Category: Política

Veja lista dos 64 presos políticos que seguem em poder do regime castrista

Do site do Estadão (no post abaixo, vejam a foto dos humanistas cearenses que apoiam esse regime):

A reportagem do Estado obteve a lista dos 64 presos políticos que continuam detidos pelo regime cubano. A maior parte destes dissidentes foi presa em 2003 em uma onda de repressão desencadeada pelo regime de Fidel Castro. As penas variam entre 10 e 27 anos. Leia na edição do Estado desta quarta-feira, 17, a matéria completa sobre os ativistas detidos.

À época, eles foram acusados de trair a pátria a serviço dos EUA. A lista foi divulgada pela ilegal, porém tolerada, Comissão Cubana de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional, ligada à oposição.

1.- Nelson Alberto AGUIAR RAMÍREZ

2.- Pedro ARGÜELLES MORÁN- Pre

3.- Víctor Rolando ARROYO CARMONA

4.- Mijail BARZAGA LUGO

5.- Oscar Elías BISCET GONZÁLEZ

6.- Margarito BROCHE ESPINOSA

7.- Marcelo CANO RODRÍGUEZ

8.- Juan Roberto DE MIRANDA HERNÁNDEZ

9.- Carmelo DÍAZ FERNÁNDEZ

10- Eduardo DÍAZ FLEITAS

11- Antonio Ramón DÍAZ SÁNCHEZ

12- Alfredo DOMÍNGUEZ BATISTA

13- Oscar Manuel ESPINOSA CHEPE

14- Alfredo FELIPE FUENTES

15- Efrén FERNÁNDEZ FERNÁNDEZ

16- Juan Adolfo FERNÁNDEZ SAINZ

17- José Daniel FERRER GARCÍA

18- Luis Enrique FERRER GARCÍA

19- Orlando FUNDORA ÁLVAREZ

20- Próspero GAINZA AGÜERO

21- Miguel GALVÁN GUTIÉRREZ

22- Julio César GÁLVEZ RODRÍGUEZ

23- José Luis GARCÍA PANEQUE

24- Ricardo Severino GONZÁLEZ ALFONSO

25- Diosdado GONZÁLEZ MARRERO

26- Léster GONZÁLEZ PENTÓN

27- Jorge Luis GONZÁLEZ TANQUERO

28- Leonel GRAVE DE PERALTA ALMENARES

29- Iván HERNÁNDEZ CARRILLO

30- Normando HERNÁNDEZ GONZÁLEZ

31- Juan Carlos HERRERA ACOSTA

32- Regis IGLESIAS RAMÍREZ

33- José Ubaldo IZQUIERDO HERNÁNDEZ

34- Rolando JIMÉNEZ POZADA

35- Librado Ricardo LINARES GARCÍA

36- Marcelo Manuel LÓPEZ BAÑOBRE

37- Héctor Fernando MASEDA GUTIÉRREZ

38- José Miguel MARTÍNEZ HERNÁNDEZ

39- Luis MILÁN FERNÁNDEZ

40- Nelson MOLINET ESPINO

41- Ángel Juan MOYA ACOSTA

42- Jesús MUSTAFÁ FELIPE

43- Félix NAVARRO RODRÍGUEZ

44- Jorge OLIVERA CASTILLO

45- Pablo PACHECO ÁVILA

46- Héctor PALACIOS RUIZ

47- Arturo PÉREZ DE ALEJO RODRÍGUEZ

48- Horacio Julio PIÑA BORREGO

49- Fabio PRIETO LLORENTE

50- Alfredo Manuel PULIDO LÓPEZ

51- Arnaldo RAMOS LAUZERIQUE

52- Blas Giraldo REYES RODRÍGUEZ

53- Alexis RODRÍGUEZ FERNÁNDEZ

54- Omar RODRÍGUEZ SALUDES

55- Marta Beatriz ROQUE CABELLO

56- Omar Moisés RUIZ HERNÁNDEZ

57- Claro SÁNCHEZ ALTARRIBA

58- Ariel SIGLER AMAYA

59- Guido SIGLER AMAYA

60- Ricardo SILVA GUAL

61- Fidel SUÁREZ CRUZ

62- Manuel UBALS GONZÁLEZ

63- Héctor Raúl VALLE HERNÁNDEZ

64- Antonio Augusto VILLAREAL ACOSTA

65- Orlando ZAPATA TAMAYO (Morto em fevereiro, após greve de fome de 85 dias)

A filha de Che no Ceará: muita ideologia e pouca realidade

Admiradores do regime cubano se confraternizam na AL

Vou falar de um assunto que parece velho e distante, não obstante a sua importância: ideologia. O tema me veio à mente por ocasião da visita ao Ceará da pediatra Aleida Guevara, filha do guerrilheiro Che Guevara. A médica participou de eventos na Assembleia Legislativa e no Centro Urbano de Cultura, Arte, Ciência e Esporte (Cuca), que leva o nome de seu pai.

Muita paixão e pouco informação
A presença da filha de Guevara ensejou manifestações na AL, contra e a favor da ditadura cubana. As discussões, como geralmente acontece quando se é movido à paixão política, resultaram em muito barulho e pouca informação.

Afinal, quem foi Che Guevera? Quantos “Ches” existem? O revolucionário que falava em um novo homem podia conviver com o militar que chefiou o primeiro campo de concentração da América Latina? O defensor da paz pode ser o mesmo homem que fuzilava adversários pessoalmente?

A deias, amigos, são a fonte das ações. Mas quando elas brotam da paixão, do misticismo, ou da propaganda ideológica, a história mostra, não resultam em boa coisa. Ideologia, grosso modo, é uma proposta de intervenção na realidade. Mas se essa proposta parte de uma falsa visão de presente, o fracasso é certo.

Dica de leitura
O que a figura e a história de Che Guevara, que dá nome a obras públicas em Fortaleza e ainda exerce fascínio sobre grupos políticos influentes no Ceará tem a oferecer aos Ceará? Quem tiver interesse sobre o assunto e quiser ir além do bate-boca de militantes esquerdistas, uma boa dica é o livro “Che Guevara: uma Biografia”, de John Lee Anderson (Objetiva, 1997).

Anderson é o maior especialista sobre o tema e a leitura de sua obra, muito bem documentada, é fácil e proveitosa. Vejam lá, por exemplo, como uma mãe foi pedir a Che, diretor de La Cabana (o campo de concentração cubano), que poupasse a vida do filho de 17 anos. O revolucionário pediu o prontuário do rapaz, preso por pichar um muro com críticas a Fidel, e mandou executá-lo imediatamente. Disse que era para a mãe não sofrer a agonia da espera.

Par quem acha que isso é passado, basta lembrar que Lula comparou presos políticos de Cuba a criminosos comuns no Brasil. É a ideologia embotando a realidade.

Publicado originalmente no Blog da Janga

A volta do mensalão

Um fantasma que parecia desaparecido volta a assombrar, justamente em ano eleitoral, o comando do Partido dos Trabalhadores: é o mensalão.

Lembrando
Em 2005, o ex-deputado Roberto Jefferson, chefe do PTB e aliado do governo Lula, expôs ao país o esquema de desvio de dinheiro público para a compra sistemática de apoio de parlamentares no Congresso Nacional, apelidado de mensalão. Na época, o tesoureiro do PT, Delúbio Soares, profetizou: “As denúncias serão esclarecidas, esquecidas e acabarão virando piada de salão“.

A volta
Quando tudo parecia que a previsão de Delúbio seria concretizada, uma nova investigação trouxe à cena as conexões entre o novo tesoureiro do PT, João Vaccari e o mensalão. A revista Veja desta semana estampa em sua capa a matéria O Pedágio do PT, e apresenta uma nova testemunha que, segundo a Procuradoria-Geral da República, revela, com fartura de provas, como funcionava a trama.

O personagem
As novas acusações se baseiam numa série de depoimentos prestados pelo corretor financeiro Lúcio Bolonha Funaro. Suas revelações foram consideradas tão contundentes, que as autoridades decidiram aceitar o pedido de perdão judicial em troca de informações como nomes, valores, datas e documentos bancários que provariam um sistema de arrecadação de proprinas para o PT.

Fantasma
Acusações devem ser examinadas a fundo, para evitar injustiças. Isso no âmbito jurídico, que funciona em ritmo lento. A imprensa, nesse caso, trabalha com informações oficiais. Ocorre que, no universo político, carregado de simbolismos, acusações são exploradas eleitoralmente, antes de qualquer veredicto. Por outro lado, essa característica é também uma das desculpas que os acusados de corrupção utilizam, fazendo-se de vítimas de uma suposta conspiração. Fica para o eleitor julgar.

Esperança?
Vale lembrar que, se o caso é explosivo, se volta a mexer com a cúpula do partido que está no poder, não é só por causa do jogo político. É que o mensalão, o maior caso de corrupção de nossa história, nunca foi passado a limpo, e seus operadores e beneficiários sempre apostaram no esquecimento e na impunidade.

Para o público, fica aquela sensação de que nada presta e de que não adianta cobrar punição. Essa frustração é o maior alimento para repercutir novas acusações, pois reacende a esperança de que, desta vez, quem sabe, algo seja feito.

Omissão diante de ditadura cubana mancha imagem do governo brasileiro

Artigo para o Blog da Janga

Em Cuba, Fariña iniciou greve de fome após morte do companheiro Zapata. Pode ser a próxima vítima do castrismoO caso do preso político cubano Orlando Zapata Tamayo, falecido após 85 dias de greve de fome, continua repercutindo em todo o mundo. O Parlamento Europeu aprovou, ontem (11), resolução que condena a “inevitável e cruel” morte de Zapata e alerta sobre o perigo de um “fatal desenlace” para a greve de fome que outro preso político, Guillhermo Fariña (foto), que já dura 17 dias.

Reação brasileira
Sobre a morte de Zapata, que aconteceu durante uma visita de Lula aos ditadores Fidel e Raul Castro, o brasileiro afirmou: “Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome.”

Depois Lula voltou ao tema, em entrevista à agência Associated Press: “Temos de respeitar a determinação da Justiça e do governo cubanos de prender as pessoas em função da legislação de Cuba, como quero que respeitem a do Brasil”.

Comento:
A posição do governo brasileiro, expressa pelo próprio presidente da República, é constrangedora. Primeiro Lula tergiversou, para depois optar pela omissão deliberada. É bom lembrar que um sistema legal que impeça a livre manifestação de opositores, por si só, já merece repúdio da pessoas de bem. Quando isso implica na MORTE DE CIDADÃOS QUE NÃO COMETERAM CRIMES, a situação deve ser devidamente exposta, como fizeram os europeus. Trata-se de uma obrigação moral.

Liderança internacional
Muitos acreditam que Lula é uma liderança mundial, embora simpatia não garanta espaço político efetivo no palco das nações. O Brasil sonha com uma vaga no Conselho de Segurança da ONU, mas vacila na hora de se posicionar contra as arbitrariedades cometidas por governos violentos como o cubano. E não custa lembrar que Lula soube meter a colher em assuntos externos na hora de criticar Colômbia e Honduras.

Política externa
Essa alternância de posições revela, claramente, aos olhos do mundo, que o governo brasileiro define suas posições não a partir de convicções, mas de conveniências ideológicas. Se for esquerdista, pode fazer e acontecer, e eliminar opositores vira “questão interna”. Não por acaso a resolução do Parlamento Europeu foi enfática e contrária ao que disse Lula, ao lembrar que a morte do prisioneiro político foi “INEVITÁVEL E CRUEL” justamente por ser resultado de uma violência do governo cubano. A greve de fome foi um pedido de socorro.

Valores
Democracia não é capricho nem concessão de um líder . É um sistema de valores construído pela coletividade e que leva em consideração, sobretudo, os direitos humanos de CADA INDIVÍDUO, tenha ele as convicções políticas que tiver. Se por uma lado o Parlamento Europeu está de parabéns por se posicionar firme ao lado da democracia, o Brasil saiu menor nesse episódio. E Lula mais ainda.

Coincidência ou método?

Artigo publicado no jornal O Estado

Outra vez um tesoureiro do PT aparece envolvido num escândalo milionário relacionado com financiamento ilegal de campanhas eleitorais. A revista Veja desta semana mostrou uma investigação do Ministério Público de São Paulo sobre o esquema Bancoop, sigla para Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo.

Após analisarem 8.000 páginas de registros de transações bancárias realizadas pela cooperativa entre 2001 e 2008, os procuradores acusam figurões do Partido dos Trabalhadores, entre eles o seu novo tesoureiro, João Vaccari, homem de confiança de Lula e Dilma, de comandar o desvio de dinheiro dos cooperados e de estatais para financiar campanhas e enriquecer companheiros.

Antes de continuar, um desvio ilustrador. Participei recentemente de um encontro com estudantes de jornalismo e publicidade numa faculdade particular. Na ocasião, uma produtora de vídeos, ao falar sobre profissionalismo, revelou que, mesmo sendo “petista de carteirinha”, já havia trabalhado em campanhas de outros partidos. Segundo o seu relato, pelo menos uma vez ela sentiu-se constrangida. Foi quando, fazendo uma campanha para Roseana Sarney, testemunhou Lula, no palanque, segurando as mãos da candidata e de seu pai, José Sarney.

E o que tem a ver um caso com o outro? Simples. Na cachola da militante petista, a cena de união entre Lula – o símbolo da pureza na política, segundo o PT – e Sarney – o símbolo da corrupção, segundo o PT na oposição –, configurava um desvio digno de lamento, mas nada que conspurcasse aquela pureza original. Por isso ela continua uma “petista de carteirinha” (essa expressão mostra um forte sentimento de grupo).

Ocorre que nem a militante inocente, nem muita gente boa, querem enxergar o óbvio: as coligações com antigos desafetos acusados de corrupção (mas cujo pecado era ser adversário) e os recorrentes problemas com tesoureiros envolvidos com caixa 2 não constituem meros desvios acidentais, mas, antes disso, comprovam um método de atuação. O perfil e o currículo de seus operadores, não por acaso, se assemelham.

Enquanto a militante sonhadora se agarra à lembrança mítica do PT que vinha para mudar, daquele que era o partido da ética, deixa passar como simples desatenção, aquilo que, no fundo, é a essência da sigla da qual tanto se orgulham.

Eleições e expectativa de poder: tucanos avançam na base governista

Essa é do blog do Lauro Jardim/Veja:

Além das já conhecidas conversas com o PTB e o PSC, os tucanos estão agora negociando com outras legendas pequenas da base aliada de Lula. São ao menos mais dois partidos que têm se reunido com a cúpula do PSDB para negociar a aliança na chapa de José Serra.

A desenvoltura desse assédio da oposição sobre partidos da base aliada é a face expressa de um ambiente partidário frágil e de uma aposta eleitoral. Como sabemos, os partidos não se aliam uns aos outros somente por convicção, mas também, em muitos casos, por conveniência. Quem imaginou, por exemplo, uma aliança entre Collor e PT, como neste ano em Alagoas? Para completar, a legislação frouxa contribui com a mercantilização da política quando permite a profusão de siglas de aluguel.

Mas existe também outra observação, de ordem prática. Partidos políticos também se unem ao sabor da chamada expectativa de poder. Ou seja, essas agremiações, mesmo as maiores e descentralizadas, como o PMDB, avaliam as possibilidades de vitória eleitoral e de composição em futuros governos. A depender do quadro, a abertura para novos entendimentos pode surgir.

Se o candidato da oposição, que não tem a máquina, consegue atrair aliados do governo no apagar da luzes, isso pode significar: 1) descontentamento com a candidatura oficial; 2) desconfiança sobre o sucesso dessa candidatura; 3) aposta na vitória da oposição, 4) chantagem eleitoral para obter favores do governo. Ou tudo isso junto, não necessariamente nessa ordem. O fato é que existe um cálculo a guiá-los. A eventual confirmação desse movimento, prevista para abril, prova que a disputa está aberta, o contrário do que dizem alguns. Como diria Alan Neto, quem viver, verá.

Lula se licenciar da Presidência para ajudar Dilma? Fala sério!

Até agora Lula não precisou se afastar da Presidência para subir no palanque com Dilma. Por que ele faria isso?

Até agora Lula não precisou se afastar da Presidência para subir no palanque com Dilma. Por que ele faria isso?

 O mais novo boato da praça para as eleições deste ano – plantado em colunas de jornal e baseado em revelações de “fontes” - diz que Lula deve se licenciar do cargo para ajudar sua candidata Dilma Rousseff, situação em que o senador José Sarney assumiria interinamente a Presidência da República.

Tanto desapego teria duas causas nobres: 1) Lula priorizaria a eleição de Dilma para garantir a continuidade do seu legado; 2) evitar problemas com a Justiça Eleitoral. No entanto, não é preciso ser gênio para perceber que a melhor forma de ajudar a candidata oficial é estar no comando da máquina (e não abdicar dela), e que a Justiça Eleitoral não preocupa Lula – que há dois anos deu início a uma campanha eleitoral que só o TSE não quer ver. 

Truque
Essa historinha de sair do cargo não vazou de graça.
E a intenção é óbvia. Lula não se licenciará. E qual então a utilidade do boato? Simples: justamente fortalecer o papel de Lula como cabo-eleitoral de Dilma, passando para o público a ideia de que Lula em campo é imbatível.

É mistificação do presidente com interesse de potencializar a associação de sua imagem com a da candidata. Tudo perfeito. Lula, que tem alta popularidade, também imaginou que ganharia de lavada em 2006. Levou um susto quando o insosso Geraldo Alckmin passou dos 40% dos votos e levou a disputa para o segundo turno. Como vemos, nem sempre o esforço de mistificação consegue produzir o resultado que se espera.

Lula é um trunfo para Dilma? Evidente. Mas daí a pintá-lo como mágico das urnas vai uma distância. Em 2008, “o cara” foi a São Paulo como um Midas eleitoral e abençoou Marta Suplicy. A mulher perdeu de lavada para Kassab. O fato mesmo é que essa conversa de escalar Lula como arma secreta acaba revelando um certo receio de que a candidata biônica não tenha força suficiente para, munida apenas de sua própria graça, ser competitiva o bastante.

Nova pesquisa Datafolha complica candidatura presidencial de Ciro

Nova pesquisa Datafolha, divulgada pelo jornal Folha de São Paulo. Em negrito seguem os números da consulta realizada agora entre os dias 24 e 25 de fevereiro, e, entre parênteses, para comparação, os números da pesquisa feita entre os dias entre 14 e 18 de dezembro:

Primeiro turno
Serra – 32% (37%)
Dilma – 28% (23%)
Ciro – 12% (13%)
Marina – 8% (8%)

Cenário sem Ciro:
Serra - 38% (40%)
Dilma - 31% (26%)
Marina - 10% (11%)

Comento: Nas últimas semanas dois candidatos, ou pré-candidatos, à Presidência da República buscaram mais espaço no noticiário nacional. Ciro Gomes, que estrelou o programa do PSB; e Dilma Rousseff, que foi aclamada candidata petista no congresso do partido. Campanha antecipada que só o TSE insiste em não ver. O esforço de ambos, evidente, intencionava vitaminar seus desempenhos nas pesquisas. Dilma conseguiu, Ciro não.

Um outro dado da pesquisa é especialmente importante para avaliar esse movimento de avanço de uma e estagnação do outro:

Os eleitores conhecem o candidato?
Serra – 38% (40%)
Dilma – 31% (26%)
Marina – 10% (11%)

Comento: Ciro não conta com o recall (lembrança do nome proveniente de outras eleições) que possui. Para o eleitor ele é carta fora do baralho, embora seja conhecido. A polarização que o deputado diz ser prejudicial para o debate público não é mais uma possibilidade, é um fato real, embora José Serra ainda não tenha confirmado a intenção de disputar o Planalto. Para o possível candidato do PSB, com o passar do tempo fica cada mais difícil atrair aliados e recursos. Além do mais, Dilma mostrou que tem força para sustentar uma candidatura da base sem a necessidade de reforço de um segundo nome, como defende Ciro.

O desempenho de Dilma, embalada pela força do petismo, o apoio do padrinho Lula e o uso do cargo de ministra para se manter em evidência nos palanques do PAC, era esperado. E ainda há margem para que ela avance mais alguns pontos até o final de março, início de abril. A questão é ver, entre Serra e Dilma, quem consegue ir além do patrimônio eleitoral que seus respectivos partidos possuem.

Lula, Fidel e Raul Castro: os estadistas do humanismo comunista

Com muito alarde boa parte da imprensa noticiou que Lula começaria a fazer suas últimas viagens como presidente da República. Em alguns casos, dava até pra o tom meio nostálgico. Para muitos, Lula é um estadista internacional que mudou a geopolítica mundial.

Mas vejam só como os fatos às vezes costumam a implicar com essa empolgação retórica. Lula foi à Cuba visitar os ditadores e mentores da esquerda latino americana, Fidel e Raúl Castro. Uma observação: tem gente que acha que na ilha não existe oposição formal pelo fato de que todos amam o comandante, e que em agradecimento, dispensam caprichos como o direito ao contratidório. Essa turma não aceita a classificação de ditador para os Castro. Trata-se de cinismo ou de ato de fé, pouco importa.

Pois bem, o problema é que a chegada do presidente brasileiro coincidiu com a morte do prisioneiro político Orlando Zapata Tamayo após 85 dias de greve de fome. Zapata, 42 anos, um pedreiro de profissão, foi detido em 2003 e condenado a três anos de prisão por desacato. Na prisão, por sua atitude de desafio e confronto com as autoridades, foi submetido a vários julgamentos e acabou acumulando mais de 30 anos de prisão. A greve de fome começou no início de dezembro para protestar contra espancamentos sofridos na prisão de Holguín e para exigir um tratamento justo e ser reconhecido como um prisioneiro político.

Para a Anistia Internacional (AI), Zapata era considerado um “prisioneiro de consciência”. A União Europeia (UE) pediu a Havana que mostre mais respeito pelos direitos humanos.

Desculpas esfarrapadas e vergonhosas
O governo cubano, pasmem, responsabilizou os Estados Unidos. E Lula disse lamentar “que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome”.

Sobre essas declarações absurdas e criminosas – Lula, o estadista da galega,  coonesta abertamente com um regime violento, arbitrário, e ainda justifica seus atos de violência responsabilizando as vítimas -, sobre isso, vale a leitura do comentário de Arnaldo Jabor para o Jornal da Globo de quarta (25):

Os fatos agora podem ser manejados, tirados da cartola, jogados no lixo. As palavras hoje servem para soterrar os sentidos.

Raul Castro , o velho fascista cubano, disse que a culpa pela morte do Sapateiro Zapata é dos Estados Unidos. É, o prisioneiro morreu por culpa dos americanos e não pela repressão cubana que logo impediu na base da porrada protestos contra sua morte.]

Ai, Lula, que é especialista em transformar palavras em fatos e ocultar fatos com palavras, emendou de bate-pronto: “as pessoas precisam parar de fazerem cartas e depois dizerem que mandaram. Se tivessem pedido para mim para conversar, eu teria conversado”.

Em seguida, ele “reclama” do morto, dizendo que ele devia ter protocolado a carta. Imaginem o cara morrendo e protocolando a carta. Depois falou: “eu lamento que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome”.

Ai, fica difícil. Quer dizer que o morto de fome, além de ser assassinado pelos Estados Unidos, mentiu para o Lula que tinha mandado carta sem protocolo e também o sujeito relaxado esse Sapateiro se “deixou” morrer.

Que comentário pode ser feito sobre isso? Que a realidade é falsa. Só as versões mentirosas ou demagógicas são verdadeiras.

A morte do prisioneiro político Orlando Zapata Tamayo após 85 dias de greve de fome

Justiça suspende cassação de Kassab. Mas… Por que é mesmo que lhe querem tomar o mandato?

Da Folha Online:

Justiça suspende cassação de Kassab e de oito vereadores
A Justiça Eleitoral acolheu nesta segunda-feira pedido de efeito suspensivo formulado pela defesa do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), cassado por suposto recebimento de doações ilegais na campanha de 2008. Com isso, a sentença de cassação está suspensa até o pronunciamento do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo.(…) As sentenças do juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, foram divulgadas nesta segunda-feira. Segundo as sentenças, Kassab e Alda receberam R$ 10 milhões em doações irregulares. O valor representa 33,5% do total declarado na prestação de contas do prefeito – cerca de R$ 29,8 milhões. (…) Silveira estabeleceu o percentual de 20% da arrecadação como piso para caracterizar o abuso de poder econômico. 

O caso aconteceu em São Paulo, mas seu alcance pode ter implicações nacionais. Explico. O juiz Aloisio Sérgio Rezende Silveira entendeu que as doações feitas à campanha do prefeito paulista foram ilegais.

Por que elas seriam ilegais? Simples. Parte dos recursos arrecadados teriam origem em empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público. O problema é que as empresas relacionadas não podem ser classificadas assim, pois não possuem relação direta com os contratos firmados. O jornalista Reinaldo Azevedo publicou em seu blog trecho do parecer do próprio Ministério Público Eleitoral: [as doações] não vêm ‘diretamente [de] concessionárias de serviços públicos, mas apenas [de] integrantes, acionistas, investidoras, associadas em consórcio ou sob a forma de holding ou conglomerado econômico’.” Em outras palavras, as doações foram LEGAIS, afinal, não há relação direta, conforme exige a lei para desqualificá-las. É possível até não concordar com a lei, só não é possível mudá-la na marra.

Outro detalhes, nada irrelavante: já existe jurisprudência no TSE sobre o assunto, que julgou acusação semelhante em relação as contas do presidente Lula na campanha de 2006. Ele foi devidamente absolvido.  

Além do mais, esse percentual de 20% que o juiz Silveira utiliza simplesmente não tem amparo legal. Sendo assim, o magistrado tenta legislar sobre a matéria, papel que não lhe cabe.

Por último, caso a Justiça confirme a cassação em outras instâncias (o que não deve acontecer, devido a fragilidade da peça), queria ver que prefeito ou governador no Brasil escaparia dessa nova regra eleitoral criada pelo juiz Silveira. Do ponto de vista jurídico, a ação está destinada a não prosperar. No entanto, do ponto de vista político, o ataque contribui para desgastar o DEM – o partido que, se não é santo, pelo menos despachou seu mensaleiros.

Dilma discorda de Ciro quando o assunto é aliança eleitoral

Dilma,a escolhida de Lula, e Sarney - Nada de críticas ao PMDB de Renan e Jáder Barbalho

A ainda ministra Dilma Rousseff, agora candidata oficial do PT, concedeu entrevista à revista Veja que chega às bancas nesta semana. As perguntas foram feitas por e-mail, mas sem direito a réplicas.

A ex-guerrilheira e ex-filiada ao PDT (onde militou por 21 anos), Dilma foi escolhida, indicada e imposta ao PT pelo presidente Lula. A ministra foi econômica nas palavras e optou por um estilo mais conciliador, conforme orientação do presidente da Répública, seu principal cabo eleitoral.

Abaixo, destaco uma passagem da entrevista, que pode ser conferida na íntegra aqui.

O presidenciável Ciro Gomes, aliado do seu governo, afirma que a aliança entre o PT e o PMDB é um “roçado de escândalos semeados”. A senhora não só defende essa aliança como quer o PMDB indicando o vice em sua chapa. Não é um risco político dar tanto espaço a um partido comandado por Renan Calheiros, José Sarney e Jader Barbalho? Não se deve governar um país sem alianças e coalizões. Mesmo quando isso é possível, não é desejável. O PMDB é um dos maiores partidos brasileiros, com longa tradição democrática. Queremos o PMDB em nossa aliança.

Para os rigores do pensamento politicamente correto, Dilma foi, me permitam um eufemismo mais elegante, pragmática. Mas a verdade é que Ciro tem razão ao dizer que alianças feitas na base do “toma lá, dá cá” representam um mal para o país.

O deputado,  no entanto, fala com a destreza de quem não tem nada a perder. Já a ministra fala com a responsabilidade de quem representa – atenção – um projeto de poder.

Ademais, convenhamos. Sarney, Renan Calheiros e Jáder Barbalho se mostraram eficientes aliados do atual governo, não obstante o atraso que representam. Sim, é fato que essa turma é aliada de qualquer governo. No entanto, vocês se lembram quem foi eleito prometendo romper com eles, não é mesmo?

PS. Para Ciro, não custa lembrar, o PMDB só é ruim em Brasília. Aqui no Ceará ele não vê problemas na aliança do partido com seu irmão Cid.

PT inclui ‘controle de mídia’ em plano de governo de Dilma

Do Estadão:

Em um dos últimos atos do deputado Ricardo Berzoini (SP) como presidente do PT, a sigla começou a discutir nesta sexta-feira, 19, a definição das diretrizes do partido para um eventual governo Dilma Rousseff. Um dos temas mais polêmicos, o ‘controle de mídia’, foi incluído no programa de governo.

O congresso aprovou o “combate do monopólio da comunicação e entretenimento, a reativação do Conselho Nacional de Comunicação e o direito de resposta coletivo, o fim da propriedade cruzada e proibição de sublocação” – temas debatidos na última Confecom (Conferência Nacional de Comunicação).

Comento: Além do “controle” da mídia, outras diretrizes também deverão ser aprovadas, entre as quais o fortalecimento do estatismo, a defesa do aborto e a revisão da Lei da Anistia com a Comissão da Verdade. Com itens assim, será um programa para Hugo Chávez nenhum botar defeito. O presidente venezuelano tem o costume de fechar veículos de comunicação que não andem na linha…

Pragmático, o presidente Lula disse que nem tudo que o partido defende pode ser feito pelo governo, buscando separar arroubos ideológicos de práticas reais. O problema é que Lula pode falar pelo governo dele, e só. Para Dilma, o que valerá mesmo é o conteúdo do referido programa. Alguns tópicos cheiram a um esquerdismo ultrapassado no resto do mundo. E de todos, o mais claro nesse sentido - e talvez o mais  pernicioso para a democracia – é o tal controle de mídia.

Por trás de expressões bonitas como “função social” e “democratização da comunicação”, está o desejo de certos companheiros de intimidar a imprensa e as vozes de contradição. Gente como José Dirceu e Marco Aurélio Garcia ainda vêem a imprensa livre como instrumento de dominação de classe, e por isso almejam pôr sobre ela a cangalha da burocracia governamental dirigida pelo partido.

É importante que a candidata Dilma esclareça ao público que tem o compromisso com a liberdade de imprensa e lembrar que eventuais mudanças nas regras de comunicação devem ser objeto de análise do Congresso. Caso contrário, sinaliza com uma perigosa sintonia com o bolivarianismo de Chávez. Mas com o passado dela, é mais fácil o Lula tomar gosto pela leitura.

Programa do PSB apresenta Ciro como a novidade para a continuidade

O programa nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), transmitido em cadeia de rádio e televisão, foi marcado pela intensa exposição da imagem do deputado federal Ciro Gomes, pretenso candidato da sigla à Presidência da República nas eleições de outubro. O recado foi implícito, mas foi dado. Ciro falou e posou como candidato, sempre com o cuidado de mostrar sintonia com o presidente Lula, de forma a evitar a impressão de que seu projeto possa parecer, aos olhos do eleitor, uma espécie de racha ou traição.

Logo no início do programa, Ciro repetiu uma fala que recentemente dirigida ao desafeto José Dirceu: “Eu e o meu partido sempre estivemos firmes ao lado desse projeto liderado pelo presidente Lula, principalmente nos momentos mais difíceis, quando muitos do que hoje se dizem amigos de Lula, ou atrapalhavam, se escondiam ou faziam de tudo para derrubá-lo.”

Em seguida,  o deputado procurou desfazer a polarização da campanha entre PT e PSDB, mostrando-se como uma terceira via: “O desafio agora é olhar para frente (…) O PSB quer apresentar ideias e propostas que preservem o legado de Lula, mas que também ampliem a discussão. Esse clima de Corinthians e Palmeiras, de Fla-Flu partidário, que leva o cidadão-eleitor a votar no partido A com medo do partido B, e não pelas suas propostas, e vice-versa, é ruim para o Brasil.”

De resto, o programa procurou mostrar os feitos do PSB nos Estados em que governa, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte, com ênfase em ações e promessas de investimento em infra-estrutura, geração de empregos, saúde e educação. Como os demais partidos da base aliada, a sigla procurou tirar proveito de obras prometidas e ainda não entregues, como a Transposição do São Francisco e Rodovia Transnordestina

Na parte em que o Ceará é destaque, o programa cita o Eixão das Águas, a “1ª siderúrgica do Nordeste” e “uma refinaria da Petrobras e termoelétricas“, como obras de Cid Gomes.

Na parte final, Ciro convida as pessoas a escolher entre olhar para o passado ou “definitivamente encarar o futuro”, apresentando-se como aquele que pode consolidar e ampliar as mudanças iniciadas por Lula. E no momento mais crítico, dispara: “A política não pode se reduzir a acordos em troca de cargos. O PSB sabe, humildemente, que só se governa com alianças, mas acreditamos que as alianças podem e devem ser mais íntegras, para fazer valer projetos de qualidade”.

Convenhamos, é difícil dizer ao eleitor que Lula fez tudo certo, mas que na hora de escolher um candidato para dar continuidade ao seu governo, o melhor é votar num candidato de outro partido, ainda que da base aliada.

O milagre da multiplicação: governo conta como obra sua universidade que já existia!

“E pasmem, para uma coisa que é importante: eu, torneiro mecânico, já sou o presidente da República que mais fez universidades neste país”, anunciou o presidente Lula, na semana passada, em Teófilo Otoni (MG), como já havia feito, só neste ano, em Bacabeira (MA), São Leopoldo (RS), Araçuaí (MG), no Fórum Social de Porto Alegre e em Brasília. 

Das 13 universidades contabilizadas pelo Planalto como obra sua, 9 são mero resultado de fusão, desmembramento ou ampliação de instituições federais de ensino superior inauguradas por outros presidentes – que, em sua época, também se valeram de estruturas preexistentes mantidas por Estados, municípios e empresas privadas.

A se levar a sério o levantamento do Ministério da Educação que sustenta a propaganda oficial, Juscelino Kubitschek supera o ritmo de Lula, com dez universidades em cinco anos de mandato. Até o arquirrival FHC, já acusado pelo petista de não ter criado nenhuma, conta com seis no documento.

O texto acima é de Gustavo Patu, da Folha de São Paulo, publicado na edição desta quinta-feira (18), e disponível apenas para assinantes. Pelo visto, na universidade que Dilma estuda, Lula é professor há muito tempo!

Conferir e analisar os números alardeados por um governo – qualquer um – é tarefa básica do jornalismo. Foi o que fez Gustavo Patu, de forma desconcertante. A matéria ainda mostra outros dados, como a diferença entre o nível de investimento real e o prometido, e a discrepância dos recursos para saneamento. Todos acabam superestimados pelo Governo Federal. Talvez por isso alguns setores governistas não cansam de acusar a imprensa de golpe – além de querer criar mecanismos de “controle social da mídia”. Olhos atentos.

Pesquisa Ibope mostra mais do que aparenta

Serra, Dilma e Ciro

A nova pesquisa Ibope mostra bem mais do que a simples flutuação de quem subiu ou desceu nas intenções de voto. A consulta mostra algumas expectativas do eleitorado que podem sugerir cenários para os estrategistas dos principais candidatos. Colocados os nomes, o desafio agora é saber onde e como procurar votos.

O tucano José Serra continua na liderança na disputa para a Presidência da República, com 36% das intenções de voto. Na anterior ele tinha 38%. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, significa que o governador paulista tem posição estabilizada, apesar dos problemas causados com as fortes chuvas em São Paulo.  O tucano, portanto, deve prosseguir com a mesma cautela, evitando antecipar embates ou polêmicas.

A ministra Dilma Rousseff cresceu oito pontos. Tinha 17% em dezembro e agora aparece com 25%. Crescimento mais do que esperado em virtude da forte exposição a que se submete, quase sempre acompanhada do presidente Lula. O resultado da campanha antecipada aparece nos números do Ibope. Dessa forma, a petista deve continuar viajando e buscando holofotes para se promover. O Planalto aposta em um empate técnico já no mês de março. 

O fator Ciro
Outro que oscilou dentre da margem de erro foi o deputado federal Ciro Gomes (PSB), que tinha 13% em dezembro e agora tem 11%. Acuado pela pressão do presidente Lula para que desista de ser candidato a presidente, Ciro assiste a crescente polarização da disputa entre Serra e Dilma. Sua última cartada deve ser o anúncio oficial de sua candidatura presidencial prometido para o programa do PSB que vai ao ar nesta quinta (18).

Por outro lado, é importante anotar que o cenário sem Ciro mostra que o maior beneficiado seria Serra. Nesse caso, o tucano venceria a petista por 41% a 28%. Essa movimentação fortalece a tese do PSB segundo a qual a base governista deveria apresentar duas candidaturas, para evitar o risco de uma vitória de Serra no primeiro turno.

Rejeição
Os mais rejeitados na pesquisa foram Ciro (41%) e Marina (39%). Justamente os dois últimos colocados na preferência. Vistos com poucas chances de vitória, tendem a ser evitados por não apresentarem competitividade. É um efeito da polarização. Chama também a atenção a rejeição de Dilma, que alcança 35%. É uma rejeição alta para quem nunca ocupou cargos eletivos, nunca disputou eleição e conta com padrinho forte. Serra é rejeitado por 29%, dentro do esperado para quem história em eleições e que corresponde à intenção de votos em Dilma.

Outros números
34% querem a total continuidade do atual governo – Conquistar esse público deve ser a meta de Dilma no curto prazo;

25% querem a manutenção de apenas alguns programas com muitas mudanças e 10% querem a mudança total do governo do País – A soma desses itens corresponde justamente ao índice de intenção de voto em Serra;

29% querem pequenas mudanças com continuidade – Esse é o público a ser disputado. Quem se apresentar como a continuidade melhorada, leva.

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