Falta mão de obra qualificada no Brasil
Embora estejamos no Carnaval – período que para a maioria significa folga -, destaco trechos de uma matéria da Folha de São Paulo do domingo (14) que fala justamente sobre… trabalho. Em seguida comento (o link é para assinantes).
Brasil enfrenta “apagão” de mão de obra qualificada
Em 2009, 1,7 milhão de vagas oferecidas nas agências públicas de emprego não foram preenchidas, índice recorde. Baixo nível de escolaridade está entre as explicações. A alta rotatividade da mão de obra no Brasil é apontada como outro importante fator para a sobra de vagas no mercado de trabalho formal.
Eu mesmo já havia descrito tais características no post Crise derruba empregos na indústria. Essa percepção foi confirmada pela reportagem da Folha, baseada em dados oficias do Ministério do Trabalho. O assunto é sério e deveria constar na lista de debates dos candidatos presidenciais.
Os empregos que produzimos são de baixa qualidade e exigem pouca escolaridade, o que significa que nossos produtos possuem baixo valor agregado, ou seja, continuamos a exportar matéria-prima e a importar produtos beneficiados. Vendemos aço e compramos carros. A própria rotatividade alta é fruto de empregos temporários ou de excessiva dependência das variações de demandas por commodities agrícolas e minerais.
Um crescimento real e sustentado precisa reverter essa situação. Sem contar que existe a outra ponta do problema. O resto é papo furado, como programas do tipo Primeiro Emprego ou o PAC. Afinal, se por um lado não temos mão de obra qualificada, por outro também somos carentes de infra-estrutura adequada. Mas isto fica para outro post.
O presidente Lula afirmou, no Fórum Mundial Social (em Porto Alegre – RS), que o Fórum Economico de Davos (na Suíça) perdeu o “glamour” após a crise financeira internacional. É justamente nesse ambiente meio sem prestígio que o pessoal de Davos resolveu premiar o nosso presidente com o prêmio Estadista Global.