” para “investigar” abusos cometidos durante o regime militar, desde que não tenham sido praticados por guerrilheiros esquerdistas.

Diante da repercussão em ano eleitoral do evidente direcionamento ideológico da medida, o presidente Lula recuou e mudou o texto para disfarçar a intenção revanchista da medida e evitar uma crise com as Forças Armadas. Não defendo a Anistia irrestrita, diga-se. Defendo que crimes bárbaros praticados em nome da política, seja de agentes da repressão ou de terroristas de esquerda, sejam igualmente punidos. Mas isso não vai acontecer nunca.

Nas escolas ensinarão aos nossos filhos que a Comissão da Verdade, essa que ignora convenientemente que os dois lados cometeram crimes, foi atacada e sabotada pelas forças reacionárias que, garantem, agem por aí.

A imprensa sob ataque

Artigo publicado no jornal O Estado

A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou ranking indicando que houve um retrocesso da liberdade de imprensa na América Latina. A entidade leva em conta episódios de violência contra jornalistas e órgãos de imprensa.

Entre os 175 países analisados, o Brasil ficou num sofrível 71º lugar. Os que apresentaram maior queda foram Venezuela (124º), Bolívia (95º), Nicarágua (76º) e Equador (84º), todos sob influência de Hugo Chávez.

Na Argentina (47º), o grupo Clarín tem sido alvo de constrangimentos impostos pelo casal Cristina e Néstor Kirchner. Leis feitas para restringir a atuação da imprensa foram aprovadas e operações fiscais buscam intimidar eventuais críticas ao governo argentino.

Em Cuba (170º), a blogueira Yoani Sánchez foi espancada por agentes de repressão da ditadura Castro. Sobre esse episódio, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado brasileiro aprovou, no último dia 11, voto de repúdio ao governo cubano, com posição contrária apenas de Inácio Arruda (PC do B). O senador cearense afirmou que prefere esperar pelas explicações da embaixada cubana. Eis a ética comunista.

Por afinidade ideológica, Arruda lança suspeita sobre a vítima de um regime totalitário, como se não soubesse que ela é proibida de deixar o próprio país, mesmo sem ter cometido crime algum. Somente essa condição de prisioneira por delito de opinião bastaria para que qualquer pessoa decente subscrevesse a nota de repúdio contra Cuba. Mas para um comunista, a decência não passa de um capricho pequeno-burguês e a liberdade de discordar é algo realmente detestável. Raúl Castro fuzilou pessoalmente vários cidadãos que ousaram questionar o irmão Fidel, comprovando o que digo.

No Brasil, curiosamente, essa situação não desperta o interesse de muitos dos que se dizem defensores da liberdade de imprensa. Uma rápida olhada nas páginas de suas entidades de representação basta para ver que eles estão ocupados em lamentar o fim da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, exigência criada pela ditadura militar justamente para controlar a atividade jornalística.

É nesse clima de ataque à liberdade de expressão que o presidente Lula declarou, em recente entrevista, que “o papel da imprensa não é fiscalizar, é informar”. Mas para sindicatos e professores universitários, criminoso mesmo foi o fim da reserva de mercado para jornalistas com diploma.

O muro de Berlim foi obra do socialismo

Artigo publicado no jornal O Estado

Na esteira das comemorações dos 20 anos da queda do Muro de Berlim, na última segunda-feira (9), reportagens, textos jornalísticos, ensaios e artigos rederam homenagens ao evento. Em linhas gerais, o argumento central do que pude ler e assistir centrou discurso na história da reunificação política que simbolizava o doce fim da Guerra Fria e o pacífico ocaso do socialismo soviético.

Acontece que essa sistematização simplificada dos eventos que culminaram na queda do muro serve mesmo é para escamotear a informação principal que deles podemos extrair. Afinal, por que o levantaram? Para que a compreensão integral daqueles fatos, é preciso, naturalmente, entender o contexto que os possibilitaram.

A verdade é que o Muro de Berlim representa a materialização das palavras de Churchill, ditas já em 1946: “De Stettin, no Báltico, até Trieste, no Adriático, uma cortina de ferro desceu sobre o continente”. E foi criado pelas autoridades socialistas da Alemanha Oriental para evitar que seus habitantes fugissem para a Alemanha Ocidental capitalista. Um alemão oriental, assim como um cubano nos dias de hoje, não podia sair de seu país. Vivia confinado em sua própria pátria.

Mas por que as pessoas queriam fugir do paraíso socialista? Por vários motivos, desde consciência política até instinto de sobrevivência. Depois do fim da Segunda Guerra, todos os países que ficaram sob domínio norte-americano, inclusive o Japão, foram devolvidos aos seus cidadãos e prosperaram. Já os países que ficaram sob a tutela da União Soviética, todos, sem exceção, experimentaram o horror de um regime responsável por aproximadamente 30 milhões de mortes causadas por fuzilamentos, enforcamentos, espancamentos, torturas e inanição forçada. Fora o colapso econômico.

Eis o sonho socialista. A imposição de uma ordem economicamente planificada e ineficaz e da supressão das divergências políticas. A disparidade entre esse modelo e o das democracias liberais é de tal envergadura que foi necessário uma intervenção física, um muro fortemente vigiado por guardas prontos para matar quem ousasse atravessá-lo. Muitos falam que outros muros precisam ser derrubados, como o da pobreza e o da intolerância, desviando o foco daquele episódio. A queda do Muro de Berlim vale pelo que é: a derrota do totalitarismo. Não foi por outro motivo que a chanceler Angela Merkel disse que a data marca uma “vitória da liberdade”.

Inácio Arruda não fala sobre cláusula democrática para comemorar entrada da Venezuela no Mercosul. Pudera.

O senador Inácio Arruda (PC do B – CE) assina artigo publicado na edição desta quarta do jornal O Povo. O título é a Consolidação do Mercosul. O texto versa sobre as maravilhas da provável entrada da Venezuela no Mercosul, após a maioria Comissão de Relações Exteriores de o Senado ter rejeitado o relatório do senador Tasso Jereissati (veja como votaram os senadores aqui).

Arruda despeja com desenvoltura os clichês políticos de resistência da América Latina contra o imperialismo norte-americano, associando-os a fabulosas estratégias comerciais benéficas, sobretudo, ao Brasil. A certa altura ele afirma que “a América Latina e a América do Sul sempre foram alvos de cobiça”. Bom. A América do Sul está contida na América Latina, mas o senador considera importante tratá-las como unidades separadas. De resto, é verdade. Tanto que Cuba financiou grupos terroristas armados – antes da ditadura militar, como bem revelou Jacob Gorender, ele mesmo um comunista - para fazer uma revolução no Brasil. Deu errado e o contragolpe militar, apoiado pelos EUA, se transformou em golpe. E esse foi o máximo de interesse que a AL despertou. No fundo, os países ricos estão preocupados é com o Oriente Médio.

Em outro trecho, Arruda manda ver: “Em 1998, a miséria na Venezuela atingia a (sic) 20% dos habitantes; em 2008, havia diminuído para 9%”. De onde o senador tirou esses números? Ele não disse. Talvez sejam dados do governo venezuelano, sei lá. Apesar de tamanha pujança, no mesmo artigo, o nosso comunista lembra que “entre 1998 e 2008, nossas exportações para a Venezuela aumentaram 850%, representando hoje o maior superávit individual da balança comercial brasileira”. O que exportamos para a Venezuela? Ele não diz, mas eu digo: comida. E ainda não basta para eliminar o desabastecimento nos supermercados de lá. Essa vantagem comercial não tem nada a ver com o Mercosul. Na verdade, os venezuelanos têm um crescente déficit conosco pela redução da capacidade produtiva doméstica. É o socialismo do século XXI de Chávez. Qualquer semelhança com Cuba não é mera coincidência.

Lapso?
No final, Inácio Arruda diz: “É inestimável a importância da ampliação do Mercosul para o nosso país. (…) O ingresso da Venezuela representa forte estímulo ao desenvolvimento das nações sul-americanas, com trocas de bens e serviços mais intensas e justas entre os países”.

Em todo o artigo, curiosamente, o comunista cearense não cita uma vez sequer a palavra democracia. Não é uma graça? Será a intuição de que o tema é constrangedor para o companheiro Hugo Chávez ou apenas uma natural convergência de compreensão sobre regimes de governo? Evidentemente o texto também não faz referências às milícias armadas na região, às prisões de sindicalistas que ousam fazer greves, aos presos políticos, às agressões contra a imprensa na Venezuela.

E o que Inácio pensa sobre a cláusula do Mercosul que faz da democracia plena um requisito fundamental para entrar no grupo? Bom, pelo visto, esse deve ser um mero detalhe diante das vantagens econômicas tão bem colocadas pelo parlamentar. Aliás, o argumento do relatório que sugeria a recusa em ter a Venezuela como participante do Mercosul era esse negócio inconveniente de democracia. Mas desde quando, sejamos francos, um comunista de verdade fez dos princípios democráticos uma prioridade?

The Soviet Story – Socialismo: por que matar é essencial?


Esse é um trecho do documentário A História Soviética, produzido pelo Parlamento Europeu – as imagens são impressionantes e irrefutáveis. Mais informações no site Soviet Story. A versão completa pode ser vista no Youtube. São imagens e depoimentos perturbadores e emocionantes, um relato fundamental para quem deseja conhecer a realidade da experiência socialista.

Para não esquecer o que foi a guerrilha do Araguaia

Artigo publicado no jornal O Estado

O sepultamento dos restos mortais do estudante cearense Bergson Gurjão Farias, militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e membro da guerrilha do Araguaia, desaparecido e morto em 1972, aos 25 anos de idade, deu margem a manifestações diversas, algumas muito justas, outras bastante equivocadas.

É certo que a tragédia que se abateu sobre o guerrilheiro, morto por forças militares em circunstâncias não esclarecidas, assim como a ocultação do cadáver, marcou para sempre parentes e amigos do jovem. Mas, infelizmente, episódios assim têm sido usados como propaganda ideológica para escamotear a natureza da guerrilha do Araguaia e a atuação do PC do B no período.

Não é possível permitir que as injustiças e a violência cometidas contra jovens militantes, muitos deles idealistas sonhadores que agiam por paixão e impulso, sirvam para encobrir o papel daqueles que recrutavam esses jovens e que hoje posam de democratas, quando, na verdade, queriam mesmo era instalar uma ditadura de pólo invertido, tão ou mais violenta quanto a já que existia: a comunista.

A guerrilha do Araguaia tem sido apresentada como um movimento pela restauração da ordem democrática no Brasil. Isso é falso. Forças revolucionárias de esquerda eram subsidiadas pelos totalitarismos soviético e chinês. O historiador Jacob Gorender, de formação marxista e ex-membro do “Partidão”, lançou na última quinta-feira (8), na Universidade de Brasília, o documentário “A Esquerda Revelada”. É uma boa oportunidade para evitar essas distorções.

“Atentados terroristas, seqüestros, assaltos a bancos estavam entre as estratégias dos partidos e facções de esquerda para implantar o comunismo no Brasil entre as décadas de 1960 e 1970”, afirma Gorender. Não é possível confundir a promoção de crimes com ações filantrópicas, apenas considerando eventuais alegações superiores.

Que se discuta os parâmetros da anistia, tudo bem. Mas que não se pense que uma causa, qualquer causa, possa servir de sustentação moral para a prática de crimes. Os fins não justificam os meios. Quem lutou por democracia no Brasil foi dom Eugênio Sales e Ulisses Guimarães, por exemplo, sem nunca incitar estudantes à luta armada.

Partidos comunistas que idolatram Mao, Che, Fidel, Lênin, Stálin e seus esbirros, não lamentam a tortura, mas sim o fracasso de suas revoluções. O resto é jogo de cena.

Ainda Honduras: não confundir contragolpe com golpe

À medida que a instabilidade política e institucional se agrava em Honduras, que a incerteza sobre o dia seguinte avança sobre a normalidade num país pobre e inconstante, cuja história é marcada por golpes e ditaduras, à medida que isso se avoluma, fica mais difícil discernir o certo do errado, a democracia do populismo e golpe de contragolpe.

Nesse terreno movediço, a bússola da análise deve se guiar por princípios solidamente construídos e anunciados. Neste blog a primazia é para o conceito moderno de democracia representativa, pensamento configurado nas obras de Alexis de Tocqueville e Stuart Mill. Também destaco Montesquieu a divisão dos poderes.

Resumindo: neste blog, a democracia é caracterizada pelo império das leis, que regula os poderes independentes e fiscalizadores entre si, cuja representação depende de concessão popular periódica.

Com esses pressupostos, vamos ver o que aconteceu em Honduras:

1 – A Constituição hondurenha proíbe alterações nas regras eleitorais. É cláusula pétrea;
2 – O presidente Manuel Zelaya, eleito de acordo com esses leis, resolve fazer um plebiscito para operar uma mudança e permitir a reeleição;
3 – O Judiciário, acionado pelo Ministério Público, declara a ilegalidade da consulta;
4 – Zelaya desconsidera o Judiciário e o Legislativo e manda o Exército fazer o plebiscito;
5 – O Exército se recusa com a correta alegação de que deve preservar a Constituição – nesse ponto, reproduzo texto de Reinaldo Azevedo: se o Exército tivesse sido obediente às ordens de Zelaya, o chefe do Executivo estaria tomando decisões contrárias à vontade do Congresso e à decisão da Justiça. ERA O GOLPE, O VERDADEIRO GOLPE;
6 – Zelaya insistiu e organizou um grupo para roubar as urnas que estavam nos quartéis e fazer, na marra, o plebiscito;
7 – A Suprema Corte anunciou que Zelaya, ao proceder contra a Constituição e ao desobedecer a decisão judicial, estava automaticamente deposto, conforme previsto pela legislação;
8 – Zelaya foi “expulso” do país, apesar de existir uma ordem de prisão contra ele. A alegação de brutalidade nessa expulsão não caracteriza golpe, uma vez que o ex-presidente já estava deposto;
 9 – Roberto Michelleti assume após recusa do vice-presidente, candidato nas próximas eleições;
10 – O Brasil e a Venezuela declaram apoio a Zelaya e promovem sua volta clandestina na embaixada brasileira;
11 – O governo interino de Honduras decreta estado de sítio, reforçando a verossimilhança dos argumentos de seus adversários;
12 – O governo dos EUA, que no primeiro momento embarcou na conversa de brasileiros e venezuelanos, já perceberam que há algo de errado na história e classificou a atuação de Zelaya na embaixada brasileira de irresponsável.

Conclusão
Zelaya tentou sabotar a democracia hondurenha, atentando contra as leis do país. Foi impedido, num contragolpe rápido, pelos demais poderes. Brasil e Venezuela gritam que houve Zelaya foi apeado do poder de forma ilegal. Não foi. As motivações de Lula e Chaves são de cunho ideológico. Tanto que, em outros palcos, abraçam e festejam gente como Kadafi, Mongabe e Raul Castro, notórios ditadores.

Degradação institucional calculada

Artigo publicado no jornal  O Estado

O expurgo promovido pelo governo Lula na Receita Federal, com a demissão de funcionários ligados à ex-secretária Lina Vieira, pode até parecer uma novidade, mas trata-se apenas de mais um ataque às instituições democráticas, algo comum nos últimos anos. O mesmo vem sistematicamente acontecendo em outros órgãos, como Polícia Federal, SNI e até o Senado, onde a oposição é mais forte.

Os dois primeiros foram utilizados para perseguir adversários de Lula em diversos episódios, como o dos aloprados ou dos grampos telefônicos. A matriz de toda essa degeneração está no modo como o governo enxerga essas instituições. No fundo, desejam subjugá-las  partido a que pertencem.

Reparem na foto do painel e vejam o socialismo do século 21. Somos a lata de lixo da História.

Reparem na foto do painel e vejam o socialismo do século 21. Somos a lata de lixo da História

Certa feita o presidente Lula disse que na Venezuela de Hugo Chávez havia democracia em excesso, não obstante o fato de que o discípulo de Fidel Castro implanta, paulatinamente, uma ditadura populista de esquerda em seu país. Esses três, juntos com Rafael Corrêa, Evo Morales e gente como Manuel Marulanda (falecido chefe das Farc), entre outros, são companheiros de longa data, desde o início das atividades do Foro de São Paulo, grupo que reúne partidos e entidades de esquerda latino-americana para traçar planos de ação continental. O último encontro aconteceu em agosto passado, no México.

São líderes que ainda enxergam o mundo presos aos antolhos da paixão ideológica mais atrasada, de viés maniqueista, que pode ser resumida pela idealização de um antagonismo entre a esquerda boazinha e a direita perversa (apesar de que o comunismo foi a doutrina mais mortífera da história humana).

Assim, quando um membro do clube fala em excesso de democracia, na verdade acusa, quase perplexo, a ação do que consideram ilegítimos focos de resistência, como partidos de oposição e veículos de imprensa (outro pilar institucional da democracia) que teimam em exercer a liberdade de expressão. Como podem não aderir aos propósitos de seres tão angelicais e puros?

Não por acaso, os maiores alvos nos países liderados por esses elementos, são sempre a imprensa, os parlamentos e o Judiciário. Para eles, mais democracia é menos pluralidade e mais permissividade. Os neopopulistas alardeiam que a democracia deve ser direta sempre. Esse processo de mudança de eixo do significado de democracia para referendocracia, como bem ensina o jurista Paulo Bonavides, é um golpe cuja intensidade pode variar conforme o grau de estabilidade de um País.

De todos os membros do Foro de São Paulo, o Brasil tem o melhor arranjo institucional. No entanto, os sucessivos escândalos, as intromissões, os desvirtuamentos, a patrulha, o aparelhamento e os expurgos, são amostras claras de que o grupo hoje aboletado no poder trabalha para subjugar o Estado brasileiro às vontades de uma ideologia e de um partido.

Ciro Gomes é o Benjamin Button da política

pittbenjaminbuttonCiro Gomes (PSB-CE) voltou a ser notícia em todo o país por causa de suas declarações polêmicas. Indagado sobre as especulações a respeito de uma candidatura ao governo de São Paulo, Ciro afirmou ontem que uma eventual aliança com o colega Paulo Maluf (PP-SP) não afetaria “a hegemonia moral e intelectual” de sua aliança. Em seguida, citou o cientista político italiano Antonio Gramsci: Faço aliança até com Satanás se for para fazer a obra de Deus“.

DivãComeço a desconfiar que Ciro Gomes é um case para estudos psicológicos. O avançar da idade não confere a prudência e o juízo típico da maturidade. Ciro é uma espécie de Benjamin Button da política. No filme estrelado por Brad Pitt, o personagem título nasce velho e rejuvenesce com o passar tempo. A graça da trama é que isso acontece apenas fisicamente. Button, quanto mais moço por fora, mais velho é por dentro. Ciro, às vezes, parece percorrer o mesmo caminho, mas com o sinal invertido. Os anos correm e o nosso ex-governador envelhece por fora, mas age como adolescente. Com o passar do tempo ele fica cada vez mais infantil, por dentro. Infantil no sentido de impulsivo e inconsequente. Pelo menos politicamente.

 

Imprudência

Dito isso, vamos ao ponto. Se Ciro afirma que não decidiu se será candidato ao governo paulista ao a presidente do Brasil, não haveria motivo para adiantar eventuais composições para as eleições. Especialmente Paulo Maluf, figura cuja imagem é associada a corrupção. Poderia ter dito: “Prefiro não falar sobre alianças agora, até porque eu ainda não sou candidato. Isso fica para o partido decidir”. Estaria em evidência, mas sem se enrolar.

MoralNo entanto, Ciro não resistiu à tentação de mostrar que é inteligente e parecer sofisticado. E citou Gramsci, para mostrar que é um esquerdista sofisticado. Em termos de gramscismo, Ciro não chega nem perto de FHC e de José Dirceu. Essa hegemonia moral que ele cita não é a moral cristã que muitos podem imaginar. É a moral revolucionária do comunismo. Essa é a moral segundo a qual matar um ser humano não é pecado, desde que ele seja burguês e não seja adepto da causa socialista. Fidel e seus admiradores sabem do que falo. Nesse caso, eliminar o maldito é um dever moral. Não sou eu quem diz isso. É Gramsci! A consciência do indivíduo é a consciência do partido. E o único interesse que importa é a revolução.

 

Taí onde Ciro chegou. Por isso não tem vergonha de afirmar que a obra de Deus pode precisar do satanás. Por isso não tem pudor ao cogitar aliança com Maluf ou mesmo de andar na companhia de mensaleiros aqui no Ceará.

Exploradores de neurônios

Segue abaixo trecho do comentário que recebi de um leitor pelo Paul Singer não tem vergonha. É o homem certo no lugar certo. Seu conteúdo constitui um exemplo bem acabado de como a educação brasileira, focada exclusivamente na adoração de surrados paradigmas marxistas, prende suas vítimas lá nos calabouços do pensamento político do século 19. Retomo em seguida.

Acho importante quando os interesses de classe são especificados de forma sincera, como esse texto se coloca. O Sr. Paul Singer deveria ser mais respeitado pela sua vida intelectual, sempre se contrapondo ao Modo Capitalista de Produção e seu famigerado sistema de relações de trabalho. Que desde a revolução industrial (sic), impôs aos trabalhadores e trabalhadoras (sic) a lógica da exploração como condição única de existência:

*os patrões mandam, os trabalhadores executam
*os patrões acumulam, os trabalhadores são expropriados
*os patrões acumulam e os recursos naturais expropriados (sic).

O começo até parece um elogio, mas não passa de uma tentativa de desqulificar minha argumentação com mera rotulação. É o máximo que um esquerdista médio pode alcançar em um debate. O leitor me acusa de estar a serviço de interesses de classe que, pelo critério dele, seriam moralmente indefensáveis. De um lado os bons, que são contra a exploração; de outro, os maus, que apostam na miséria dos outros. É a pedagogia do oprimido burro. O que o estudante brasileiro entende por direita corresponde ao que a esquerda acha da direita.

Em seguida, o coitado, que aprendeu na escola que a teoria da exploração de Marx é um advento da natureza, como a Lei da Gravidade, acaba por misturar alhos com bugalhos. Quando ele fala em EXPROPRIAÇÃO, na verdade quer falar em EXPLORAÇÃO. São coisas distintas. Expropriar é transformar a propriedade privada em propriedade coletiva (é um eufemismo para roubo). Explorar é que significa lucrar com o trabalho alheio.

Mas mesmo esse conceito de exploração não pode ser tomado como uma verdade incontestável. O próprio Marx morreu sem conseguir equacionar um problema crucial para o seu pensamento. Por isso ele não publicou o terceiro volume de O Capital.

A exploração, para Marx, podia ser comprovada pela mais-valia, que é o número de horas que o trabalhador é obrigado a cumprir para gerar lucro. Quanto mais horas na linha de produção, maior a exploração e maior o lucro do capitalista. Mas acontece que no final do século 19, a jornada de trabalho na Inglaterra foi reduzida para oito horas diárias – antes era brutal, coisa de 16, 18 horas por dia. No entanto, isso ninguém fala nas salas de aula, mesmo com a redução da mais-valia os lucros aumentaram, provando que a Teoria da Exploração de Marx era furada. Só no Brasil (talvez em Cuba) é que ela ainda é levada a sério.

A relação entre tempo e exploração só é verificável mesmo é no processo educacional brasileiro, que, em nome da doutrinação política, troca neurônios por fidelidade ideológica.

PS. A própria tese de Acumulação Primitiva do marxismo é bem questionável, uma vez que não existe modo de produção que prescinda de investimento inicial para executar uma produção. Mas isso fica para outro texto.

O MST lucra (e muito!) com a omissão das autoridades

O  Movimento dos Sem Terra (MST) no Ceará ameaça invadir a sede do  do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em Fortaleza. As lideranças do grupo alegam que suas reivindicações não foram atendidas, após negociação realizada quando 500 tomaram de assalto o local para protestar contra o corte de 62% no orçamento do Programa Nacional de Educação em Áreas da Reforma Agrária (Pronera).

É claro que os jornais irão anunciar a “ocupação pacífica” do MST, destacando sua determinação em lutar pela educação das crianças nos assentamentos (por que elas não estudam com outras crianças, em escolas regulares?). Essa é a abordagem que a patrulha do politicamente correto exige, quando o assunto diz respeito aos abusos cometidos por bandos organizados que dizem lutar por uma causa.

No entanto, como vivemos numa democracia amparada por um Estado Democrático de Direito, gostaria que alguém me provasse que o ato de invadir PRÉDIOS PÚBLICOS (usando mulheres e crianças e fazendo de funcionários reféns), para exigir DINHEIRO PÚBLICO público para uma ENTIDADE PRIVADA não deve ser classificada como uma ação de ameaça, chantagem e extorsão. Pior, ação criminosa premeditada e financiada também com dinheiro público, mostrando que o grupo deseja mesmo é manter a fonte de recursos para suas finalidades particulares. Afinal, mobilizar, transportar, alimentar e sustentar 500 pessoas (ou mais, como na invasão do Dnocs em 2007), pressupõe organização e recursos.

Por que ninguém exige do MST uma prestação de contas? O tal programa de “educação” nos assentamentos não passa de uma escolinha de revolução para incutir na cabeça dos “sem-terrinhas”, como são chamados os alunos que lá “estudam”, a doutrina do ódio consagrado à propriedade privada, à religião, aos “burgueses”, à democracia representativa e ao capitalismo. Ah! A gritaria pode ser traduzida em cifras. É resultado da redução no orçamento do programa de R$ 69 milhões em 2008 para R$ 26 milhões neste ano. Isso mesmo, o MST é MILIONÁRIO! E às nossas custas, já que faz o que quer com o dinheiro, inclusive patrocina invasões. Tem mais. Os professores das escolinhas não são concursados, e o conteúdo pedagógico é definido pelos interesses “revolucionários” do bando.

Insisto: que é feito do dinheiro público entregue ao MST? Quantos sem-terra conseguiram título de pequenos proprietários rurais após habitarem os assentamentos? Como eles são assistidos para que possam produzir e serem inseridos no MERCADO do AGRONEGÓCIO?

O INCRA poderia responder isso, se quisesse, ou se pudesse. Por último, uma curiosidade: onde estão o Ministério Público, o Judiciário e a polícia? Ou não é ilegal invadir prédios públicos? Esses invasores profissionais (falo da liderança do movimento) só consegue prosperar utilizando a força por causa da omissão de quem deveria contê-los, como determina a Constituição.

Por que tantos amam a Petrobras? 2ª Parte

Reproduzo trechos de uma notícia e de um artigo, para em seguida comentar mais um pouco sobre a CPI da Petrobras. Mais do que uma trivial disputa entre governo e oposição, o episódio revela a força da tradição patrimonialista brasileira, repaginada pelo comunismo. Para ler a íntegra dos textos, clique nos título em negrito.

Da Agência Estado:
PT ocupa diretorias e cargos estratégicos na Petrobras – Das 80 diretorias, gerências e assessorias graduadas da Petrobras e suas subsidiárias, 17 foram entregues ao PT e a sindicalistas ligados ao partido, duas ao PMDB e duas ao PP. O restante é ocupado por funcionários de carreira.

Do blog do jornalista Bruno Pontes:
Entenda de uma vez por todas: a Petrobras é do PT – O comando deu a ordem: todo mundo unido na defesa do patrimônio dos companheiros. (…) O partido programou uma manifestação para esta quinta (21), no Rio. Participam sindicatos de petroleiros (órgãos do PT), a CUT (central do PT), a UNE (juventude do PT), o MST (braço armado do PT), a OAB fluminense (cheia de advogados petistas) e “várias outras entidades dos movimentos sociais” (mais petistas). O site do PT vende a manifestação como um ato em defesa da Petrobras. (…) Se a instalação de uma CPI pode atrapalhar o funcionamento de uma empresa, é porque essa empresa funciona dentro do esquema da politicagem.

Wanfil
A mobilização e a gritaria que começa a se organizar contra a CPI, como se investigar irregularidades fosse o mesmo (ou pior) que cometê-las, é significativa. A unidade e a velocidade com que essas entidades comandadas por desocupados (alguém já viu trabalhador de verdade deixar seus afazeres para fazer passeata a mando do governo?) a soldo de um projeto político, mostra um senso de autopreservação alerta e muito operante.

Quando esses malandros dizem que uma estatal é do povo, é preciso entender que eles, na melhor tradição marxista, se consideram a quintessência do povo, a síntese perfeita e onisciente de um sociedade  idealizada e perfeita. Algo pertencer ao povo, significa pertencer ao partido, e, mais adiante, a eles mesmos, seus militantes. Quem disse que a Petrobras não foi privatizada?

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